Enquanto esperava pela nova temporada da Guerra dos Tronos, dei por mim a ver um filme no SyFy com o nome de Zombieland. Podia ter passado para outro canal - e até seria a minha reacção mais natural, pois já estou totalmente farto de cenas com zombies -, mas fiquei a ver. E fiquei a ver principalmente porque estranhei o elenco: Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Emma Stone e Bill Murray? Juntos, num filme de zombies? Em teoria, não deveria funcionar, mas estranhamente funciona. O que facilmente poderia descambar para os campos da estupidez, acaba por se revelar como uma agradável comédia... com zombies.
Boa realização (Ruben Fleischer), contida a suficiente para não se tornar vulgar, boas piadas e excelentes diálogos na boca de um casting muito estranho - e repito-me -, que em teoria não deveria encaixar. Uma agradável surpresa. Fiquei a saber que este ano deve ter uma sequela. Espero para ver se sofre de sequelite. É que não me parece que houvesse alguma necessidade de dar continuidade à história. ●●○○○
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Maze Runner é a enésima adaptação para cinema do "tal" livro juvenil do momento que é um sucesso global de vendas. Reforço o "sucesso de vendas". É só por causa disto que se fazem filmes para adolescentes, ou como lhe gostam de chamar na especialidade, "jovens adultos". E há uma diferença importante entre estes dois grupos: os "jovens adultos" têm bastante mais poder de compra que os adolescentes "simples"... Assim vende-se muito mais pipocas... e tacos... Mas à parte disso, há Maze Runner, o filme. Ou melhor, os três filmes. Tem de ser uma trilogia, certo? Se fossem só dois filmes até seria insultuoso para os fãs... Toda a gente sabe que "coisas cinematográficas", com sucesso, vêm sempre em trios, não é verdade? Bem, não interessa. Adiante...
O primeiro Maze Runner surpreendeu-me um bocado pela positiva. Já ia a pensar que era outro Hunger Games ou outra cena de vampiros adolescentes, por isso estava desconfiado. Mas surprendentemente, Maze Runner até nem é totalmente desmiolado. Apesar da história não ser nenhuma novidade (um jovem sem memória, acorda num sítio misterioso e depois percebe que afinal está em perigo, sendo que nada parece o que é na realidade... - onde é que eu já vi isto?), o filme até tem algum ritmo, alguns dos míudos (Dylan O'Brien, Thomas Brodie-Sangster) são bons actores e está bem feito no geral. Alguma coisa a criticar? Apenas o facto de não ter alma, como é normal em filmes-produto deste género. Mas apesar de tudo, dentro deste género particular, até se vê bem. ●●○○○
Seguindo a lógica do "sucesso de bilheteira que tem de ser aproveitado com uma prevísivel sequela", eis que chega logo no ano seguinte Maze Runner: The Scorch Trials. E aqui as coisas começam a complicar-se para pior. A história já não tinha muitas novidades, mas para piorar ainda mais a coisa, juntou-se-lhe a febre da altura: um vírus que transforma as pessoas em zombies. Não são bem zombies, mas são iguais aos zombies. Bem, são zombies. E também uma omnipotente e maléfica corporação, chamada de..., rufar tambores... WCKD... Wicked?!?... bem, não vou dizer mais nada, porque de certeza seria insultuoso para milhões de fãs... É melhor ficar por aqui. Nestes filmes, para além dos guiões repetitivos, a previsibilidade é tão grande, que, na altura da estreia lembro-me de ler um artigo que já dava os ganhos globais de bilheteira, baseando-se no estudo original que foi feito para o primeiro filme, que diga-se, bateu certinho. Como uma folha de Excel... Uma folha de Excel, uma bolinha... ●○○○○
Devido ao sucesso das entregas anteriores tive medo que dividissem o final da trilogia em dois. Aliás, fiquei deveras supreendido que não tivesse acontecido. Depois vi o filme e percebi perfeitamente porquê. Era impossível. Não tem história suficiente. Numa situação normal, Maze Runner: The Death Cure dava para aí uns 20/25 minutos de filme. Não mais. Aqui foi esticado para uns impossíveis 140 minutos de contínuo "encher chouriços". Não dava para mais. São repetições em cima de repetições, um ram-ram contínuo para fazer valer o preço do bilhete e para satisfazer a curiosidade de "jovens adultos" que querem ver como aquilo vai acabar. E depois acaba. É isto. Deve haver por aí, no mercado, um novo "sucesso de vendas" livreiro para adaptar ao cinema e fazer mais uma trilogiazita qualquer. Sinceramente, espero que não... ○○○○○
