O ano é 2065. A terra foi devastada pela invasão de uma misteriosa raça de extraterrestres parecidos com espíritos. A humanidade está de joelhos e a única esperança recai sobre Aki Ross, uma jovem e brilhante cientista, que luta contra o tempo para salvar o planeta e também a si, já que foi infectada, como aconteceu como a maior parte da população. Para isso vai ter a ajuda preciosa de um grupo de militares liderado pelo seu namorado. Pelo meio vão ter de enfrentar também o General Hein que tem um plano para destruir de uma vez por todas os extraterrestres, nem que para isso tenha de destruir o próprio planeta.
Nos últimos anos, o mundo dos videojogos tem tomado de assalto o mundo do cinema. Não só tem sido material para adaptações, como de certa forma, tem vindo a influenciar a forma como a narrativa dos filmes tem evoluído. A lógica de plataformas há muito que foi abandonada nos jogos. A lógica mais recente é ter uma narrativa do género: ir em busca de uma chave que permita abrir uma porta, que revela uma nova chave para abrir uma outra porta. Em parte, este truque simples de empurrar a narrativa para a frente sem acrescentar muita história e intercalar com cenas espectaculares de acção, tem sido o motor da maior parte dos filmes de acção dos últimos anos. Mas este não é o caso. Apesar de estar carregado de cenas de acção, Final Fantasy: The Spirits Within segue mais uma lógica de anime, com uma aproximação mais filosófica do que os filmes americanos. Esta é uma vantagem porque o filme não se torna tão entediante e até tem alguma substância. Obviamente, essa foi a razão do seu insucesso. O público não estava muito virado para este tipo de narrativas. O filme esteve tão mau nas bilheteiras que levou a produtora Square Pictures à falência.
Final Fantasy: The Spirits Within é um portento técnico que levou quatro anos a ser concluído. Foi a primeira longa-metragem animada por computador que tinha humanos "verdadeiros", ou melhor dizendo, personagens humanas foto-realistas. Nunca se tinha visto nada igual. O filme foi tão avançado para o seu tempos que ainda hoje se aguenta bastante bem. A técnica de captura de movimentos que foi pioneira aqui, foi aproveitada logo de seguida para criar uma personagem conhecida de todos, o Gollum do Lord of the Rings. E é esta técnica, entretanto aprimorada, que ainda hoje se usa. É fantástico. No entanto, na altura era terreno desconhecido. Nunca ninguém tinha feito nada do género. A evolução no campo técnico foi de tal forma rápida que quando chegaram ao fim da produção para fazer a montagem final, tiveram de refazer a parte inicial do filmes porque já se notava a diferença na qualidade da imagem.
Para além da parte técnica, Final Fantasy ainda levantou questões novas. Dar vozes a desenhos animados, não era novidade. Mas dar vozes a figuras humanas digitais já era outra história. Ficaram célebres as reacções precipitadas de alguns actores que perceberam que podiam ficar no desemprego para sempre se a moda de "criar" actores virtuais pegasse na indústria. Tom Hanks foi uma desas vozes e Matt Dillon, que tinha o segundo papel mais importante, recusou participar no filme quando viu a qualidade das imagens. Afinal, não aconteceu nada... Para já...
Ming-Na Wen, Alec Baldwin, Ving Rhames, Steve Buscemi, Donald Sutherland e James Woods dão as vozes aos corpos digitais.
