Era um grande fã da série The Twilight Zone. Não perdia um episódio. Olhando em retrospectiva, The Twilight Zone é provavelmente um dos eventos televisivos que mais influenciou não só a minha maneira de ver filmes como também a minha própria maneira de pensar. É pura imaginação à solta. Tudo era possível e nada era impossível talvez fosse a lógica mais marcante da série que passou para minha mente. Pegava em conceitos quotidianos e extrapolava, extrapolava, extrapolava... até que chagava a um sítio tão distante que só poderia ser uma... Quinta Dimensão.
Seguindo uma lógica diferente da habitual, uma série de TV com sucesso a nível planetário, fez o caminho óbvio e saltou dos então minúsculos ecrãs de TV para aterrar nos imensos ecrãs do cinema. Esta solução parecia irremediavelmente destinada ao sucesso mas, como tudo na vida, às vezes as coisas não acontecem como planeado. Twilight Zone: The Movie foi um fiasco comercial e para além disso ficou ligado a uma das grandes tragédias e polémicas do mundo do cinema.
Sem ter um caminho muito bem definido, a produção simplesmente coloriu e adaptou histórias do imenso universo da Twilight Zone. Há um prólogo e quatro segmentos, como se fossem 4 episódios isolados. o episódio 1 (Time Out) é sobre um homem intolerante que se vê misteriosamente transportado para cenário em que é confrontado directamente com a sua própria intolerância. O episódio 2 (Kick the Can) conta a história de um velhote com poderes mágicos que visita um lar de idosos. No episódio 3 (It's a Good Life) temos a história de um miúdo com uma imaginação prodigiosa. E no episódio 4, o mítico (Nightmare at 20,000 feet) em que um escritor com medo de voar vê algo assustador na asa do avião...
Este foi logo um dos problemas. "Não é um filme: são quatro episódios numa cassete", foi o que pensei na altura, quando comecei a ver o VHS que tinha trazido do videoclube. E para quem tinha visto tudo o que havia para ver da mítica série seria muito difícil escolher o melhor dos melhores, porque simplesmente, era uma tarefa impossível. De uma forma ou outra, (quase) todos os episódios eram muito bons. Foi isso que cristalizou o sucesso da série na mente do público. Fazer uma escolha assim tão pequena, ia ser sempre uma escolha muito arriscada. Talvez por isso mesmo, os estúdios escolheram actores com algum peso na altura como Vic Morrow, Dan Aykroyd, Albert Brooks, Kathleen Quinlan e John Lithgow e passou a realização para as mãos das estrelas mais promissoras daquele momento. Joe Dante realizou It's a Good Life; George Miller fez o Nightmare at 20,000 Feet; Steven Spielberg realizou Kick the Can e John Landis esteve no prólogo e no episódio Time Out. Este é o episódio que viria a tornar-se memorável pelas piores razões. Durante as filmagens, numa cena que se passava no Vietname, um helicóptero despenhou-se, causando a morte imediata de Vic Morrow e de duas crianças, Renee Chen e My-ca Dinh Le. Para piorar ainda mais a situação, as crianças nem sequer estavam registadas oficialmente como actores para poderem filmar durante a noite, o que já altura não era permitido pelos estúdios e pela legislação em vigor. A produção foi terminada à pressa. John Landis foi acusado de homicídio... Correu tudo mal.
Durante algum tempo, este filme fascinou-me precisamente por causa deste episódio. Li muita coisa sobre o assunto para perceber como é que um acontecimento desta gravidade tinha acontecido em Hollywood. Aliás, é sempre mencionado quando se fala na questão da segurança dos actores. Foi até determinante para isso, porque depois deste acidente, muitas das práticas correntes no meio foram alteradas para sempre. Curiosamente, este foi o único episódio que não era um remake de espisódios da série. Todos os restantes eram novas adaptações e este era o único original. Também foi por causa deste acidente que o filme ficou desconexo. Era suposto haver um a ligação no final que juntasse o prólogo e os quatro episódios, mas devido ao acidente, o filme acabou por ser fechado à pressa. Mas quando em cima de um filme está o ónus da morte de um adulto e duas crianças com menos de 10 anos, a qualidade e consistência são um pormenor absolutamente irrelevante.