O primeiro Maze Runner surpreendeu-me um bocado pela positiva. Já ia a pensar que era outro Hunger Games ou outra cena de vampiros adolescentes, por isso estava desconfiado. Mas surprendentemente, Maze Runner até nem é totalmente desmiolado. Apesar da história não ser nenhuma novidade (um jovem sem memória, acorda num sítio misterioso e depois percebe que afinal está em perigo, sendo que nada parece o que é na realidade... - onde é que eu já vi isto?), o filme até tem algum ritmo, alguns dos míudos (Dylan O'Brien, Thomas Brodie-Sangster) são bons actores e está bem feito no geral. Alguma coisa a criticar? Apenas o facto de não ter alma, como é normal em filmes-produto deste género. Mas apesar de tudo, dentro deste género particular, até se vê bem. ●●○○○
Seguindo a lógica do "sucesso de bilheteira que tem de ser aproveitado com uma prevísivel sequela", eis que chega logo no ano seguinte Maze Runner: The Scorch Trials. E aqui as coisas começam a complicar-se para pior. A história já não tinha muitas novidades, mas para piorar ainda mais a coisa, juntou-se-lhe a febre da altura: um vírus que transforma as pessoas em zombies. Não são bem zombies, mas são iguais aos zombies. Bem, são zombies. E também uma omnipotente e maléfica corporação, chamada de..., rufar tambores... WCKD... Wicked?!?... bem, não vou dizer mais nada, porque de certeza seria insultuoso para milhões de fãs... É melhor ficar por aqui. Nestes filmes, para além dos guiões repetitivos, a previsibilidade é tão grande, que, na altura da estreia lembro-me de ler um artigo que já dava os ganhos globais de bilheteira, baseando-se no estudo original que foi feito para o primeiro filme, que diga-se, bateu certinho. Como uma folha de Excel... Uma folha de Excel, uma bolinha... ●○○○○
Devido ao sucesso das entregas anteriores tive medo que dividissem o final da trilogia em dois. Aliás, fiquei deveras supreendido que não tivesse acontecido. Depois vi o filme e percebi perfeitamente porquê. Era impossível. Não tem história suficiente. Numa situação normal, Maze Runner: The Death Cure dava para aí uns 20/25 minutos de filme. Não mais. Aqui foi esticado para uns impossíveis 140 minutos de contínuo "encher chouriços". Não dava para mais. São repetições em cima de repetições, um ram-ram contínuo para fazer valer o preço do bilhete e para satisfazer a curiosidade de "jovens adultos" que querem ver como aquilo vai acabar. E depois acaba. É isto. Deve haver por aí, no mercado, um novo "sucesso de vendas" livreiro para adaptar ao cinema e fazer mais uma trilogiazita qualquer. Sinceramente, espero que não... ○○○○○
Paul W.S. Anderson volta a dirigir Milla Jovovich e Iain Glen num novo Resident Evil, que apesar das filmagens totalmente epiléticas e quase impossíveis de ver, é exactamente igual aos outros, só que um bocado pior (sim, é possível), porque toda a gente envolvida no filme já está tão enjoada de fazer sempre a mesma coisa, que até transparece na fotografia... Só que como há fãs para alimentar, um gajo tem mesmo de aguentar e fazer o frete de industrialmente conceber mais produto para consumo... Felizmente, esta "nova" entrega chama-se The Final Chapter e espero mesmo que seja o "capítulo final", porque já chega. Acho que já não aguento mais. Que seca. Que coisa mais previsível. Que tédio. Mais valia pegarem no segundo ou terceiro filme e mudarem-lhe o nome e apresentarem como "novo". Ninguém ia notar a diferença e não...
Teoricamente já tinha desistido no segundo filme, que é sempre o meu "período de dúvida" para este tipo de filmes. "Período de dúvida", quer dizer que dou sempre o benefício da dúvida à sequela. Isto acontece porque o primeiro filme pode ser mau (como é o caso), mas a sequela pode corrigir alguns erros originais e até dar um bom filme, ou pelo menos algo mentalmente aceitável. Nunca se sabe.
