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Enquanto esperava pela nova temporada da Guerra dos Tronos, dei por mim a ver um filme no SyFy com o nome de Zombieland. Podia ter passado para outro canal - e até seria a minha reacção mais natural, pois já estou totalmente farto de cenas com zombies -, mas fiquei a ver. E fiquei a ver principalmente porque estranhei o elenco: Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Emma Stone e Bill Murray? Juntos, num filme de zombies? Em teoria, não deveria funcionar, mas estranhamente funciona. O que facilmente poderia descambar para os campos da estupidez, acaba por se revelar como uma agradável comédia... com zombies.
Boa realização (Ruben Fleischer), contida a suficiente para não se tornar vulgar, boas piadas e excelentes diálogos na boca de um casting muito estranho - e repito-me -, que em teoria não deveria encaixar. Uma agradável surpresa. Fiquei a saber que este ano deve ter uma sequela. Espero para ver se sofre de sequelite. É que não me parece que houvesse alguma necessidade de dar continuidade à história. ●●○○○

Mais uma história pós-apocalíptica passada num futuro próximo. Neste caso, após um acontecimento global relativamente mal percebido, o ar torna-se irrespirável. Sendo assim, as pessoas são mantidas debaixo do solo, em hibernação, à espera que as coisas mudem para melhor. Para tratar dessas pessoas importantes e das instalações que as mantêm vivas, estão dois personagens (Norman Reedus - e, não, não é a personagem do Daryl, se bem que parece que tinha acabado de sair das filmagens do Walking Dead - e Djimon Hounsou) que acordam de 6 em 6 meses para fazer a manutenção.
A história de base deste Air até tinha muitas pernas para andar, mas acaba por se tornar confusa e simplesmente a arrastar-se para preencher os 90 minutos do filme. Dá mesmo a impressão que o ritmo lento e repetitivo das situações existe apenas e só para isto não ser uma curta-metragem. Parece-me que isso se deve ao facto de a produção ser do Robert Kirkman, e como tal, há que aproveitar a "galinha dos ovos de ouro". Nem que seja só para figurar o nome no cartaz e ganhar uns cobres...
Na realidade, Air acaba por ter aspecto de telefilme manhoso do SyFy, mas como tem dedinho mágico (e lucrativo) do gajo do Walking Dead, transformou-se em "film"e... O realizador, Christian Cantamessa, faz cinematics para video-jogos e curtas de zombies, daí que a escolha seja perfeita. Não sei mais que diga. Infelizmente, e mais uma vez, uma história com algum potencial acaba transformada em algo sem pés nem cabeça, sem intensidade, sem... nada que se aproveite. Simplesmente fraco. ●○○○○

Para descrever correctamente Swamp Thing, vou socorrer-me do trailer: agentes do governo, cientistas, soldados, criminosos mascarados, fórmulas secretas, monstros e um anão. Bem, só por aqui já dá para perceber que não é flor que se cheire... E não é mesmo... A melhor parte do filme é... o cartaz.
Wes Craven, gajo que até curto particularmente, pega num dos super-heróis de segunda linha do universo da DC Comics, vai filmar para algo parecido com um pântano, atira para lá o Ray Wise (nunca o tinha visto tão novo; quase não o reconhecia), um Louis Jourdan (já em muito final de carreira) e Adrienne Barbeau (com as maminhas ao léu), e faz um filme tão horrível que mete inveja a qualquer produção (muito baixa) do SyFy. Sangue que parece xarope de groselha, actores inacreditavelmente maus, efeitos de plasticina que parecem ter sido feitos por um miúdo de 7 anos... Enfim... Ser de 1982 não é justificação. Nesse mesmo ano saiu, por exemplo, o Blade Runner, que comparativamente parece um filme realizado 20 anos depois... e noutro planeta. Não há justificação para tanta coisa mal feita e horrível. É mau demais. Lá está, é tão mau, que por vezes chega a ser engraçado. Mas é só por isso. Não tem nada que se aproveite. É pena. Este é um dos poucos filmes que espero que façam mesmo um remake. Tinha toda a lógica, porque afinal, Swamp Thing é um defensor do meio ambiente. Faria todo o sentido reinventá-lo para os dias de hoje. Se alguém tiver o contacto dos senhores da Warner Bros/DC Comics avisem-nos porque têm aqui boa uma oportunidade para fazer algo diferente. ○○○○○

Pandorum é uma "pequena" produção de ficção científica. Pelo que percebi é uma produção alemã, com uma mãozinha "por trás" de Paul W. Anderson. Não é de estranhar que o filme seja tão parecido com o muito bom Event Horizon. Apesar de ser um bocado dejá vu, eu acho sempre muito positivo ver como é possível fazer um filme de ficção científica relativamente jeitoso, sem gastar centenas de milhões de dólares. Hoje em dia, parece que é obrigatório gastar rios de dinheiro para fazer um filmito em condições. Pandorum, apesar de ser um "filme de efeitos", centra-se mais na história (muito bem escrita), no suspense e no trabalho dos actores do que propriamente nos efeitos. E os efeitos até foram entregues ao estúdio lendário do Stan Winston. É uma das poucas oportunidades para ver efeitos "reais", tipo Face/Off (a série de make up do SyFy, não o filme...)
Tudo é competente em Pandorum: desde a realização de Christian Alvart, até ao trabalho dos actores, com destaque para o Dennis Quaid. Foi uma boa surpresa. A grande falha de Pandorum é tentar por todos os meios assemelhar-se às grandes produções de Hollywood. Se se mantivesse mais fiel a si próprio poderia ter ido muito mais longe. ●●○○○

 
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