O tempo é uma coisa estranha... A questão da relatividade do tempo é algo verdadeiramente mind-boggling. Em parte, o tempo (e a sua relatividade) que cria paradoxos aparentemente impossíveis mas reais, é um dos elementos-base de Interstellar. Mas também a destruição natural do planeta, os dramas familiares, fenómenos espaciais relativamente desconhecidos da ciência e possibilidades académicas sobre o próprio tecido do tempo-espaço que permita que tudo exista como conhecemos. Mas nesta profusão de temas, eu elejo o tempo como principal ingrediente apenas por uma razão.
Neste momento, considero o Christopher Nolan como o melhor realizador vivo. Ponto. Para mim, é inegável. É o gajo mais talentoso, mais equilibrado, mais técnico, mais criativo e mais eclético do momento. Faz um pequeno drama histórico ou um grande blockbuster de acção com a mesma mestria. E portanto não perco nenhum filme do Nolan. Dali pode muito bem vir "aquele" filme que eu estava mesmo à espera para ver. Não me lembro de ver um filme com a assinatura Nolan que fosse mau. Neste anos todos, não me lembro de um filme que fosse sequer mediano; aliás é tudo de muito bom para cima. Daí a minha escolha pelo tempo.
Quando vi que ia sair um filme ficção científica realizado pelo Christopher Nolan, e face à escassez de material "normal" neste género, fiquei logo entusiasmadíssimo. Finalmente ia conseguir ver "ficção-científica-científica" e não um espectáculo de luzinhas, cores e lasers.
Logo após a primeira visualização, vim a correr aqui para o computador escrever e pus logo no final um "5", o que para mim quer dizer que é um filme que tem tudo o que gosto de ver, sem tirar nem por. Perfeito. Sem falhas.
A história com toda aquela base cientifica hardcore (se conceitos hipotéticos como wormholes, teoria das cordas, multiversos, viagens "reais" no tempo, e singularidades não são ciência hardcore, então não sei o que será), os actores excepcionais (Matthew McConaughey [tem momentos de puro génio], Anne Hathaway, Jessica Chastain, John Lithgow, Michael Caine, entre outros), a fotografia exemplar, a música de Hans Zimmer, aqueles robots fantasticamente imaginados e diferentes de tudo o que já tinha visto; tudo estava muito bem feito e não deixava margens para crítica.
Não há dúvida que Interstellar é muito bom, mas aconteceu-me algo estranho na segunda vez que o vi. Comecei a notar um certo desequilíbrio. Apesar de toda a sua aparente perfeição técnica e científica, o filme tem um tom desequilibrado... Não é bem o tom... É mais o "peso" nos componentes da história. Por exemplo, dá muito ênfase à salvação da humanidade no espaço, mas descarta totalmente a razão da sua destruição na Terra, que permanece quase implícita. Passa rapidamente de uma eminente catástrofe global para um longo drama intimista e depois fica-se por aí, sem fechar o círculo.
Este é um dos principais problemas de um gajo ser muito bom. É que a parte que critica - nomeadamente a minha pessoa -, vê e revê os filmes, vai ali ao mais ínfimo pormenor, escalpelizá-lo ao microscópio para tentar encontrar uma falhazinha minúscula qualquer. Acaba por ser injusto, porque se fosse outro gajo qualquer sem grandes méritos a realizar o Interstellar eu nem pensava duas vezes e iria apelidá-lo de grande revelação.
