Pfiu, pfiu, squash, bum, pau, bang, taooosssshhhh, piada, explosão, soco, soco, dubstep, pfiu, pfiu, squash, super slow-motion, bum, bang, taooosssshhhh, piada, fim, the end... é isto. E não há mais nada a dizer. Aquaman é o típico filme do super-herói que descobre que é um super-herói mas que não quer ser até que lhe fazem mal a alguém da família e ele é obrigado a ser um super-herói. É óptimo para quando uma pessoa não quer ver realmente um filme, mas apenas distrair-se da realidade. James Wan realiza e Jason Momoa, Amber Heard, Willem Dafoe, Patrick Wilson, Nicole Kidman e Dolph Lundgren dão corpo a personagens que enchem o tempo de antena para o pessoal dos efeitos especiais ter tempo de folga. Não sei se sou eu que estou farto destas cenas ou se os filmes de super-heróis estão a ficar cada vez piores, mas de certeza que deve ser uma das duas... ●○○○○
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Um dos problemas que tenho aqui com o site é que vejo mais filmes do que tenho tempo para escrever sobre eles, por isso não vou perder muito tempo com este Justice League. Muitas vezes elogio o Zack Snyder por ser um dos poucos gajos que consegue fazer filmes de acção de super-heróis que não insultam a inteligência do público e que até faz umas coisas em condições. Este não é o caso. Justice League junta-se ao já enorme rol de fast food cinematográfico e é mais uma borrada psicadélico-digital, igual a tantas outras. Apesar de todo o pessoal principal do costume (Ben Affleck, Gal Gadot, Jason Momoa, Henry Cavill), assim como os "suportes de luxo" (Jeremy Irons, Diane Lane, J.K. Simmons, Amy Adams), a personagem do "Flash" (Ezra Miller) é a única que tem alguma piada. Aliás, as piadas do Flash são a única coisa suportável do filme. O resto é mais do mesmo: aborrecido. É bom para se ver numa tarde de inverno dum domingo, quando uma pessoa estiver a recuperar duma gripe... ●○○○○
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The Bad Batch é daqueles filmes que percebi, mas não gostei. Percebi a metáfora dos indesejáveis, que expulsos da "sociedade perfeita", são levados para lá dos limites do inaceitável (canibalismo) por força das circunstâncias. Sendo que as circunstâncias são basicamente, a falta de comida, de regras e de empatia, então a lei do mais forte, a lei da necessidade mais básica, a simples e pura sobrevivência, irá sempre imperar.
O que não gostei, principalmente, é que me pareceu um mix de coisas. Uma espécie de híbrido entre filme independente/intelectual, um videoclipe da Lana del Rey e um anúncio Tommy Hilfiger (ou será Ralph Lauren? Não sei muito bem qual destes é, mas é aquele que não tem nada a ver com o mar; o filme é todo passado no deserto...), rodado nos cenários pós-apocalípticos do Mad Max. Apesar de ser um filme com uma fotografia fantástica, acho-o algo despropositado: a disparidade entre o grotesco da actuação das personagens e as imagens lindíssimas não conjugam perfeitamente. É como tentar juntar as palavras romance e canibal na mesma frase: dificilmente irá sair bem...
Acho que é um filme feito por alguém com bastante talento (Ana Lily Amirpour), mas que não se consegue conter. É um problema que tenho visto muitas vezes.
Com aquele início muito bom e com tantas possibilidades metafóricas da história (até com a actualidade política e social americana), podia e deveria ter sido muito melhor. Até porque esta história funciona em qualquer altura: num presente instável e anárquico ou num futuro longínquo e distópico. Acho que o tema foi muito mal aproveitado. Fiquei com a sensação que tentaram que The Bad Batch tivesse aquele ar de filme "independente" e "intelectual" e acabaram por tornar o filme vazio e monótono, ao mesmo tempo que o tornaram ostensivamente metafórico, como se o público fosse um bocado burrinho e não conseguisse perceber nas entrelinhas. Detesto que me façam isso...