E isto leva-se ao tema principal deste Resident Evil: The Final Chapter, que é: "porque é que eu vejo estes filmes?" De facto, é algo que não sei bem explicar. Isto também deve acontecer com os críticos "profissionais" porque eles malham fortemente nestes filmes (e as restantes tangas de acção/super-heróis), mas estão sempre lá batidinhos a ver. Isto pode ter várias explicações, como por exemplo: estes filmes serem viciantes como o açúcar - ou a cocaína - e as pessoas depois de "iniciadas" não conseguem deixar de ver. Também se pode dar o caso de viciação cerebral naquelas luzinhas todas a piscar, o fogo-de-artifício digital e os ritmos frenéticos, como acontece com os bebés e a publicidade: aquilo não tem de fazer sentido; é só uma estimulação sensorial de luz e som... Também pode estar relacionado com questões sociais: as pessoas podem andar tão mal nas suas vidas que precisem de ver merdas a explodir e gajos a levar bastante porrada como se fosse uma espécie de libertação da pressão acumulada. Não sei. É um fenómeno que deveria ser mais profundamente estudado... Mas no meu caso particular - e também já ponderei as hipóteses anteriormente referidas - é de facto um mistério, mas que tenho tentado desvendar.
Examinado bem a situação, acho que é por três razões principais. A primeira razão parece-me que tem que ver com uma espécie de atração pelo abismo. Não é bem pelo abismo... é mais aquela sensação estranha do ter de olhar para os acidentes: um gajo já viu mil acidentes na vida, mas tem de parar para olhar; um gajo sabe que provavelmente vai ver algo que não quer ver, e até se vai arrepender mais tarde, mas é uma atracção mais forte que o normal e uma pessoa tem mesmo de olhar. Acho que é isso. É algo supra-racional que terá cientificamente uma explicação muito plausível, mas que desconheço. Terei que ler umas coisas para perceber melhor esta situação.
A segunda razão é de origem sociológica. Estou a ver o filme, mas tecnicamente estou a ver o filme "rodeado" de fãs da "série", para tentar perceber como é que filmes tão fracos como estes, têm de facto uma legião de fãs. Acho muito estranho que haja pessoas que gostam disto. Eu sei que gostos não se discutem, mas para mim, isto é mesmo estranho. Gosto de tentar perceber porque é que as outras pessoas gostam das coisas que gostam. É uma espécie de empatia do gosto. Mas neste tipo de filmes "industriais" não consigo perceber mesmo. Para mim, é uma incógnita como é que o quinto ou sexto Resident Evil continua a levar pessoas aos cinemas. Não entendo. E às vezes vejo estes filmes (que sei à partida que são uma seca e particularmente maus) apenas para tentar entender como é que ainda são feitos, mas pior ainda, como é que têm audiência. Estou a ver o filme, mas estou mais a pensar em gostos estereotipados, consumo de massas, trends, marketing subliminar e a fazer os meus próprios "estudos de mercado", do que propriamente a "ver" o produto, perdão, o filme...
A terceira razão tem a ver com uma esperada previsibilidade. Eu já sei que um "produto" deste género vai percorrer os clichés institucionais do filme de acção/horror. Mas fico sempre na dúvida: será que vai ser mesmo aquela coisa típica para entreter cérebros de pipoca, com os jump-scares estrategicamente colocados no silêncio, as punch-lines copiadas doutros filmes e o twist obrigatório (até o twist já se tornou um cliché...) no final? Ou será que me vão surpreender enveredando por outro caminho que não estava à espera? Em 99% dos casos não falha: é sempre a mesma coisa. Lá está, em equipa vencedora não se mexe, e se vende pipocas... No final, lá acabo por ficar decepcionado (pouco, porque à partida já sei que vou ficar decepcionado), mas não surpreendido e a perguntar para mim próprio: "porque é que eu vejo estes filmes?" E lá volto a pensar no assunto e a dizer a mim próprio: "Já chega! Este é o mesmo último". Provavelmente, irei objectivamente recusar-me a ver mais algum Resident Evil que venha a existir, mas aquele piscar de olho, junto com um final em aberto (como de costume...) deixa-me algumas borboletas no estômago... Pode ser apenas uma ameaça velada... mas também termina a (longa) história... voltando ao início, onde tudo começou... O meu cérebro acabou de explodir com tanta previsibilidade...
