A história de Frankenstein é daquelas tão fantasticamente boas que irão andar sempre por aí. Não vale a pena contornar o assunto. Remake, remake, remake. Os estúdios são empresas que vendem cinema e precisam de fazer dinheiro e ter lucros. Isto quer dizer que inevitavelmente irão aparecer versões de filmes repetidamente, que não são mais do que acessórios de bilheteira. São pensados para única e exclusivamente venderem bilhetes, naquela altura específica, para aquele público específico. Compreendo perfeitamente este esquema. Deixa de ser cinema para ser um produto de consumo, como as pipocas. E este é o caso de I, Frankenstein. Uma grande produção de efeitos especiais, explosões e "super-heróis"... Sim, porque hoje em dia, se um filme de acção não tiver super-heróis, quem é que vai vê-lo? Como o modelo de vampiros contra lobisomens já estava um pouco esgotado na altura, aqui o "novo" modelo é ter demónios contra gárgulas... É verdade... Gárgulas. E pelo meio deles, no meio da confusão e dos estilhaços digitais, anda um sexy e musculado Frankenstein que para além de ser um super-herói, também é mestre em artes marciais. Stuart Beattie realiza, Bill Nighy intrepreta bem como sempre, e Aaron Eckhart dá alguma credibilidade à cena. E está tudo dito... Fico à espera de uma nova versão da brilhante, mas regularmente desprezada e maltratada história de Frankenstein. Isto é um produto já de 2014, portanto não deve falta muito para aparecer outra versão... ●○○○○
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London has Fallen (de Babak Najafi) é um filme para o momento actual: explosões, socos, tiros, perseguições e terroristas "maus" que querem terminar com o "nosso modo de vida"... Bem, neste caso é mais por vingança, mas vai dar ao mesmo, até porque em termos de história e personagens é praticamente nulo. A não ser que considerem "desenvolvimento de personagens" aquelas poses catitas com as armas e os olhares profundos e vingativos... London has Fallen pega na personagens do "primeiro" filme (Olympus Has Fallen) e mete-as numa situação igual, mas noutro sítio diferente. Só para não dizer que é o "2"...
Um excelente leque de actores como Gerard Butler, Aaron Eckhart, Angela Bassett e Morgan Freeman perde aqui o seu tempo a contracenar com vários duplos e muitos efeitos especiais digitais, na tentativa de salvar um filme que no fim de contas é apenas mais uma chiclete com sabor a clichê... Vê-se e esquece-se rapidamente. ●○○○○
Um excelente leque de actores como Gerard Butler, Aaron Eckhart, Angela Bassett e Morgan Freeman perde aqui o seu tempo a contracenar com vários duplos e muitos efeitos especiais digitais, na tentativa de salvar um filme que no fim de contas é apenas mais uma chiclete com sabor a clichê... Vê-se e esquece-se rapidamente. ●○○○○
Depois de uma série de estranhos eventos mundiais, um geofísico faz uma terrível descoberta: o núcleo da Terra deixou de rodar. Como consequência, o escudo eletromagnético que protege o planeta das ameaças exteriores está a deteriorar-se. Se nada for feito, a Terra será destruída.
Se isso acontecesse mesmo estaríamos condenados à extinção, mas como isto é um filme, há uma hipótese remota de sobrevivência: usar uma ultra avançada e secreta nave para chegar ao núcleo do planeta e detonar um engenho nuclear para reactivar o movimento no interior da Terra.
Dito assim, The Core, tinha tudo para ser um completo desastre. Tem uma premissa científica ao nível de uma aula de ciências da natureza do 7.º ano; parece outro daqueles filmes desmiolados, repletos de acção, explosões espectaculares e efeitos de destruição maciça digital; e ainda por cima é um remake de (Deep Core) uma produção de série B (ou C?) feito uns anos antes. Mas não é o caso. Curiosamente até é um filme bem jeitoso. É despretensioso, tem algum "miolo", foge de alguns dos clichés como o do "vou-me sacrificar nesta cena emotiva em prol da Humanidade" e tem realmente bons actores como Aaron Eckhart, Hilary Swank, Delroy Lindo, Tchéky Karyo e Stanley Tucci.
Apesar de ser exactamente igual a outros blockbusters de destruição planetária, The Core tem algo que o distingue dos restantes. Serão os actores? Será o equilíbrio entre interpretação dramática e os efeitos especiais? Será um certo cheirinho a Viagem ao centro da Terra de Júlio Verne? Sinceramente, não sei identificar o porquê, mas destaco-o dentro do género, e estranhamente é um dos meus "filmitos de ficção cientifica/acção/efeitos especiais" favorito. ●●○○○
Se isso acontecesse mesmo estaríamos condenados à extinção, mas como isto é um filme, há uma hipótese remota de sobrevivência: usar uma ultra avançada e secreta nave para chegar ao núcleo do planeta e detonar um engenho nuclear para reactivar o movimento no interior da Terra.
Dito assim, The Core, tinha tudo para ser um completo desastre. Tem uma premissa científica ao nível de uma aula de ciências da natureza do 7.º ano; parece outro daqueles filmes desmiolados, repletos de acção, explosões espectaculares e efeitos de destruição maciça digital; e ainda por cima é um remake de (Deep Core) uma produção de série B (ou C?) feito uns anos antes. Mas não é o caso. Curiosamente até é um filme bem jeitoso. É despretensioso, tem algum "miolo", foge de alguns dos clichés como o do "vou-me sacrificar nesta cena emotiva em prol da Humanidade" e tem realmente bons actores como Aaron Eckhart, Hilary Swank, Delroy Lindo, Tchéky Karyo e Stanley Tucci.
Apesar de ser exactamente igual a outros blockbusters de destruição planetária, The Core tem algo que o distingue dos restantes. Serão os actores? Será o equilíbrio entre interpretação dramática e os efeitos especiais? Será um certo cheirinho a Viagem ao centro da Terra de Júlio Verne? Sinceramente, não sei identificar o porquê, mas destaco-o dentro do género, e estranhamente é um dos meus "filmitos de ficção cientifica/acção/efeitos especiais" favorito. ●●○○○