Entretanto já vi o Interstellar uma terceira vez e acabei por eliminar a crítica original (que só dizia bem de tudo) e acabei por escrever esta. Neste momento, mantenho a minha opinião. Mas por muito incoerente que possa parecer, é um filme que me fascina e que me atrai. Se estiver a dar na TV e eu calhar de o apanhar a meio, não lhe consigo resistir. É, com certeza, o melhor filme de ficção cientifica da década (que está a acabar, mas também não vejo alguém com mais capacidades que o Nolan para fazer melhor) e fica de certeza no top dos melhores de sempre do género. Tem coisas absolutamente geniais e é muito provável que o (re)veja mais vezes. É até provável que a minha apreciação mude com o tempo. Lá está... O tempo é uma coisa estranha... ●●●●○
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The Dark Tower... vê-se. Não é cansativo, mas é a mesma formula antiga "Stephen King" em que uma criança com "shining" é perseguida pelas suas visões, mas agora com a novidade de universos paralelos, demónios e pistoleiros em risco de extinção.
É perfeitamente suportável, mas é algo já muito visto e explorado, até mesmo pelo próprio "king". Dois excelentes actores (Matthew McConaughey e Idris Elba) e um miúdo (Tom Taylor) sem muito carisma, aguentam perfeitamente bem este filme de acção com uns pózinhos místicos. Em alguns momentos, quase parecia que estava a ver um "filme de natal"... Isso nunca é bom.. Totalmente "esquecível". ●○○○○
É perfeitamente suportável, mas é algo já muito visto e explorado, até mesmo pelo próprio "king". Dois excelentes actores (Matthew McConaughey e Idris Elba) e um miúdo (Tom Taylor) sem muito carisma, aguentam perfeitamente bem este filme de acção com uns pózinhos místicos. Em alguns momentos, quase parecia que estava a ver um "filme de natal"... Isso nunca é bom.. Totalmente "esquecível". ●○○○○
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Já deixei de ver filmes de animação há alguns anos. Chateia-me a vertente puramente comercial deste tipo de filmes que acabam por ficar todos iguais, pois têm como base os guiões pré-formatados do sucesso anterior. Vendo um, já nem preciso de ver os restantes. É sempre a mesma coisa, tirando o novo vilão e a nova namorada do "artista". No entanto, volta e meia, lá vou vendo uns filmitos a contra-gosto, porque há sempre as excepções que confirmam a regra.
Kubo and the Two Strings, dos Estúdios Laika é uma dessas excepções. A primeira palavra que me vem à cabeça para descrever este Kubo é... lindo. É um filme esteticamente perfeito. As cores, as sombras, os origamis, os desenhos, os modelos, as animações, os sons... tudo perfeitamente interligado e harmonioso. Visualmente, não alteraria nada neste filme. Tecnicamente, é um prodígio, feito com recurso ao stop-motion animation, o que lhe retira o tom artificial e "plástico" habitual e lhe dá sempre aquele ar mais "verdadeiro". Grande mestria e total mérito para Travis Knight, que na estreia como realizador já marcou uma excelente posição. É um realizador para ter debaixo de olho.
A história é de uma imaginação prodigiosa e exemplarmente bem escrita. Apesar de ir a "decrescer"- só porque o inicio é bom demais -, é verdadeiramente divertido (e não só) assistir a tudo o que acontece às (excelentes) personagens nesta aventura mágica. Uma pérola nos dias actuais. Conta com as vozes de Charlize Theron, Art Parkinson, Ralph Fiennes e Matthew McConaughey, entre muitos outros.
O melhor elogio que posso fazer a Kubo and the Two Strings, é que durante 100 minutos repôs a minha esperança na humanidade. ●●●●○
Kubo and the Two Strings, dos Estúdios Laika é uma dessas excepções. A primeira palavra que me vem à cabeça para descrever este Kubo é... lindo. É um filme esteticamente perfeito. As cores, as sombras, os origamis, os desenhos, os modelos, as animações, os sons... tudo perfeitamente interligado e harmonioso. Visualmente, não alteraria nada neste filme. Tecnicamente, é um prodígio, feito com recurso ao stop-motion animation, o que lhe retira o tom artificial e "plástico" habitual e lhe dá sempre aquele ar mais "verdadeiro". Grande mestria e total mérito para Travis Knight, que na estreia como realizador já marcou uma excelente posição. É um realizador para ter debaixo de olho.