Foi pena. Rod Serling, o mítico criador da série The Twilight Zone merecia uma homenagem à maneira. O destino não quis deixar. ●●○○○
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Sad Hill Unearthed é um dos documentário mais estranhos que já vi. Não por ser propriamente estranho (nem sequer é muito bom) mas porque me deu a conhecer (e perceber que existe) uma outra perspectiva sobre o cinema: a arqueológica. E proporcionou-me uma enorme surpresa.
Em Espanha, mais propriamente em Burgos, um grupo de fãs do magnífico filme "The Good, the Bad and the Ugly" desenterraram o cenário onde foi filmada a icónica cena final no cemitério. Apesar do sítio ter sido construído de raiz (5000 campas em formato circular [único e espectacular]) foi abandonado logo após as filmagens e deixado ao abandono durante quase 50 anos. Obviamente pouco restou, e nada restaria, não fosse este grupo de amigos (inicialmente) e uma série de fãs malucos (no bom sentido) que conseguiram resgatá-lo do esquecimento. Apesar de já ter visto o filme "n" de vezes, não conheço muito bem a história behind the scenes, e portanto não fazia ideia que tinha sido filmado tão perto. Uma gigantesca surpresa. Não fazia ideia. Fiquei boquiaberto e muito entusiasmado.
Tem a contribuição de Ennio Morricone, James Hetfield (sim, dos Metallica), Joe Dante, Álex de la Iglesia, Clint Eastwood e do próprio mestre Sergio Leone, entre outros.
The Good the Bad and the Ugly é um filme que me é muito especial, mas quanto a isso, terá o seu próprio espaço. Dou os meus parabéns aos gajos que descobriram isto e a todos os que não deixaram morrer uma parte importante da história do cinema. Os meus sinceros parabéns ao Guillermo de Oliveira pelo esforço de pesquisa e também pelo documentário. Fica a promessa de um dia ir lá visitar o local pessoalmente. ●●●○○
Em Espanha, mais propriamente em Burgos, um grupo de fãs do magnífico filme "The Good, the Bad and the Ugly" desenterraram o cenário onde foi filmada a icónica cena final no cemitério. Apesar do sítio ter sido construído de raiz (5000 campas em formato circular [único e espectacular]) foi abandonado logo após as filmagens e deixado ao abandono durante quase 50 anos. Obviamente pouco restou, e nada restaria, não fosse este grupo de amigos (inicialmente) e uma série de fãs malucos (no bom sentido) que conseguiram resgatá-lo do esquecimento. Apesar de já ter visto o filme "n" de vezes, não conheço muito bem a história behind the scenes, e portanto não fazia ideia que tinha sido filmado tão perto. Uma gigantesca surpresa. Não fazia ideia. Fiquei boquiaberto e muito entusiasmado.
Tem a contribuição de Ennio Morricone, James Hetfield (sim, dos Metallica), Joe Dante, Álex de la Iglesia, Clint Eastwood e do próprio mestre Sergio Leone, entre outros.
The Good the Bad and the Ugly é um filme que me é muito especial, mas quanto a isso, terá o seu próprio espaço. Dou os meus parabéns aos gajos que descobriram isto e a todos os que não deixaram morrer uma parte importante da história do cinema. Os meus sinceros parabéns ao Guillermo de Oliveira pelo esforço de pesquisa e também pelo documentário. Fica a promessa de um dia ir lá visitar o local pessoalmente. ●●●○○
Joe Dante e Chris Columbus (e também "dedinho mágico" de Steven Spielberg) juntaram-se seis anos mais tarde (a maluqueira das sequelas obrigatórias após o sucesso do filme original ainda não estava totalmente na berra) para dar continuidade à história dos Mogwais e dos Gremlins. Desta vez, o caos vai-se apoderar dum arranha-céus super-tecnológico em Nova York que é propriedade do magnata Daniel Clamp (não será Donald Trump?!?) e onde se fazem experiências genéticas e outras coisas pavorosas...
Nesta sequela, a juntar aos já repetentes Zach Galligan e Phoebe Cates, juntam-se John Glover e o lendário Christopher Lee.
Esta segunda entrega, apesar de maior e mais artilhada de efeitos não teve o mesmo sucesso do primeiro filme. O público dos anos 80 era ligeiramente diferente do actual. Não queria estar sempre a ver as mesmas coisas. Queria coisas novas e diferentes de cada vez que ia ao cinema. Se fosse hoje em dia, os Gremlins já tinham um franchise bem estabelecida e já estaria em produção o Gremlins - Episódio XIX!!! Em parte, ainda bem que tudo ficou por aqui. É que só lhe acrescenta valor...