Ah! Esqueci-me de mencionar a palavra mágica... zombie! Detesto ser desmancha-prazeres, mas curiosamente há poucos zombies; coitados, têm muito pouco tempo de antena hoje em dia, mesmo num filme de zombies; há sim, uns monstros feitos em computador, mas aparecem isolados, só para os jump-scares da praxe e normalmente em cenas onde está tão escuro que nem se percebe muito bem o que são... Uma bolinha de classificação só mesmo como forma de agradecimento por ser o último... Espero eu... ●○○○○
Teoricamente já tinha desistido no segundo filme, que é sempre o meu "período de dúvida" para este tipo de filmes. "Período de dúvida", quer dizer que dou sempre o benefício da dúvida à sequela. Isto acontece porque o primeiro filme pode ser mau (como é o caso), mas a sequela pode corrigir alguns erros originais e até dar um bom filme, ou pelo menos algo mentalmente aceitável. Nunca se sabe.
E isto leva-se ao tema principal deste Resident Evil: The Final Chapter, que é: "porque é que eu vejo estes filmes?" De facto, é algo que não sei bem explicar. Isto também deve acontecer com os críticos "profissionais" porque eles malham fortemente nestes filmes (e as restantes tangas de acção/super-heróis), mas estão sempre lá batidinhos a ver. Isto pode ter várias explicações, como por exemplo: estes filmes serem viciantes como o açúcar - ou a cocaína - e as pessoas depois de "iniciadas" não conseguem deixar de ver. Também se pode dar o caso de viciação cerebral naquelas luzinhas todas a piscar, o fogo-de-artifício digital e os ritmos frenéticos, como acontece com os bebés e a publicidade: aquilo não tem de fazer sentido; é só uma estimulação sensorial de luz e som... Também pode estar relacionado com questões sociais: as pessoas podem andar tão mal nas suas vidas que precisem de ver merdas a explodir e gajos a levar bastante porrada como se fosse uma espécie de libertação da pressão acumulada. Não sei. É um fenómeno que deveria ser mais profundamente estudado... Mas no meu caso particular - e também já ponderei as hipóteses anteriormente referidas - é de facto um mistério, mas que tenho tentado desvendar.
Examinado bem a situação, acho que é por três razões principais. A primeira razão parece-me que tem que ver com uma espécie de atração pelo abismo. Não é bem pelo abismo... é mais aquela sensação estranha do ter de olhar para os acidentes: um gajo já viu mil acidentes na vida, mas tem de parar para olhar; um gajo sabe que provavelmente vai ver algo que não quer ver, e até se vai arrepender mais tarde, mas é uma atracção mais forte que o normal e uma pessoa tem mesmo de olhar. Acho que é isso. É algo supra-racional que terá cientificamente uma explicação muito plausível, mas que desconheço. Terei que ler umas coisas para perceber melhor esta situação.
A segunda razão é de origem sociológica. Estou a ver o filme, mas tecnicamente estou a ver o filme "rodeado" de fãs da "série", para tentar perceber como é que filmes tão fracos como estes, têm de facto uma legião de fãs. Acho muito estranho que haja pessoas que gostam disto. Eu sei que gostos não se discutem, mas para mim, isto é mesmo estranho. Gosto de tentar perceber porque é que as outras pessoas gostam das coisas que gostam. É uma espécie de empatia do gosto. Mas neste tipo de filmes "industriais" não consigo perceber mesmo. Para mim, é uma incógnita como é que o quinto ou sexto Resident Evil continua a levar pessoas aos cinemas. Não entendo. E às vezes vejo estes filmes (que sei à partida que são uma seca e particularmente maus) apenas para tentar entender como é que ainda são feitos, mas pior ainda, como é que têm audiência. Estou a ver o filme, mas estou mais a pensar em gostos estereotipados, consumo de massas, trends, marketing subliminar e a fazer os meus próprios "estudos de mercado", do que propriamente a "ver" o produto, perdão, o filme...
