Pensei que ao fim destes anos todos a escrever sobre filmes já estaria numa contagem mais elevada. Nunca imaginei que isto daria tanto trabalho. É difícil e demora muito tempo. Nunca tinha pensado nisso. E já vi tanto filme que acho que vou estar aqui a vida inteira. Dito isto, preciso de acrescentar mais uns títulos sem perder muito tempo, até porque há filmes que não merecem o tempo que um gajo perde. E para acrescentar "numeração" nada melhor que trilogias ou sagas baseadas em livros que foram sucessos de vendas para adolescentes, porque não há muito para dizer. Hunger Games representa muito bem este "esquema" infalível de facturação.
Não vou perder muito tempo a contar a história que toda a gente conhece, por isso vai já uma citação da wikipédia: "Num futuro distópico pós-apocalíptico na nação de Panem, onde miúdos de 12 a 18 anos devem participar dos "Jogos Vorazes" (esta tradução é espectacular!), um evento anual televisivo na qual os "tributos" lutam até a morte até que sobre apenas um, que é coroado vencedor. Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) se voluntaria para tomar o lugar de sua irmã mais nova nos jogos. Ao lado do parceiro masculino do distrito, Peeta Mellark (Josh Hutcherson), Katniss viaja até à Capital para treinar para o evento com a ajuda de Haymitch Abernathy (Woody Harrelson), que já venceu os "Hunger Games" uma vez."
Talvez por causa da novidade, tenho de admitir que a primeira "entrega" me surpreendeu pela positiva. Até nem é assim tão mau. Vê-se perfeitamente e os actores até são bonzitos. Mas isso não interessa para nada; o que interessa nesta questão das sagas é isto; receita de bilheteira: mais ou menos 700 milhões de dólares. ●●○○○
A seguir veio The Hunger Games: Catching Fire a que se juntaram acotres como Stanley Tucci, Donald Sutherland ou Philip Seymour Hoffman (o que uma pessoa tem de fazer por dinheiro!). A aventura continua, a qualidade cai mas a classificação de bilheiteira sobe: 800 milhões de dólares. ●○○○○
Como não podia deixar de ser, e face aos sucessos anteriores, não se podia reduzir o sucesso de bilheteira a apenas uma "entrega final": há-que dividir o final em duas partes e assim multiplicar também por dois a receita de bilheteira: mais 800 milhões de Dólares com a chegada de The Hunger Games: Mockingjay - Part 1. É um filme onde praticamente nada acontece a não ser ganhar momentum para a parte final que chegaria 1 anos depois. ○○○○○
Para delírio dos fãs, finalmente chega The Hunger Games: Mockingjay - Part 2 que é mais outra fraude cinematográfica. Só existe sacar o máximo possível de dinheiro à audiência e dar um pouquinho mais de tempo aos fãs. Na maior parte do tempo não acontece nada e simplesmente está a encher "tempo de antena". Muitas vezes perde-se na sua própria mitologia alimentada por milhões de fãs que querem indefinidamente ver os seus personagens favoritos; então eles, os personagens estão simplesmente no ecrã a dizer e a fazer a mesma coisas repetidamente, vez após vez. Isto dos fãs tem muito que se lhe diga... mas fica para outra altura em que me apeteça insultar pessoas... À parte disto... nada. Rigorosamente nada. Falhas graves de argumento, do género: personagens que estavam ali, mas de repente aparecem aqui sem explicação nenhuma... História inexistente ou risível (a moça-heróina à última da hora decide matar a líder da resistência à frente de toda a gente, mas toda gente ignora esse facto e continuam impávidas e serenas na sua vida...). Enfim...