Apesar de ser mais do mesmo, Gremlins 2: The New Batch (que muitos críticos consideram ser um dos melhores exemplos de boa continuidade e de como uma sequela deve ser feita) continua a ter argumentos próprios, continua a ser divertido e por isso vê-se bastante bem. ●●●○○
Nesta sequela, a juntar aos já repetentes Zach Galligan e Phoebe Cates, juntam-se John Glover e o lendário Christopher Lee.
Esta segunda entrega, apesar de maior e mais artilhada de efeitos não teve o mesmo sucesso do primeiro filme. O público dos anos 80 era ligeiramente diferente do actual. Não queria estar sempre a ver as mesmas coisas. Queria coisas novas e diferentes de cada vez que ia ao cinema. Se fosse hoje em dia, os Gremlins já tinham um franchise bem estabelecida e já estaria em produção o Gremlins - Episódio XIX!!! Em parte, ainda bem que tudo ficou por aqui. É que só lhe acrescenta valor...
Apesar de ser mais do mesmo, Gremlins 2: The New Batch (que muitos críticos consideram ser um dos melhores exemplos de boa continuidade e de como uma sequela deve ser feita) continua a ter argumentos próprios, continua a ser divertido e por isso vê-se bastante bem. ●●●○○
Não sei se foram as drogas psicadélicas dos anos 70 a terem efeitos inesperados ou o boom económico dos anos 80, mas realmente aconteceu um crescimento exponencial no cinema de entretenimento. Ao mesmo tempo, apareceram as ideias mais estranhas e criativas que me lembro, assim como misturas imprevisíveis e surpreendentes de géneros tão díspares como o a comédia, a fantasia e o terror. Um dos exemplos é este Gremlins e dispensa apresentações muito longas.
Um rapaz recebe de prenda um estranho animal vindo das profundezas misteriosas de Chinatown. Esse estranho, fofo e adorável "bicho" é um Mogwai e tem algumas particularidades muito próprias: não pode ser exposto a luzes muito fortes, não pode ser molhado e nunca, mas nunca, pode ser alimentado depois da meia-noite. Se a luz intensa o pode matar, a água faz com que se reproduza. Já alimentá-lo após a meia-noite faz com se transforme num pequeno e perigoso diabrete conhecido com Gremlin.
Não sei se foi a ideia ou os efeitos "revolucionários" para a altura, mas o que é certo é que foi um mega sucesso dos anos 80 e que se tornou num verdadeiro fenómeno pop que ainda hoje perdura. E para um filme ser um sucesso de bilheteira quando foi lançado ao mesmo tempo que os Ghostbusters (no mesmo dia!) e o Indiana Jones and the Temple of Doom é porque teve méritos mais do que suficientes.
Zach Galligan, Phoebe Cates, Corey Feldman e o mítico Dick Miller lutam incessantemente para livrar a sua pacata vila desta invasão incontrolável de Dick Miller .
Chris Columbus na escrita e Joe Dante na realização criaram um filme que criou raízes com o tempo e que para além da história criativa, mesmo tecnicamente ainda é um filme com argumentos suficientes para se "aguentar" nos dias de hoje. Também não será coincidência que Steven Spielberg, o mago visionário e criador dos blockbusters "actuais", estivesse nos bastidores como produtor...
Foi um dos primeiros filmes que vi no cinema e por isso tem uma carga gigante de nostalgia associado. Só posso dizer: Gremlins forever. ●●●●○
Um rapaz recebe de prenda um estranho animal vindo das profundezas misteriosas de Chinatown. Esse estranho, fofo e adorável "bicho" é um Mogwai e tem algumas particularidades muito próprias: não pode ser exposto a luzes muito fortes, não pode ser molhado e nunca, mas nunca, pode ser alimentado depois da meia-noite. Se a luz intensa o pode matar, a água faz com que se reproduza. Já alimentá-lo após a meia-noite faz com se transforme num pequeno e perigoso diabrete conhecido com Gremlin.
Não sei se foi a ideia ou os efeitos "revolucionários" para a altura, mas o que é certo é que foi um mega sucesso dos anos 80 e que se tornou num verdadeiro fenómeno pop que ainda hoje perdura. E para um filme ser um sucesso de bilheteira quando foi lançado ao mesmo tempo que os Ghostbusters (no mesmo dia!) e o Indiana Jones and the Temple of Doom é porque teve méritos mais do que suficientes.
