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John Murdoch (Rufus Sewell) acorda numa banheira num quarto de hotel, sofrendo de amnésia, apenas para perceber que é um fugitivo, perseguido pelo Inspector Frank Bumstead (William Hurt) e acusado de uma série de crimes brutais. Para além de ser perseguido pela polícia, John também é perseguido por uns seres estranhos que conseguem parar o tempo e alterar a realidade.
Para fugir e tentar encontrar respostas para a sua identidade esquecida vai ter a ajuda do Dr. Daniel Schrebe (Kiefer Sutherland) e da belíssima cantora de bar Emma Murdoch (Jennifer Connelly).
Dark City é o filme apresentado por Alex Proyas depois do imenso sucesso que foi The Crow. Nota-se que o salto visual não foi assim tão grande porque a ambiência negra desse filme ainda parece bastante presente, o que é um factor positivo. Mas está um pequeno degrau abaixo (principalmente por causa de... bem não vou dizer...), mas ainda assim um filme muito bom. Um clássico da ficção científica dos anos 90 e um dos grandes filmes de género. É uma estranha mistura:  busca inspiração na estética e narrativa dos film noir dos anos 40 e 50, mas também vai beber a filosofia da ficção cientifica asiática, tudo envolto numa lógica de acção e mistério. Metrópolis encontra o Akira, é a primeira coisa que me vem à cabeça. A história é muito boa e original, mas vai em decrescendo: ou seja, começa (muito)melhor do que acaba.
Excelente design de produção. Aliás é tão bom que partes do cenário foram transferidas para as filmagens do Matrix. Sem querer misturar os dois conceitos, há uma grande ligação entre os dois filmes. Estreados com um ano de diferença, os dois partilham uma estética "negra" e ambos lidam com a questão da natureza humana e do que é realidade e o que não é. No Matrix as máquinas comandam os seres humanos na sombra que não têm noção da realidade; no Dark City são seres com uma mentalidade colectiva que fazem experiências em humanos e querem descobrir os segredos da alma humana. (Porra! Já falei de mais...) Apesar das diferenças óbvias, pessoalmente, que na altura vi os dois filmes no cinema com pouco tempo de intervalo, nunca consegui verdadeiramente dissociar um filme do outro.
Tem bons actores, excelente fotografia, muito boa realização e especialmente, um grande história. Dark City é um daqueles filmes que me ficaram no cérebro. É tipicamente negro e tipicamente Alex Proyas. Um dos meus filmes preferidos no campo da ficção científica.  ●●●

Quando li que o Alex Proyas ia fazer um filme sobre os deuses e mitologia egípcia fiquei curioso e empolgado. É óbvio o potencial cinematográfico da mitologia e dos antigos deuses como equivalência aos super-heróis modernos/mutantes. E para quem não tem "acesso" ao universo infindável da Marvel ou DC Comics, as mitologias são uma excelente base, com muita continuidade.
Mas como hoje em dia os realizadores e os estúdios não resistem à facilidade de "dourar a pílula" com os efeitos especiais em detrimento de tudo o resto, fico sempre apreensivo... e com medo.
E foi exactamente isso que aconteceu com Gods of Egypt. E ainda por cima com o Proyas na cadeira de realizador, um gajo que tenho em alta consideração desde o tempo dos excelentes The Crow e Dark City. Infelizmente, também tem vindo a descambar, filme após filme, e a sucumbir à febre dos efeitos digitais. Mais uma vez, um filme que até tinha imenso potencial de personagens e história, fica reduzido a colagens sucessivas de acção, explosões e efeitos digitais de fogo-de-artifício... É pena não ter mesmo mais nada. Falha até na coisa mais básica de todas que é ter uma história em que os deuses "imortais" morrem como tordos, de todas as maneiras e feitios. Se calhar até morrem mais facilmente que os próprios humanos... "mortais". Não entendo. Mas esta gente não vê a Guerra dos Tronos?
Bem, até devem ter visto porque está lá o Jamie Lannister (Nikolaj Coster-Waldau), mas devem ter passado à frente toda a parte da história que não tem lutas, monstros ou efeitos... Nem sequer a presença de bons actores como Gerard Butler, Geoffrey Rush ou Rufus Sewell salvam este filme. Aliás, parece até que estão um pouco constrangidos. Entendo-os perfeitamente.
Fico com muita pena quando vejo os "meus" realizadores de eleição reduzidos a meros tarefeiros dos estúdios e a funcionarem como comerciais de efeitos especiais e vendedores de pipocas... Desilusão total. ○○○○○

As maiores trilobites do mundo foram encontradas na freguesia de Canelas, concelho de Arouca...
Acho que as trilobites não são do mesmo tempo que o Hércules, mas ainda assim é um facto científico e histórico interessante. E esta é a única coisa interessante neste post... Quanto aos filmes, nem vale a pena alongar muito os comentários de tão maus que são... Hércules, mesmo sendo uma personagem mitológica, deve estar bastante chateado pela forma como foi tratado aqui...

Hercules foi feito exclusivamente para vender pipocas e, vá lá, Brett Ratner ainda se dá ao trabalho de tentar criar algo novo. Tem alguns actores interessantes que podem de facto (tentar) fazer o seu trabalho, como Rufus Sewell, Joseph Fiennes, Dwayne Johnson (que é aquela máquina de músculos do costume) e John Hurt que é um senhor em qualquer filme. Tem muitos efeitos especiais e muita acção. O costume do género.  ●○○○○


The Legend of Hercules é uma tentativa descarada de levar as pessoas a comprar pipocas a pensar que é o outro filme. Parece uma mistura de 300 com Gladiator, mas sem bons actores, sem uma história em condições e basicamente... sem nada que valha a pena ver. É daqueles filmes que quando chega ao fim, uma pessoa encolhe os ombros... e fica sem palavras. ○○○○○

 
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