Década de 30. Bonnie Parker é uma empregada de mesa farta da sua vida quotidiana. Clyde Barrow é um criminoso que acaba de cumprir pena e é libertado da prisão. Quando os dois se cruzam, a chama é imediata. A partir daí, juntos, semeiam o pânico e o caos enveredando por uma corrida mortal de assaltos a bancos e assassinato que nunca poderia acabar bem...
Há filmes que são revolucionários e que marcam uma era. Não porque são muito avançados em ideias ou questões técnicas, mas porque dão voz ou se ligam ao público da altura e que por determinados motivos se sente excluído de tudo o resto. Bonnie and Clyde é nitidamente um desses filmes. É um clássico e uma peça de história cinematográfica que, na altura, redefiniu todo o conceito de "filme de Hollywood" para um nova geração de público, que já estava farta dos "velhos" filmes de polícias a perseguir gangsters.
Numa altura em que os estereótipos do "bom" e do "mau" definia quem ia ficar com a rapariga no fim e quem iria morrer, eis que aparece Bonnie and Clyde, muda todos os conceitos e surpreende pela empatia com que põe o público do lado dos supostos maus. Ter o público a "puxar" pelo ladrão e pelos fugitivos, e de alguma forma, os polícias é que são os "maus" que merecem morrer por estarem a interromper o romance maldito deste casal perdido de amores, tornaria Bonnie and Clyde como derradeiro filme anti-establishment. Com todas estas condicionantes, ou seria um flop total ou seria uma referência para próximos filmes e realizadores. Em vez disso, tornou-se num clássico.
Actores monstruosos e icónicos como Warren Beatty, Faye Dunaway, Michael J. Pollard, Gene Hackman (e um novíssimo Gene Wilder, em estreia absoluta) protagonizam um dos grandes filmes do cinema, dirigidos pelo mítico Arthur Penn. Um clássico totalmente obrigatório. ●●●●●
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Muito antes de haver blockbusters de verão/natal, existiam os filmes catástrofe. The Towering Inferno é um dos primeiros exemplos desta classe de filmes já extinta. Sendo uma super-produção da altura (uma rara co-produção entre estúdios concorrentes [20th Century Fox e Warner Brothers]), juntaram-se os melhores dos melhores de forma a fazer o "maior" filme possível. Estes filmes eram grandes em tudo: no orçamento, nos efeitos, nos sets, na quantidade de grandes estrelas de Hollywood e até na duração do filme!
Era nesta altura que os estúdios, realizadores e técnicos muitas vezes criavam novos conceitos e efeitos especiais para deixarem o público de boca aberta e com o coração aos pulos.
A escala de The Towering Inferno é absolutamente gigante para os parâmetros da altura. Tudo se passa num enorme arranha-céus de escritórios, com centenas de andares, onde, devido à má construção, deflagra um incêndio que deixa refém toda a comitiva VIP que estava na cerimónia de inauguração no topo da torre. E não há saída possível... É uma espécie de Titanic vertical, mas com fogo em vez de água.
A história, composta por pequenas histórias laterais e as suas personagens - entretanto banalizada por inúmeras cópias - era simples mas deixava o público em suspense.
Tudo em The Towering Inferno parecia verdadeiro. Estávamos em 1974. O mundo era diferente e as pessoas eram muito mais credíveis no que diz respeito ao cinema. Vi este filme (e outros do mesmo género como Earthquake e The Poseidon Adventure) quando ainda era miúdo e lembro-me perfeitamente que as pessoas mais velhas ficavam impressionadas pelos actores estarem no meio do fogo ou porque tinham caído do prédio em chamas. Eu sonhava com este tipo de filmes e imaginava cenários gigantes com imensa acção. Estes filmes catástrofe eram poucos mas bons. Também não havia mais nada do género...
Apesar de ser uma "velharia" é uma boa "velharia". Ainda se vê muito bem, mas está demasiado "marcado" pelo tempo. É mais uma peça de museu que outra coisa. É uma oportunidade única de ver "história do cinema" em acção, assim como a oportunidade para ver verdadeiros "monstros" do cinema como Steve McQueen, Paul Newman, William Holden, Faye Dunaway, Fred Astaire, Richard Chamberlain, Robert Vaughn, Robert Wagner, entre outros. Até o O.J. Simpson está lá...
Tirando o evidente factor "tempo", The Towering Inferno é um filme que faz parte da história do cinema e toda a gente que gosta da "arte" tem de o ver obrigatoriamente. Mesmo sendo uma relíquia e uma peça de museu. ●●●●●
Era nesta altura que os estúdios, realizadores e técnicos muitas vezes criavam novos conceitos e efeitos especiais para deixarem o público de boca aberta e com o coração aos pulos.
A escala de The Towering Inferno é absolutamente gigante para os parâmetros da altura. Tudo se passa num enorme arranha-céus de escritórios, com centenas de andares, onde, devido à má construção, deflagra um incêndio que deixa refém toda a comitiva VIP que estava na cerimónia de inauguração no topo da torre. E não há saída possível... É uma espécie de Titanic vertical, mas com fogo em vez de água.
A história, composta por pequenas histórias laterais e as suas personagens - entretanto banalizada por inúmeras cópias - era simples mas deixava o público em suspense.
Tudo em The Towering Inferno parecia verdadeiro. Estávamos em 1974. O mundo era diferente e as pessoas eram muito mais credíveis no que diz respeito ao cinema. Vi este filme (e outros do mesmo género como Earthquake e The Poseidon Adventure) quando ainda era miúdo e lembro-me perfeitamente que as pessoas mais velhas ficavam impressionadas pelos actores estarem no meio do fogo ou porque tinham caído do prédio em chamas. Eu sonhava com este tipo de filmes e imaginava cenários gigantes com imensa acção. Estes filmes catástrofe eram poucos mas bons. Também não havia mais nada do género...
Apesar de ser uma "velharia" é uma boa "velharia". Ainda se vê muito bem, mas está demasiado "marcado" pelo tempo. É mais uma peça de museu que outra coisa. É uma oportunidade única de ver "história do cinema" em acção, assim como a oportunidade para ver verdadeiros "monstros" do cinema como Steve McQueen, Paul Newman, William Holden, Faye Dunaway, Fred Astaire, Richard Chamberlain, Robert Vaughn, Robert Wagner, entre outros. Até o O.J. Simpson está lá...
Tirando o evidente factor "tempo", The Towering Inferno é um filme que faz parte da história do cinema e toda a gente que gosta da "arte" tem de o ver obrigatoriamente. Mesmo sendo uma relíquia e uma peça de museu. ●●●●●
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