Zach Galligan, Phoebe Cates, Corey Feldman e o mítico Dick Miller lutam incessantemente para livrar a sua pacata vila desta invasão incontrolável de Dick Miller .
Chris Columbus na escrita e Joe Dante na realização criaram um filme que criou raízes com o tempo e que para além da história criativa, mesmo tecnicamente ainda é um filme com argumentos suficientes para se "aguentar" nos dias de hoje. Também não será coincidência que Steven Spielberg, o mago visionário e criador dos blockbusters "actuais", estivesse nos bastidores como produtor...
Foi um dos primeiros filmes que vi no cinema e por isso tem uma carga gigante de nostalgia associado. Só posso dizer: Gremlins forever. ●●●●○
Beverly Hills Cop III saiu em 1994 e entra directamente para a categoria de deprimente. Apesar de ter presenças de peso (cameos) como as de John Singleton, Joe Dante, Ray Harryhausen e George Lucas, Beverly Hills Cop III nunca consegue chegar sequer aos calcanhares do original. Nem sequer da sequela.
Desta vez a história gira em torno de um parque de diversões em Beverly Hills que os maus da fita usam como fachada para fazerem falsificação de dinheiro.
Vou ser directo. É mau. Tudo parece forçado e não tem piada nenhuma. Foi um desfecho inglório para uma boa série de filmes e que gerou boas personagens, uma música icónica e sempre teve associado aquela sensação de boas vibrações.
Ainda por cima, é de estranhar que seja tão mau, vindo de quem vem: John Landis. Por acaso, é mesmo estranho. Sendo um realizador com tantos créditos firmados em outros tantos sucessos anteriores, é esquisito que o filme tenha saído tão mau. Pode não ser um dos grandes nomes do cinema, mas John Landis é o senhor responsável pelos The Blues Brothers, pelo clássico An American Werewolf in London e o homem que fez o melhor videoclip de todos os tempos, o Thriller de Michael Jackson. Não é por acaso que aparece tanto realizador (e pessoal dos efeitos) conhecido pelo meio do filme. Presumo que a escolha de John Landis tenha algo que ver com o mega sucesso Jurassic Park que tinha saído no ano anterior. Há uma ligação óbvia e antiga entre John Landis e Steven Spielberg... Também é passado num parque de diversões... Ao contrário dos anteriores, Jerry Bruckheimer já não produziu este filme, por isso... Não sei. Estou a conjecturar. Mas o que é certo é que algo correu mal aqui. Beverly Hills Cop III é mau e nunca devia ter sido o fecho desta trilogia. Espera-se um remake a qualquer momento, com um cameo óbvio para a estrela principal: Eddie Murphy. ●○○○○
Desta vez a história gira em torno de um parque de diversões em Beverly Hills que os maus da fita usam como fachada para fazerem falsificação de dinheiro.
Vou ser directo. É mau. Tudo parece forçado e não tem piada nenhuma. Foi um desfecho inglório para uma boa série de filmes e que gerou boas personagens, uma música icónica e sempre teve associado aquela sensação de boas vibrações.
Ainda por cima, é de estranhar que seja tão mau, vindo de quem vem: John Landis. Por acaso, é mesmo estranho. Sendo um realizador com tantos créditos firmados em outros tantos sucessos anteriores, é esquisito que o filme tenha saído tão mau. Pode não ser um dos grandes nomes do cinema, mas John Landis é o senhor responsável pelos The Blues Brothers, pelo clássico An American Werewolf in London e o homem que fez o melhor videoclip de todos os tempos, o Thriller de Michael Jackson. Não é por acaso que aparece tanto realizador (e pessoal dos efeitos) conhecido pelo meio do filme. Presumo que a escolha de John Landis tenha algo que ver com o mega sucesso Jurassic Park que tinha saído no ano anterior. Há uma ligação óbvia e antiga entre John Landis e Steven Spielberg... Também é passado num parque de diversões... Ao contrário dos anteriores, Jerry Bruckheimer já não produziu este filme, por isso... Não sei. Estou a conjecturar. Mas o que é certo é que algo correu mal aqui. Beverly Hills Cop III é mau e nunca devia ter sido o fecho desta trilogia. Espera-se um remake a qualquer momento, com um cameo óbvio para a estrela principal: Eddie Murphy. ●○○○○




