Nos últimos anos, parece que a única forma de um adulto ver comédias em condições é assistir a filmes de desenhos animados. Ironicamente, são os filmes para miúdos, os que têm as piadas mais inteligentes.
The Incredibles foi o sexto filme a ser lançado pela Pixar, mas foi o primeiro a ter personagens humanas. Todos os anteriores eram sobre a perspectiva de animais ou de monstros. Apesar deste pormenor, a qualidade dos filmes esteve sempre intocável e este não é excepção. Não sendo totalmente original, é muito bom. E digo que não é totalmente original porque as semelhanças dos Incredibles com os Fantastic Four da Marvel são demasiado óbvias para serem ignoradas: Super-força? Elasticidade? Invisibilidade? Alguém que se transforma numa tocha humana? Super-rapidez? Não há coincidências. Até a fatiota (apesar de vermelha) faz lembrar os Fantastic Four. Mas eu não tenho nenhum problema com isso, até porque só no ano seguinte à estreia dos Incredibles é que a Marvel decidiu pegar nos seus quatro heróis e levá-los ao "cinema".
The Incredibles são uma família de super-heróis na "reforma" que vivem disfarçados a tentar viver uma vida normal nos subúrbios, depois de décadas nas primeiras capas dos jornais. Mas quando um super-vilão ameaça o mundo, eles terão de voltar a revelar os seus poderes e as suas identidades e salvar a humanidade. Mais que uma história de super-heróis, é uma história de família.
Brad Bird é um dos grandes nomes da animação moderna. Já não bastava ter feito The Iron Giant (um dos meus filmes de animação favoritos) ainda me proporciona um filme como The Incredibles. O detalhe na arquitectura, na música (do John Barry, do James Bond - On Her Majesty's Secret Service) e nas roupas dos anos 60 é apenas um dos pormenor que mais salta à vista. Craig T. Nelson, Holly Hunter e Samuel L. Jackson são as vozes principais e são perfeitos. Só mesmo grandes actores podem "estar lá" sem sequer aparecerem...
Gosto mesmo deste filme. Tem imensa piada, tem acção e tem aventura... Entretenimento no seu melhor. ●●●○○
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Se há uma coisa que os serviços de streaming fazem melhor que qualquer outros "estúdios" é no campo dos documentários. Este Becoming Bond (da Hulu) é mais um desses exemplos e explora a história marada em torno do James Bond mais odiado mas ainda assim, talvez o mais emblemático e carismático de todos: George Lazenby. É um documento surpreendente (num misto de documentário e recriação [Josh Lawson, muito bem no papel de George]) que mostra que a realidade é sempre mais estranha que a ficção. Como é que um mecânico australiano e mais tarde modelo masculino de roupa, sem experiência absolutamente nenhuma como actor, foi escolhido para ser "o" James Bond, e ainda por cima para colmatar a saída de cena do "verdadeiro" Bond, Sean Connery? Não parece possível, mas foi exactamente isso que aconteceu... Revelações surpreendentes estão incluídas, como aquela em que Lazenby diz que após lhe terem oferecido um contrato de 1 milhão de dólares e a hipótese de protagonizar os próximos seis filmes do mais conhecido agente secreto de Sua Majestade, ele simplesmente recusou... porque teve um feeling que aquele não era o caminho que deveria percorrer...
Becoming Bond é um documentário obrigatório para todos os fãs do 007, com a presença ubíqua de Lazenby, the man himself... Vê-se muito bem. ●●●○○
Becoming Bond é um documentário obrigatório para todos os fãs do 007, com a presença ubíqua de Lazenby, the man himself... Vê-se muito bem. ●●●○○
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De vez em quando aparecem filmes-pipoca que são inesperadamente agradáveis. É o caso de Kingsman: The Secret Service. É um bom filme de acção com grandes e originais cenas de pancadaria, bom ritmo, mas especialmente tem bons actores (Mark Hamill, Samuel L. Jackson, Michael Caine, Mark Strong e especialmente Colin Firth) que dão corpo a grandes personagens. No cenário actual dos "filmes de porrada" é de louvar.
Não sei se é o aspecto ostensivamente brit, se é por lembrar os filmes originais do James Bond mais a típica cena world domination ou se é por o realizador ter "inclinação" para filmes de super-herói (Matthew Vaughn realizou o X-Men: First Class). O que é certo é que Kingsman é divertido ao mesmo tempo que é violento. Não parece fazer concessões. Se calhar é por causa disso que Kingsman é fixe: parece uma mistura de super-heróis com o James Bond onde os espiões podem finalmente dizer asneiras e cortar os inimigos ao meio... ●●●○○
Não sei se é o aspecto ostensivamente brit, se é por lembrar os filmes originais do James Bond mais a típica cena world domination ou se é por o realizador ter "inclinação" para filmes de super-herói (Matthew Vaughn realizou o X-Men: First Class). O que é certo é que Kingsman é divertido ao mesmo tempo que é violento. Não parece fazer concessões. Se calhar é por causa disso que Kingsman é fixe: parece uma mistura de super-heróis com o James Bond onde os espiões podem finalmente dizer asneiras e cortar os inimigos ao meio... ●●●○○

