Um homem é acusado de violação por uma miúda rica e a sua amiga dos trailers. O polícia que investiga o caso começa a suspeitar de fraude e é obrigado a entrar numa teia de crimes, mentiras, enganos e traições para tentar chegar à verdade. Mas não vai ser fácil, porque nem tudo é o que parece.
Wild Things é um thriller à "moda antiga" de John McNaughton, em que a acção está no guião e não nas explosões. Grande realização, com grande envolvência, numa história cheia de surpresas e twists que vai obrigar a ver o genérico até ao fim para ver se não acontece mais alguma coisa... Muito bom. Excelentes prestações de Kevin Bacon, Matt Dillon, Neve Campbell e Denise Richards, mas ainda há Robert Wagner e Bill Murray como secundários. Apesar de ser um filme com pouco mais de 20 anos, parece ter saído de um passado profundo; não porque o filme esteja datado no tempo, mas porque hoje em dia (praticamente) não se fazem filmes assim. É incrível. O cinema mudou muito em 20 anos, mas isso é outra história. Por isso mesmo, Wild Things está recomendadíssimo. ●●●●○
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Indo directo ao assunto, Dragon - The Bruce Lee Story, é um filme fraquinho. Tem ar de telefilme. Mas é sempre bom para conhecer um pouco mais sobre o ícone das artes marciais (e do cinema em geral), até porque contou com a participação na escrita do próprio Robert "Enter the Dragon" Clouse.
Um dos principais problemas em fazer uma biografia do Bruce Lee será logo à partida, a escolha do actor principal. Dificilmente a escolha será consensual. É simplesmente muito difícil arranjar alguém que tenha um carisma e uma "presença" em frente às câmaras, semelhante ao Bruce. É como tentar arranjar alguém para fazer de Steve McQueen. Ou de Schwarzenegger. Há gajos que simplesmente são únicos; não há hipótese de encontrar substitutos ou parecidos... Neste caso em particular, acho que foi uma péssima escolha. Não é que tenha nada contra o Jason Scott Lee (...o Lee é mera coincidência), mas não tem carisma suficiente para representar o Bruce Lee. Ainda por cima, nem sequer é um bom actor para este papel. Pode ser considerado um bom "actor de porrada", mas falta-lhe toda a parte dramática, que seria bastante necessário numa obra de cariz biográfica. Nota-se que até vai melhorando à medida que o filme decorre, mas para mim, foi o pior de todo o filme. Os restantes actores simplesmente escapam (Lauren Holly e Robert Wagner).
A história até está bem escrita, com aquele paralelismo da luta imaginária contra o grande guerreiro negro, mas foi muito pouco explorada. Lá está, parece tudo muito superficial, muito... telefilme. O que é estranho, porque ao leme está Rob Cohen, um realizador com muitos créditos no universo dos filmes de acção. Mas lá está; às vezes as coisas não correm bem... Parece que pegar no que quer que seja que esteja relacionado com o Bruce Lee, vai dar mau resultado. É como se realmente houvesse uma maldição qualquer à volta do clã Lee. É estranho. Muito estranho.
Infelizmente (e digo infelizmente, porque gostaria que o Bruce tivesse um documentário que fizesse jus à sua reputação), já vi documentários melhores que este Dragon. Apenas e só para fãs inveterados do Bruce Lee... como eu. ●○○○○
Um dos principais problemas em fazer uma biografia do Bruce Lee será logo à partida, a escolha do actor principal. Dificilmente a escolha será consensual. É simplesmente muito difícil arranjar alguém que tenha um carisma e uma "presença" em frente às câmaras, semelhante ao Bruce. É como tentar arranjar alguém para fazer de Steve McQueen. Ou de Schwarzenegger. Há gajos que simplesmente são únicos; não há hipótese de encontrar substitutos ou parecidos... Neste caso em particular, acho que foi uma péssima escolha. Não é que tenha nada contra o Jason Scott Lee (...o Lee é mera coincidência), mas não tem carisma suficiente para representar o Bruce Lee. Ainda por cima, nem sequer é um bom actor para este papel. Pode ser considerado um bom "actor de porrada", mas falta-lhe toda a parte dramática, que seria bastante necessário numa obra de cariz biográfica. Nota-se que até vai melhorando à medida que o filme decorre, mas para mim, foi o pior de todo o filme. Os restantes actores simplesmente escapam (Lauren Holly e Robert Wagner).
A história até está bem escrita, com aquele paralelismo da luta imaginária contra o grande guerreiro negro, mas foi muito pouco explorada. Lá está, parece tudo muito superficial, muito... telefilme. O que é estranho, porque ao leme está Rob Cohen, um realizador com muitos créditos no universo dos filmes de acção. Mas lá está; às vezes as coisas não correm bem... Parece que pegar no que quer que seja que esteja relacionado com o Bruce Lee, vai dar mau resultado. É como se realmente houvesse uma maldição qualquer à volta do clã Lee. É estranho. Muito estranho.