Escrito e realizado por Hironobu Sakaguchi (um mago dos videojogos), Final Fantasy: The Spirits Within é um daqueles filmes que me ficou na memória. Não só pela questão técnica que me deixou de boca aberta durante muito tempo, mas também pela lógica filosófica subjacente. As potencialidades da história e da narrativa são tão grandes que não tarda nada, deve regressar na forma de série de TV. É quase certo. Só basta alguém na Netflix ler este texto para se aperceber que o filme existe... Já está um pouco datado no tempo, mas ainda assim vê-se muito bem. ●●●○○
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Vi umas cenas promocionais do Gemini Man e imediatamente pus o filme de parte. Para mim era obviamente mais uma chachada de acção que não acrescentaria nada de novo ao reportório. No entanto, o nome de Ang Lee suscitou-me dúvidas. Depois de ver o Hulk e The Life of Pi já não dissocio tanto o Ang Lee dos efeitos especiais. Hoje, parece-me um gajo bastante à vontade para fazer um filme de efeitos. Mas um filme de acção? Com efeitos e porrada? Humm... Isso já era um pouco de desconfiar. Mas sendo assim, lá fui ver o Gemini Man apenas e só por curiosidade. De facto, é um filme de efeitos especiais, acção e porrada, a lembrar um pouco uma espécie de James Bond, mas pouco mais do isso. Já ia tão desconfiado que sinceramente foi melhor do que imaginei. Não há como ir ver um filme com as expectativas muito baixas... Ainda assim é estranho ver figuras totalmente digitais a contracenar com actores reais. E quando digo, totalmente digitais, estou a referir-me a personagens humanas reais, tipo o Will Smith, 30 anos mais novo em versão digital. Os efeitos especiais já evoluíram muito, mas para um olho treinado, ainda há uns pequeníssimos pormenores que denunciam o cambalacho digital. Mas tenho de admitir que falta muito pouco para nem sequer se notar a diferença. Nesse aspecto, acho que novamente, mais que melhorar o cinema está-se a abrir um precedente perigoso. Bem, não lhe chamaria perigoso, mas sim um precedente estranho. Basta pensar no panorama actual. Neste momento, parece que o cinema (e quando digo cinema, estou a referir-me ao cinema de grande público/blockbuster) entrou num loop de sequelas, reboots e remakes intermináveis. Trocam-se os actores e todo o restante esquema não mexe. Agora basta imaginar o que é que aconteceria se se retirar os actores de carne e osso da equação. É um loop eterno, mas sem a necessidade de trocar os actores porque eles são eternamente jovens, eternamente versáteis, eternamente disponíveis e eternamente ubíquos. Se isto não acontecer será apenas por questões meramente contratuais entre estúdios. Isto pode ser um grande negócio para os estúdios, mas quando assim acontece, normalmente a qualidade baixa e muito. Como é o caso do actual panorama que parece ter sido disneyficado, massificado, industrializado e outras coisas acabadas em "ado" que apenas lembram produtos de consumo de plástico e descartáveis. Bem, estou novamente a divagar. Vou deixar estas questões técnicas para outra ocasião. Voltando ao Gemini Man.
Não sendo totalmente banal, também não deixa de ser esquecível ou de sofrer dos mesmos males típicos deste género de filmes. A diferença é mesmo a mão mais sensível do Ang Lee que suaviza a acção e consegue dar um pouco mais de tempo para as personagens "respirarem". Mas não faz milagres, até porque existem as personagens de Mary Elizabeth Winstead e Clive Owen mas estão tão secundarizadas pela acção que acabam por desaparecer da história. Por isso, Gemini Man acaba por ser um pouco melhor que o normal, mas no geral acaba por ser tão esquecível quanto os outros do mesmo género. ●●○○○
Não sendo totalmente banal, também não deixa de ser esquecível ou de sofrer dos mesmos males típicos deste género de filmes. A diferença é mesmo a mão mais sensível do Ang Lee que suaviza a acção e consegue dar um pouco mais de tempo para as personagens "respirarem". Mas não faz milagres, até porque existem as personagens de Mary Elizabeth Winstead e Clive Owen mas estão tão secundarizadas pela acção que acabam por desaparecer da história. Por isso, Gemini Man acaba por ser um pouco melhor que o normal, mas no geral acaba por ser tão esquecível quanto os outros do mesmo género. ●●○○○
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Vi a primeira entrega deste produto e estranhamente até nem desgostei. Claro que chegando à sequela não podiam continuar a fazer coisas "normais" e tinham de começar a encher chouriços para chegar à trilogia... E assim cheguei a este Fantastic Beasts - The Crimes of Grindelwald. Uma patetice excessivamente digital destinado exclusivamente para fãs do Harry Potter e para quem gosta de brincar com varinhas mágicas... Uma confusão de personagens sem nexo, numa história cheia de palha e que nem sequer tem um fecho, portanto, resumidamente é uma simples perda de tempo. Um veículo para a óbvia terceira parte da trilogia que deve sair a tempo de comer o dinheiro dos pais que obrigatoriamente têm de levar as criancinhas ao cinema nesse tempo maravilhoso de solidariedade humana que é o Natal... Espera! Isso é daqui a muito tempo. A Páscoa também está perto demais, portanto o "3" (Fantastic Beasts - "inserir nome bombástico") deve sair lá para o final das férias grandes, em setembro/outubro. As pessoas estão deprimidas por voltarem ao trabalho e as crianças destruídas por voltarem para a escola, daí que toda gente precise de ver alguma coisa para "esquecer" a vida real... Bem... estou numa de divagação hater portanto é melhor ficar por aqui... Nomes como Johnny Depp, Eddie Redmayne e Ezra Miller apenas salvam esta desgraça do vazio total... ●○○○○
Ready Player One leva-nos para o ano de 2045 em que o mundo é merda, em que as casas são bairros de lata e há gente a mais para tão pouco espaço. A única forma de "sair" deste mundo distópico é através da realidade virtual, nomeadamente para para um universo virtual chamado OASIS. É um bocado como se passa hoje em dia com o Facebook e as outras redes sociais do género... Mas adiante.