A história é de uma imaginação prodigiosa e exemplarmente bem escrita. Apesar de ir a "decrescer"- só porque o inicio é bom demais -, é verdadeiramente divertido (e não só) assistir a tudo o que acontece às (excelentes) personagens nesta aventura mágica. Uma pérola nos dias actuais. Conta com as vozes de Charlize Theron, Art Parkinson, Ralph Fiennes e Matthew McConaughey, entre muitos outros.
O melhor elogio que posso fazer a Kubo and the Two Strings, é que durante 100 minutos repôs a minha esperança na humanidade. ●●●●○
Depois de ver este The Wolf of Wall Street fiquei na dúvida. Era um filme sobre Wall Street no mundo da droga e do sexo ou um filme sobre sexo e droga no mundo de Wall Street? Não percebi bem. Estava a brincar. Percebi perfeitamente. É sobre Jordan Belfort, um viciado em drogas e sexo que por acaso trabalha em Wall Street. E também percebi que em Wall Street tudo se movimenta a fluídos corporais e cocaína e que de vez em quando alguém trabalha a enganar/extorquir dinheiro a pacóvios ricos. The Wolf of Wall Street é mais ou menos sobre estas temáticas.
Martin Scorsese, que já tem um longo historial de filmes sobre mafiosos, drogas e outros negócios ilícitos, está portanto completamente à vontade para contar uma história passada em Wall Street, visto que as diferenças entre os dois meios e as pessoas envolvidas são quase imperceptíveis: pessoal muito bem vestido que gosta de jantar em sítios caros; pessoal que adora mostrar os melhores carros, casas e mulheres que o dinheiro consegue comprar; pessoal que apesar de rico tem uma linguagem que cheira pior que o pior cano de esgoto; pessoal com traços profundos de psicopatia e total falta de empatia; pessoal que adora e vive apenas com um único objectivo na vida: fazer dinheiro.
Se não fosse um "Scorcese", The Wolf of Wall Street até seria um filme muito bom. Mas como é um "Scorcese", pareceu-me apenas... bom. Não por que tenha algum defeito grave, mas apenas por ser exactamente um... "Scorcese". Martin Scorsese é tão bom a filmar, que se nota que é demasiado fácil para ele fazer um filme apenas "bom". Não há ali nenhum esforço. É como ver o Ronaldo a marcar um hat-trick às Ilhas Faroé. É fácil demais, não é verdade? O mesmo se passa com Scorcese. É fácil demais.
Para piorar ainda mais a situação, há coisas que não gostei mesmo. O filme é demasiado longo e tem cenas também excessivamente longas, especialmente aquelas em que as personagens estão sob efeito de psicotrópicos, o que diga-se, é constante. Também tem demasiada incidência no Leonardo DiCaprio, que nitidamente tem aqui um papel feito à medida para tentar sacar um Óscar ou outro prémio de prestígio.
Além destes pormenores, fiquei com a sensação que estava a ver uma versão mix de Goodfellas (do Scorcese) e Wall Street (do Stone). Alguns exemplos: DiCaprio chama aos empregados "schnooks", que é o mesmo que Henry no Goodfellas chama a si próprio; num dos seus discursos motivadores, DiCaprio diz que "não há nada de nobre na pobreza", que é citado directamente do Wall Street (era demasiado óbvio se dissesse "greed is good..."); a narração em off de DiCaprio e a do Ray Liotta no Goodfellas. parecem ter um tom estranhamente semelhante.
Se calhar sou eu que vejo filmes demais e depois começo a fazer ligações automáticas ou a ver padrões que não existem. Não sei. Isto acontece-me muitas vezes. Mas já tinha visto uma vez um documentário sobre o verdadeiro Jordan Belfort em que ele assumia que a inspiração para a sua atitude tinha tido origem precisamente em Gordon Gekko (Michael Douglas), do filme... Wall Street. Será tudo coincidência? Fica a dúvida...