A terceira razão tem a ver com uma esperada previsibilidade. Eu já sei que um "produto" deste género vai percorrer os clichés institucionais do filme de acção/horror. Mas fico sempre na dúvida: será que vai ser mesmo aquela coisa típica para entreter cérebros de pipoca, com os jump-scares estrategicamente colocados no silêncio, as punch-lines copiadas doutros filmes e o twist obrigatório (até o twist já se tornou um cliché...) no final? Ou será que me vão surpreender enveredando por outro caminho que não estava à espera? Em 99% dos casos não falha: é sempre a mesma coisa. Lá está, em equipa vencedora não se mexe, e se vende pipocas... No final, lá acabo por ficar decepcionado (pouco, porque à partida já sei que vou ficar decepcionado), mas não surpreendido e a perguntar para mim próprio: "porque é que eu vejo estes filmes?" E lá volto a pensar no assunto e a dizer a mim próprio: "Já chega! Este é o mesmo último". Provavelmente, irei objectivamente recusar-me a ver mais algum Resident Evil que venha a existir, mas aquele piscar de olho, junto com um final em aberto (como de costume...) deixa-me algumas borboletas no estômago... Pode ser apenas uma ameaça velada... mas também termina a (longa) história... voltando ao início, onde tudo começou... O meu cérebro acabou de explodir com tanta previsibilidade...
Ah! Esqueci-me de mencionar a palavra mágica... zombie! Detesto ser desmancha-prazeres, mas curiosamente há poucos zombies; coitados, têm muito pouco tempo de antena hoje em dia, mesmo num filme de zombies; há sim, uns monstros feitos em computador, mas aparecem isolados, só para os jump-scares da praxe e normalmente em cenas onde está tão escuro que nem se percebe muito bem o que são... Uma bolinha de classificação só mesmo como forma de agradecimento por ser o último... Espero eu... ●○○○○
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Hellraiser III esteve a cargo de Anthony Hickox, um realizador muito experiente no campo do gore/low-budget/slasher. A produção mudou de brit para american e isso nota-se numa abordagem mais para o comercial, apesar de continuar a ser um filme gore da pesada. Mas aqui a história já se tinha perdido completamente. Havia uma tendência para sexualizar cada vez mais as situações (era típico nos 90 e chegou a todos o tipo de filmes). Hellraiser, estranhamente sempre teve um lado muito sexual, digamos assim, mas foi piorando com o tempo. Se no II a história tinha-se desenvolvido, aqui já estava a definhar e vivia apenas das mortes extravagantes ou sanguinolentas. Também já estava um bocado farto do género do terror. E como percebi que isto iria ser sempre a mesma história (tipo franchise, com novas personagens e novas mortes mais horrorosas) fiquei por aqui. Não vi mais nenhum filme desta "série". Mas a "série" não parou por causa disso. Muito pelo contrário. Transformou-se numa verdadeira franchise (como lhe chamam orgulhosamente hoje em dia) e chegou aos 10 filmes. Incrível! Também chegou ao mundo dos (novos) livros, das BD's e dos videojogos. Li algures que ainda recentemente esteve para ser transformada em série de TV, mas parece que o projecto não foi avante.
Há que admitir que os filmes são maus. Quer dizer, o primeiro é fixe, precisamente por ter sido o primeiro. A história de Clive Barker, o cubo, os cenobitas, e a personagem Pinhead são muito boas e chegaram ao mainstream. Não me admiraria nada que muito em breve fizessem um reboot ao conceito e que fosse um enorme sucesso. Sim, porque também de lembro de ver "filmes de efeitos gore" de terceira categoria com zombies (que na altura eram maioritariamente uma palhaçada), e agora temos donas de casa que são fãs do Walking Dead, portanto é esperar para ver... ○○○○○
Há que admitir que os filmes são maus. Quer dizer, o primeiro é fixe, precisamente por ter sido o primeiro. A história de Clive Barker, o cubo, os cenobitas, e a personagem Pinhead são muito boas e chegaram ao mainstream. Não me admiraria nada que muito em breve fizessem um reboot ao conceito e que fosse um enorme sucesso. Sim, porque também de lembro de ver "filmes de efeitos gore" de terceira categoria com zombies (que na altura eram maioritariamente uma palhaçada), e agora temos donas de casa que são fãs do Walking Dead, portanto é esperar para ver... ○○○○○
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