Este é um daqueles filmes que me facilita a vida. Não há dúvidas que é um filme do Steven Spielberg e está tudo dito. Com este exagero digital em mãos alheias seria um descalabro total. Assim, como está, é perfeitamente comestível. Vindo de quem vem, estranhamente banal, mas comestível. Ready Player One falha em muitos níveis. Para mim falha logo no conceito temporal. Há aqui muita (demasiada?) nostalgia, até para um irremediável nostálgico como eu. Imensas referências aos "dourados" anos 80, que a maior parte do público alvo parece-me que não vai entender. Tantas referências que o meu cérebro sobreaqueceu de tanto voltar para trás e para a frente no tempo, sem conseguir arranjar nenhuma linha lógica de pensamento que una as duas coisas... Falha no elenco (Tye Sheridan, Olivia Cooke, Ben Mendelsohn) porque não parece "colar" no filme. E por fim, ...como é que hei-de dizer isto, sem parecer um grandessísimo moralista??... falha no compasso moral do argumento. E isto é estranho num filme do Steven Spielberg. Porque pensando bem, os jovens do filme não estão a lutar por uma melhor realidade; estão sim, a lutar para melhorar a realidade virtual, para que fique livre de publicidade. E sendo assim, está tudo feliz nas suas vidas... Mas a "realidade" da qual terão que novamente "fugir" continuará a ser exactamente a mesma: a do ano de 2045 em que o mundo é merda, em que as casas são bairros de lata e há gente a mais para tão pouco espaço. ●●○○○ apenas por respeito ao mestre...
Este é um daqueles filmes que me facilita a vida. Não há dúvidas que é um filme do Steven Spielberg e está tudo dito. Com este exagero digital em mãos alheias seria um descalabro total. Assim, como está, é perfeitamente comestível. Vindo de quem vem, estranhamente banal, mas comestível. Ready Player One falha em muitos níveis. Para mim falha logo no conceito temporal. Há aqui muita (demasiada?) nostalgia, até para um irremediável nostálgico como eu. Imensas referências aos "dourados" anos 80, que a maior parte do público alvo parece-me que não vai entender. Tantas referências que o meu cérebro sobreaqueceu de tanto voltar para trás e para a frente no tempo, sem conseguir arranjar nenhuma linha lógica de pensamento que una as duas coisas... Falha no elenco (Tye Sheridan, Olivia Cooke, Ben Mendelsohn) porque não parece "colar" no filme. E por fim, ...como é que hei-de dizer isto, sem parecer um grandessísimo moralista??... falha no compasso moral do argumento. E isto é estranho num filme do Steven Spielberg. Porque pensando bem, os jovens do filme não estão a lutar por uma melhor realidade; estão sim, a lutar para melhorar a realidade virtual, para que fique livre de publicidade. E sendo assim, está tudo feliz nas suas vidas... Mas a "realidade" da qual terão que novamente "fugir" continuará a ser exactamente a mesma: a do ano de 2045 em que o mundo é merda, em que as casas são bairros de lata e há gente a mais para tão pouco espaço. ●●○○○ apenas por respeito ao mestre...
Um dos problemas que tenho aqui com o site é que vejo mais filmes do que tenho tempo para escrever sobre eles, por isso não vou perder muito tempo com este Justice League. Muitas vezes elogio o Zack Snyder por ser um dos poucos gajos que consegue fazer filmes de acção de super-heróis que não insultam a inteligência do público e que até faz umas coisas em condições. Este não é o caso. Justice League junta-se ao já enorme rol de fast food cinematográfico e é mais uma borrada psicadélico-digital, igual a tantas outras. Apesar de todo o pessoal principal do costume (Ben Affleck, Gal Gadot, Jason Momoa, Henry Cavill), assim como os "suportes de luxo" (Jeremy Irons, Diane Lane, J.K. Simmons, Amy Adams), a personagem do "Flash" (Ezra Miller) é a única que tem alguma piada. Aliás, as piadas do Flash são a única coisa suportável do filme. O resto é mais do mesmo: aborrecido. É bom para se ver numa tarde de inverno dum domingo, quando uma pessoa estiver a recuperar duma gripe... ●○○○○
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Há poucas coisas a dizer sobre este remake de Teenage Mutant Ninja Turtles: efeitos especiais com fartura e levados ao extremo, um vilão digital, muito lens flare do Michael Bay (apesar do realizador ser Jonathan Liebesman, o corpo da Megan Fox e... mais nada. É simplesmente usar a nostalgia para vender bilhetes e pipocas. Não tem nada que se aproveite. ○○○○○