Aliás, é um filme que se perde bastante a tentar passar mensagens em cartazes. São muitos cartazes com muitas mensagens, espalhados por todo o lado e por todo o filme... Dei por mim a imaginar-me naquelas lojas de presentes que têm mensagens motivacionais em canecas e t-shirts...
O que poderia safar este filme seriam os actores. Mas nem isso aconteceu. Suki Waterhouse no papel principal de uma personagem que até tem bastante impacto, simplesmente não "aparece"; Keanu Reeves parece deslocado do seu papel e começo a ficar preocupado com o Jim Carrey e com o Giovanni Ribisi: só aparecem a fazer papéis de loucos ou estarão mesmo a pirar do capacete? A única surpresa positiva é o Jason Momoa, que não sendo grande actor, até teve bastante "presença".
The Bad Batch é uma partida em falso, apesar de metade do elenco andar constante de um lado para outro sem rumo. Apesar de estar muito bem fotografado, acaba por ser monótono e não tem uma história definida. Mas tem potencial. Há por aqui muito material de base para se fazer um filme em condições. Pode ser que alguém tenha visto o mesmo que eu e daqui por uns anos refaça o filme como deve ser. ●●○○○
O que não gostei, principalmente, é que me pareceu um mix de coisas. Uma espécie de híbrido entre filme independente/intelectual, um videoclipe da Lana del Rey e um anúncio Tommy Hilfiger (ou será Ralph Lauren? Não sei muito bem qual destes é, mas é aquele que não tem nada a ver com o mar; o filme é todo passado no deserto...), rodado nos cenários pós-apocalípticos do Mad Max. Apesar de ser um filme com uma fotografia fantástica, acho-o algo despropositado: a disparidade entre o grotesco da actuação das personagens e as imagens lindíssimas não conjugam perfeitamente. É como tentar juntar as palavras romance e canibal na mesma frase: dificilmente irá sair bem...
Acho que é um filme feito por alguém com bastante talento (Ana Lily Amirpour), mas que não se consegue conter. É um problema que tenho visto muitas vezes.
Com aquele início muito bom e com tantas possibilidades metafóricas da história (até com a actualidade política e social americana), podia e deveria ter sido muito melhor. Até porque esta história funciona em qualquer altura: num presente instável e anárquico ou num futuro longínquo e distópico. Acho que o tema foi muito mal aproveitado. Fiquei com a sensação que tentaram que The Bad Batch tivesse aquele ar de filme "independente" e "intelectual" e acabaram por tornar o filme vazio e monótono, ao mesmo tempo que o tornaram ostensivamente metafórico, como se o público fosse um bocado burrinho e não conseguisse perceber nas entrelinhas. Detesto que me façam isso...
Aliás, é um filme que se perde bastante a tentar passar mensagens em cartazes. São muitos cartazes com muitas mensagens, espalhados por todo o lado e por todo o filme... Dei por mim a imaginar-me naquelas lojas de presentes que têm mensagens motivacionais em canecas e t-shirts...
O que poderia safar este filme seriam os actores. Mas nem isso aconteceu. Suki Waterhouse no papel principal de uma personagem que até tem bastante impacto, simplesmente não "aparece"; Keanu Reeves parece deslocado do seu papel e começo a ficar preocupado com o Jim Carrey e com o Giovanni Ribisi: só aparecem a fazer papéis de loucos ou estarão mesmo a pirar do capacete? A única surpresa positiva é o Jason Momoa, que não sendo grande actor, até teve bastante "presença".
The Bad Batch é uma partida em falso, apesar de metade do elenco andar constante de um lado para outro sem rumo. Apesar de estar muito bem fotografado, acaba por ser monótono e não tem uma história definida. Mas tem potencial. Há por aqui muito material de base para se fazer um filme em condições. Pode ser que alguém tenha visto o mesmo que eu e daqui por uns anos refaça o filme como deve ser. ●●○○○