Leonardo DiCaprio, Jonah Hill, Margot Robbie, Matthew McConaughey num nível estratosférico (só fiquei com pena que não tivesse mais "tempo de antena"), e alguns realizadores conhecidos como Rob Reiner e Jon Favreau em papéis secundários compoem um casting extraordinário que só se consegue reunir porque há um gajo genial a escrever argumentos chamado Terence Winter (Sopranos) e um outro gajo que dispensa apresentações de apelido Scorcese.
The Wolf of Wall Street acabou por me chatear um bocado devido às doses industriais de sexo, drogas e alucinações, mas não deixa de ser um bom filme. ●●●○○
Martin Scorsese, que já tem um longo historial de filmes sobre mafiosos, drogas e outros negócios ilícitos, está portanto completamente à vontade para contar uma história passada em Wall Street, visto que as diferenças entre os dois meios e as pessoas envolvidas são quase imperceptíveis: pessoal muito bem vestido que gosta de jantar em sítios caros; pessoal que adora mostrar os melhores carros, casas e mulheres que o dinheiro consegue comprar; pessoal que apesar de rico tem uma linguagem que cheira pior que o pior cano de esgoto; pessoal com traços profundos de psicopatia e total falta de empatia; pessoal que adora e vive apenas com um único objectivo na vida: fazer dinheiro.
Se não fosse um "Scorcese", The Wolf of Wall Street até seria um filme muito bom. Mas como é um "Scorcese", pareceu-me apenas... bom. Não por que tenha algum defeito grave, mas apenas por ser exactamente um... "Scorcese". Martin Scorsese é tão bom a filmar, que se nota que é demasiado fácil para ele fazer um filme apenas "bom". Não há ali nenhum esforço. É como ver o Ronaldo a marcar um hat-trick às Ilhas Faroé. É fácil demais, não é verdade? O mesmo se passa com Scorcese. É fácil demais.
Para piorar ainda mais a situação, há coisas que não gostei mesmo. O filme é demasiado longo e tem cenas também excessivamente longas, especialmente aquelas em que as personagens estão sob efeito de psicotrópicos, o que diga-se, é constante. Também tem demasiada incidência no Leonardo DiCaprio, que nitidamente tem aqui um papel feito à medida para tentar sacar um Óscar ou outro prémio de prestígio.
Além destes pormenores, fiquei com a sensação que estava a ver uma versão mix de Goodfellas (do Scorcese) e Wall Street (do Stone). Alguns exemplos: DiCaprio chama aos empregados "schnooks", que é o mesmo que Henry no Goodfellas chama a si próprio; num dos seus discursos motivadores, DiCaprio diz que "não há nada de nobre na pobreza", que é citado directamente do Wall Street (era demasiado óbvio se dissesse "greed is good..."); a narração em off de DiCaprio e a do Ray Liotta no Goodfellas. parecem ter um tom estranhamente semelhante.
Se calhar sou eu que vejo filmes demais e depois começo a fazer ligações automáticas ou a ver padrões que não existem. Não sei. Isto acontece-me muitas vezes. Mas já tinha visto uma vez um documentário sobre o verdadeiro Jordan Belfort em que ele assumia que a inspiração para a sua atitude tinha tido origem precisamente em Gordon Gekko (Michael Douglas), do filme... Wall Street. Será tudo coincidência? Fica a dúvida...
Leonardo DiCaprio, Jonah Hill, Margot Robbie, Matthew McConaughey num nível estratosférico (só fiquei com pena que não tivesse mais "tempo de antena"), e alguns realizadores conhecidos como Rob Reiner e Jon Favreau em papéis secundários compoem um casting extraordinário que só se consegue reunir porque há um gajo genial a escrever argumentos chamado Terence Winter (Sopranos) e um outro gajo que dispensa apresentações de apelido Scorcese.