Infelizmente (e digo infelizmente, porque gostaria que o Bruce tivesse um documentário que fizesse jus à sua reputação), já vi documentários melhores que este Dragon. Apenas e só para fãs inveterados do Bruce Lee... como eu. ●○○○○
Muito antes de haver blockbusters de verão/natal, existiam os filmes catástrofe. The Towering Inferno é um dos primeiros exemplos desta classe de filmes já extinta. Sendo uma super-produção da altura (uma rara co-produção entre estúdios concorrentes [20th Century Fox e Warner Brothers]), juntaram-se os melhores dos melhores de forma a fazer o "maior" filme possível. Estes filmes eram grandes em tudo: no orçamento, nos efeitos, nos sets, na quantidade de grandes estrelas de Hollywood e até na duração do filme!
Era nesta altura que os estúdios, realizadores e técnicos muitas vezes criavam novos conceitos e efeitos especiais para deixarem o público de boca aberta e com o coração aos pulos.
A escala de The Towering Inferno é absolutamente gigante para os parâmetros da altura. Tudo se passa num enorme arranha-céus de escritórios, com centenas de andares, onde, devido à má construção, deflagra um incêndio que deixa refém toda a comitiva VIP que estava na cerimónia de inauguração no topo da torre. E não há saída possível... É uma espécie de Titanic vertical, mas com fogo em vez de água.
A história, composta por pequenas histórias laterais e as suas personagens - entretanto banalizada por inúmeras cópias - era simples mas deixava o público em suspense.
Tudo em The Towering Inferno parecia verdadeiro. Estávamos em 1974. O mundo era diferente e as pessoas eram muito mais credíveis no que diz respeito ao cinema. Vi este filme (e outros do mesmo género como Earthquake e The Poseidon Adventure) quando ainda era miúdo e lembro-me perfeitamente que as pessoas mais velhas ficavam impressionadas pelos actores estarem no meio do fogo ou porque tinham caído do prédio em chamas. Eu sonhava com este tipo de filmes e imaginava cenários gigantes com imensa acção. Estes filmes catástrofe eram poucos mas bons. Também não havia mais nada do género...
Apesar de ser uma "velharia" é uma boa "velharia". Ainda se vê muito bem, mas está demasiado "marcado" pelo tempo. É mais uma peça de museu que outra coisa. É uma oportunidade única de ver "história do cinema" em acção, assim como a oportunidade para ver verdadeiros "monstros" do cinema como Steve McQueen, Paul Newman, William Holden, Faye Dunaway, Fred Astaire, Richard Chamberlain, Robert Vaughn, Robert Wagner, entre outros. Até o O.J. Simpson está lá...
Tirando o evidente factor "tempo", The Towering Inferno é um filme que faz parte da história do cinema e toda a gente que gosta da "arte" tem de o ver obrigatoriamente. Mesmo sendo uma relíquia e uma peça de museu. ●●●●●
Era nesta altura que os estúdios, realizadores e técnicos muitas vezes criavam novos conceitos e efeitos especiais para deixarem o público de boca aberta e com o coração aos pulos.
A escala de The Towering Inferno é absolutamente gigante para os parâmetros da altura. Tudo se passa num enorme arranha-céus de escritórios, com centenas de andares, onde, devido à má construção, deflagra um incêndio que deixa refém toda a comitiva VIP que estava na cerimónia de inauguração no topo da torre. E não há saída possível... É uma espécie de Titanic vertical, mas com fogo em vez de água.
A história, composta por pequenas histórias laterais e as suas personagens - entretanto banalizada por inúmeras cópias - era simples mas deixava o público em suspense.
Tudo em The Towering Inferno parecia verdadeiro. Estávamos em 1974. O mundo era diferente e as pessoas eram muito mais credíveis no que diz respeito ao cinema. Vi este filme (e outros do mesmo género como Earthquake e The Poseidon Adventure) quando ainda era miúdo e lembro-me perfeitamente que as pessoas mais velhas ficavam impressionadas pelos actores estarem no meio do fogo ou porque tinham caído do prédio em chamas. Eu sonhava com este tipo de filmes e imaginava cenários gigantes com imensa acção. Estes filmes catástrofe eram poucos mas bons. Também não havia mais nada do género...
Apesar de ser uma "velharia" é uma boa "velharia". Ainda se vê muito bem, mas está demasiado "marcado" pelo tempo. É mais uma peça de museu que outra coisa. É uma oportunidade única de ver "história do cinema" em acção, assim como a oportunidade para ver verdadeiros "monstros" do cinema como Steve McQueen, Paul Newman, William Holden, Faye Dunaway, Fred Astaire, Richard Chamberlain, Robert Vaughn, Robert Wagner, entre outros. Até o O.J. Simpson está lá...
Tirando o evidente factor "tempo", The Towering Inferno é um filme que faz parte da história do cinema e toda a gente que gosta da "arte" tem de o ver obrigatoriamente. Mesmo sendo uma relíquia e uma peça de museu. ●●●●●
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