Estes filmes são tão "bons" que se me varrem completamente da memória. Por muito estranho que pareça, a única coisa que ficou gravada mentalmente foi uma cena completamente inexplicável com um gato que não foge quando a Julianne Moore lhe atira com coisas. Eu tenho e percebo de gatos: portanto, ou o bicho estava colado à bancada da cozinha ou sedado com múltiplas doses de heroína... um pouco na onda dos fãs... pronto! já o disse. não me consegui conter. Estes filmes fazem-me mesmo pensar no futuro da humanidade. Alguém ir ver isto, eu ainda compreendo porque uma pessoa pode ser enganada. Agora gostar disto... é algo verdadeiramente inexplicável. Bilheteira: "apenas" 700 milhões de dólares. ○○○○○
PS. Se alguém quiser ir ter ao hospital com uma embolia cerebral, pode sempre ver tudo de seguida... aviso já que são para aí umas 10 horas de filme, mas que podiam facilmente ser condensadas em 60 minutitos. A única coisa verdadeiramente positiva nesta saga é que... finalmente acabou. Admira-me que ainda não tenha sido transformado numa "de sucesso"...
Mostrar mensagens com a etiqueta Woody Harrelson. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Woody Harrelson. Mostrar todas as mensagens
Venom... Mais um spin-off, mais um derivativo qualquer do universo da BD da não sei das quantas, mais um filme de "bonecada" digital sem o menor pingo de nada... Vale pelo Tom Hardy (gajo que curto valentemente e que não percebo o que está a fazer aqui...) e pouco mais. Andam por lá outros actores (Woody Harrelson, Michelle Williams) mas tudo o resto é acessório. Só conta mesmo a acção e mais nada. É o blockbuster do costume. Bem, não vale a pena gastar o meu latim numa coisa tão fraca. Por isso vou falar de outra coisa.
Numa entrevista após a saída do filme, o co-criador da personagem Todd McFarlane, insurgiu-se com as críticas negativas e disse que os críticos são demasiado velhos para apreciar o filme. Sem ser textual, ele disse que os críticos entram no cinema com os seus 40 e tal anos e depois saem para dizer que o filme foi uma merda. Mas que quando o público tem 16 anos, vai ver o filme e acha um espectáculo. Os miúdos adoram.
É exactamente isso que eu também acho. Se tivesse 16 anos adoraria o filme. Quanto tinha 16 anos, os filmes de entretenimento nem chegavam aos calcanhares destes. Só havia um blockbuster por ano e apenas existiam heróis de acção (nem sequer tinham super-poderes) e um deles era o Van Damme... Puff! Isto agora é mesmo para meninos... Os filmes nem sequer tinham efeitos especiais, meu! Por isso, claro que os miúdos de 16 anos - de agora - adoram o filme. Tem efeitos especiais a rodos, transformações digitais, violência desnecessária, má linguagem aos pontapés, uma história linear - para ser percebida por qualquer miúdo que curta video-jogos (e são quase todos) -, gajos constantemente a voar em todas as direções, pancadaria velha e explosões a cada 3 minutos. Isto de facto, é o que qualquer miúdo de 16 anos adora. Não tenho dúvidas disso. Mas isso não invalida o facto de o crítico ter na mesma os 40 e tal anos, pois não? Nem o facto de ele achar que o filme é de facto uma merda, porque o filme não foi feito para ele; foi feito para o tal miúdo de 16 anos. Pergunta lá ao miúdo de 16 anos o que é que ele achou daquele clássico do Kubrick? Ou do novo filme do Michael Haneke? Aposto que a a resposta seria... "uma merda"! "As pessoas só falam!" "Não há socos e nem uma única explosão!"...
Se se faz um filme exclusivamente para um público não se pode querer agradar ao outro. Não se pode ter o crítico e a bilheteira na mesma mão. Ou se tem uma coisa ou se tem a outra. É tão simples como isso. É a vida. Ou será que ele prefere trocar os 900 milhões de receita de bilheteira por uma excelente crítica reconhecida internacionalmente? Não me parece... ●○○○○
Numa entrevista após a saída do filme, o co-criador da personagem Todd McFarlane, insurgiu-se com as críticas negativas e disse que os críticos são demasiado velhos para apreciar o filme. Sem ser textual, ele disse que os críticos entram no cinema com os seus 40 e tal anos e depois saem para dizer que o filme foi uma merda. Mas que quando o público tem 16 anos, vai ver o filme e acha um espectáculo. Os miúdos adoram.