The Wolf of Wall Street acabou por me chatear um bocado devido às doses industriais de sexo, drogas e alucinações, mas não deixa de ser um bom filme. ●●●○○
Contact começa com uma sequência inicial que é absolutamente genial: suga-nos directamente para os confins do Universo. Este é só um dos muitos pormenores de realização fantásticos - como a miúda que vem a correr em direcção à câmara e depois percebe-se que afinal é um reflexo no espelho - do excepcional mas sempre esquecido e menosprezado Robert Zemeckis.
Toda a parte técnica do filme está irreprensível como é comum nos filmes de Zemeckis: o som é excelente, especialmente o som criado para dar a impressão da "descoberta", os efeitos são muito bons, a montagem fluída consegue dar um andamento rápido a um filme que não é o típico de efeitos especiais/explosões/perseguições, e os actores, para além de serem muitos e bons, estão também muito bem dirigidos. Aliás, é uma mini-parada de estrelas: Jodie Foster, Matthew McConaughey, Tom Skerritt, Angela Bassett e James Woods, só para mencionar os mais conhecidos.
Contact conta a história do primeiro contacto extraterrestre à Humanidade. É uma história de Carl Sagan que curiosamente começou como um guião de cinema e que se acabou por transformar num livro. Mais tarde, daria este filme. Curioso, não? Tratado mais como ciência do que propriamente como ficção científica, Contact tem de facto um toque muito realista. Quase que parece que se fossemos mesmo contactados por extraterrestres, provavelmente a história iria desenrolar-se mais ou menos desta forma. Cientificamente falando, faz todo o sentido.
O argumento, brilhantemente escrito, baseia-se muito naquela observação do Carl Sagan que diz que "a ausência de evidências não é evidência de ausência". Por outro lado, Sagan também observou que "alegações extraordinárias exigem evidências extraordinárias". Isto basicamente é a premissa de base para a procura de vida extraterreste. Mas isto tem implicações graves. Porque imaginemos que se encontra mesmo vida extraterrestre inteligente. A acontecer, diga-se, deitaria por terra praticamente todas a religiões. Basta pensar que a maior parte delas, pelo menos as mais divulgadas, têm por base a criação original e exclusiva da Humanidade. Portanto se existirem extraterrestres, o conceito de Deus criador, exclusivo, que é como o conhecemos, deixa de fazer sentido, não é verdade? E se assim for, qual seria a lógica para continuarem a existir religiões?....
Mas por outro lado, pergunto eu: então e o conceito de Deus, não é explicado por esta mesma argumentação de Carl Sagan? Parece-me que o argumento funciona para os dois lados...
Contact é por isso, mais que um filme de ficção científica, um duelo teórico: quem acredita nos extraterrrestres? Quem acredita em Deus? Quais as provas mais objectivas de um e do outro lado? Algum dia existirão provas irrefutáveis da existência de um ou do outro? E se um dia, se provar alguma coisa, irá a fé sobrepor-se à ciência? Ou vice-versa?
Carl Sagan e Robert Zemeckis tentam puxar o cobertor para os dois lados, porque também existe uma inversão óbvia na argumentação. Por exemplo, no final, é o não crente no divino (o "crente científico" por assim dizer) que acaba por ficar desamparado, implorando aos outros que acreditem em algo sem provas físicas, pedindo que tenham fé... É a suprema ironia. É provar exactamente o mesmo veneno. Se não há provas científicas que comprovem um acontecimento, como é que as pessoas vão acreditar a não ser recorrendo a esses estranho fenómeno chamado de fé?