É exactamente isso que eu também acho. Se tivesse 16 anos adoraria o filme. Quanto tinha 16 anos, os filmes de entretenimento nem chegavam aos calcanhares destes. Só havia um blockbuster por ano e apenas existiam heróis de acção (nem sequer tinham super-poderes) e um deles era o Van Damme... Puff! Isto agora é mesmo para meninos... Os filmes nem sequer tinham efeitos especiais, meu! Por isso, claro que os miúdos de 16 anos - de agora - adoram o filme. Tem efeitos especiais a rodos, transformações digitais, violência desnecessária, má linguagem aos pontapés, uma história linear - para ser percebida por qualquer miúdo que curta video-jogos (e são quase todos) -, gajos constantemente a voar em todas as direções, pancadaria velha e explosões a cada 3 minutos. Isto de facto, é o que qualquer miúdo de 16 anos adora. Não tenho dúvidas disso. Mas isso não invalida o facto de o crítico ter na mesma os 40 e tal anos, pois não? Nem o facto de ele achar que o filme é de facto uma merda, porque o filme não foi feito para ele; foi feito para o tal miúdo de 16 anos. Pergunta lá ao miúdo de 16 anos o que é que ele achou daquele clássico do Kubrick? Ou do novo filme do Michael Haneke? Aposto que a a resposta seria... "uma merda"! "As pessoas só falam!" "Não há socos e nem uma única explosão!"...
Se se faz um filme exclusivamente para um público não se pode querer agradar ao outro. Não se pode ter o crítico e a bilheteira na mesma mão. Ou se tem uma coisa ou se tem a outra. É tão simples como isso. É a vida. Ou será que ele prefere trocar os 900 milhões de receita de bilheteira por uma excelente crítica reconhecida internacionalmente? Não me parece... ●○○○○
Labels:
2018,
acção,
BD,
bilheteira,
blockbuster,
comentário,
crítica,
entrevista,
Marvel,
merda,
Michelle Williams,
nota1,
Ruben Fleischer,
spin-off,
Todd McFarlane,
Tom Hardy,
Venom,
Woody Harrelson
Enquanto esperava pela nova temporada da Guerra dos Tronos, dei por mim a ver um filme no SyFy com o nome de Zombieland. Podia ter passado para outro canal - e até seria a minha reacção mais natural, pois já estou totalmente farto de cenas com zombies -, mas fiquei a ver. E fiquei a ver principalmente porque estranhei o elenco: Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Emma Stone e Bill Murray? Juntos, num filme de zombies? Em teoria, não deveria funcionar, mas estranhamente funciona. O que facilmente poderia descambar para os campos da estupidez, acaba por se revelar como uma agradável comédia... com zombies.
Boa realização (Ruben Fleischer), contida a suficiente para não se tornar vulgar, boas piadas e excelentes diálogos na boca de um casting muito estranho - e repito-me -, que em teoria não deveria encaixar. Uma agradável surpresa. Fiquei a saber que este ano deve ter uma sequela. Espero para ver se sofre de sequelite. É que não me parece que houvesse alguma necessidade de dar continuidade à história. ●●○○○
Boa realização (Ruben Fleischer), contida a suficiente para não se tornar vulgar, boas piadas e excelentes diálogos na boca de um casting muito estranho - e repito-me -, que em teoria não deveria encaixar. Uma agradável surpresa. Fiquei a saber que este ano deve ter uma sequela. Espero para ver se sofre de sequelite. É que não me parece que houvesse alguma necessidade de dar continuidade à história. ●●○○○
Labels:
2009,
Bill Murray,
casting,
comédia,
Emma Stone,
gore,
Jesse Eisenberg,
nota2,
Ruben Fleischer,
sangue,
surpresa,
SyFy,
terror,
TV,
Woody Harrelson,
Zombieland,
zombies