Contact é uma disputa teológica e filosófica, sem respostas definitivas ou peremptórias. É uma tentativa séria de fazer ficção científica baseada no rigor científico. Talvez seja esta a única falha: por um lado tem uma grande carga teórica (científica e até teológica), mas por outro tenta ser "acessível" demais. O que Zemeckis quis aqui é impossível: uma mistura de precisão cientifica e filme de bilheteira. Acaba por não ser nem uma coisa nem outra. Mas isto é apenas um pormenor crítico. Sem ser a derradeira obra de ficção científica, Contact é um dos grandes filmes de ficção científica que nunca perco a oportunidade de (re)ver. ●●●●○
Pequena coleção de filmes medianamente jeitosos dentro da temática utópicos. Ou melhor, fazem parte daquela categoria muito boa que começa por: what if...?
E se por acidente alguém encontrasse dragões (dos "verdadeiros") e os despertasse, o que aconteceria ao mundo? A resposta está em Reign of Fire. O melhor vem do trio de actores (Christian Bale, Matthew McConaughey e Izabella Scorupco) e do uso q.b. de efeitos especiais. O pior é a total previsibilidade do argumento. É daquelas histórias sempre em frente. É um filme fixe com dragões (o que não é fácil de encontrar), mas não tem nada de novo. ●●○○○
E se por acaso, inexplicavelmente, todas as mulheres ficassem inférteis? O que aconteceria ao mundo? Uma resposta parece ser Children of Men de Alfonso Cuarón. Sem dúvida, o melhor desta tripla de filmes. Bem engendrado, bem interpretado (Michael Caine, Clive Owen e Julianne Moore) e com muito bom andamento. Se o filme não é melhor, é talvez porque é um filme em decrescendo: começa a abrir, promete imenso com uma premissa verdadeiramente original, mas facilmente se percebe que vai perdendo gás. Precisava de um bocado mais de temperos e passava logo para outro nível. ●●●○○
Por fim, e se se inventasse uma persona robótica que fizesse de substituto social de cada pessoa? O que aconteceria? Aparentemente, em Surrogates (com Bruce Willis e Rosamund Pike), o crime desaparece e tudo fica perfeito. Até que por fim o crime volta novamente... Este é o mais fraco destes filmes. É feito de propósito para ter o máximo de cenas de acção possíveis e usar as potencialidades dos efeitos digitais sem ligar grande importância à história. É um frankenstein: uma mistura retalhada de I, Robot com outros filmes futuristas. Filme para domingo à tarde... se não estiver a dar mais nada de jeito. ●○○○○
E se por acidente alguém encontrasse dragões (dos "verdadeiros") e os despertasse, o que aconteceria ao mundo? A resposta está em Reign of Fire. O melhor vem do trio de actores (Christian Bale, Matthew McConaughey e Izabella Scorupco) e do uso q.b. de efeitos especiais. O pior é a total previsibilidade do argumento. É daquelas histórias sempre em frente. É um filme fixe com dragões (o que não é fácil de encontrar), mas não tem nada de novo. ●●○○○
E se por acaso, inexplicavelmente, todas as mulheres ficassem inférteis? O que aconteceria ao mundo? Uma resposta parece ser Children of Men de Alfonso Cuarón. Sem dúvida, o melhor desta tripla de filmes. Bem engendrado, bem interpretado (Michael Caine, Clive Owen e Julianne Moore) e com muito bom andamento. Se o filme não é melhor, é talvez porque é um filme em decrescendo: começa a abrir, promete imenso com uma premissa verdadeiramente original, mas facilmente se percebe que vai perdendo gás. Precisava de um bocado mais de temperos e passava logo para outro nível. ●●●○○
Por fim, e se se inventasse uma persona robótica que fizesse de substituto social de cada pessoa? O que aconteceria? Aparentemente, em Surrogates (com Bruce Willis e Rosamund Pike), o crime desaparece e tudo fica perfeito. Até que por fim o crime volta novamente... Este é o mais fraco destes filmes. É feito de propósito para ter o máximo de cenas de acção possíveis e usar as potencialidades dos efeitos digitais sem ligar grande importância à história. É um frankenstein: uma mistura retalhada de I, Robot com outros filmes futuristas. Filme para domingo à tarde... se não estiver a dar mais nada de jeito. ●○○○○
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