Após o imenso sucesso de Poltergeist na recepção crítica e na receita de bilheteira, a inevitável sequela... Poltergeist II: The Other Side. Ainda havia algumas pontas soltas para resolver do filme anterior e por isso chega uma segunda parte. Depois de terem deixado a primeira casa após os acontecimentos terroríficos com a filha mais nova, a família muda-se para outra casa mas vai-se envolver novamente com entidades espirituais e malignas. O mal quer novamente a miúda do primeiro filme e agora vai chegar na forma do Reverand Kane e da sua seita maluca...
Este Reverend Kane (Julian Beck), à porta de casa da família, a dizer de uma forma absolutamente aterradora "let me in, let me in"... nunca mais me saiu da cabeça. É das personagens mais medonhas que me lembro. Isso e aquele "ser" sem pernas e braços que Craig T. Nelson vomita (!?!) também me traumatizou...
Os actores são praticamente os mesmos (JoBeth Williams, Craig T. Nelson, Heather O'Rourke, Oliver Robins, Zelda Rubinstein) mas mudou toda a parte técnica (Brian Gibson) e isso faz toda a diferença. Sendo uma sequela "pura", a lógica foi a mesma de sempre: tinham de fazer mais, melhor e maior que o primeiro filme. Não é melhor, mas realmente é muito mais e muito maior, só que é só em termos de efeitos especiais. Não estou a reclamar. Richard Edlund era um verdadeiro mestre das engenhocas e dos make-ups que segui durante muitos anos. Mas como acontece hoje em dia, os efeitos sobrepuseram-se a tudo o resto. Tem os típicos jump scares, mas já não tem a coerência do primeiro filme.
No plano real, a maldição continuou a assombrar o legado Poltergeist. O aspecto malévolo e cadavérico de Julian Beck não é fruto de maquilhagem. Na realidade, o actor sofria com um cancro terminal e morreu pouco tempo depois. Will Sampson que faz de xamã (porque era mesmo um xamã) também morreu de ataque cardíaco fulminante pouco depois. E a juntar a isto mais uma série de fenómenos estranhos e até um exorcismo pedido pela equipa de filmagem e actores junta-se ao rol de misticismo que rodeia esta série de filmes Poltergeist... Que é estranho, lá isso é...
Esta sequela é realmente uma sequela. Pretende apenas cavalgar o êxito do primeiro filme e mais nada. Na altura adorei o filme porque tinha montes de efeitos especiais e novos monstros (alguns do H.R.Giger...), mas basicamente é uma repetição do primeiro filme e é totalmente dispensável. A não ser para fãs inveterados do terror como eu era nesta altura e em que "marchava" tudo... Parei por aqui. Sempre gostei do terror, especialmente por causa dos efeitos, mas nunca fui muito fã das possessões e cenas espirituais. É uma coisa que me afecta... Já chegava de espíritos vingativos. Poltergeist ainda completaria a obrigatória trilogia com uma terceira parte num arranha-céus mas nunca vi. Dispensável mais ainda assim assustador o suficiente... ●○○○○
Mostrar mensagens com a etiqueta Craig T. Nelson. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Craig T. Nelson. Mostrar todas as mensagens
Anda meio mundo a sugerir coisas para se ver durante esta pandemia. E o pessoal está todo em casa a ver séries sobre pandemias e filmes sobre reclusão forçada em casa, por isso acho que o melhor é arranjar umas alternativas diferentes... Que sejam, digamos assim, mais emocionantes...
Craig T. Nelson e JoBeth Williams são casal normal, com uma vida rotineira que acabam de se mudar para uma casa nova. Os três filhos também não têm nada de especialmente relevante para contar. São miúdos normais. Como tantas vezes acontece com os amigos imaginários, um dia, a miúda mais pequena começa a falar com a estática da televisão... Os pais não ligam muito ao assunto, mas do dia para noite, os móveis começam a mexer-se sozinhos, ao mesmo tempo que estranhos e inexplicáveis fenómenos começam a acontecer... Os pais contratam uma série de especialistas paranormais (Beatrice Straight e Zelda Rubinstein) para resolver o assunto, mas tudo descamba para o terror quando a miúda (Heather O'Rourke) é raptada e levada pelos "seres da TV" para uma dimensão paralela...
Apesar de ser um filme de terror, na verdade ninguém morre. Acho que o pássaro da família morre, mas já não tenho a certeza. É um filme de terror com a marca Steven Spielberg portanto ninguém se magoa definitivamente. Mas também é um filme Tobe Hooper, o que quer dizer que muitas cenas são absolutamente assustadoras. Não é por nada que ainda hoje perdura a questão da autoria do filme. Spielberg ou Hooper? Conhecendo o trabalho dos dois, este parece mesmo um filme feito a quatro mãos. Apesar de ser nitidamente um filme Spielberg, não se pode menosprezar Poltergeist como sendo pouco terrorífico. Quando o vi em miúdo, assustou-me até ao tutano. Na altura as emissões de televisão tinham um fim e podia-se ver realmente a estática assim que a emissão acabava, algo que, estranhamente, quase ninguém tem noção do que é. Mas nessa altura, eu tinha medo da estática. Muito medo. Se apanhava a televisão nesse estado, corria para a desligar. Foi esse o efeito Poltergeist. É um dos grandes filmes de terror do cinema. A história é muito boa, cheia de pormenores que ficaram para posteridade. Os actores também estão muito bem. Mas há que destacar os efeitos especiais que na altura deixavam um gajo de boca aberta. Poltergeist foi um dos primeiros filmes que vi e muito provavelmente o primeiro filme de terror. Se me afastou da temática, por medo, durante muito tempo, estranhamente também teve o efeito contrário. Passado o efeito "real" da coisa, ou seja, quando finalmente cresci e percebi que do outro lado da câmara estava uma equipa de filmagem, isso deixou-me imensamente intrigado: como é que faziam aquilo? como é que punham as coisas a mexer-se sozinhas? E os raios? E a árvore? E o palhaço? Porra para o palhaço. As cenas com o palhaço aterrador devem ter traumatizado milhões de pessoas ao longo dos tempos... Acho que actualmente as pessoas têm problemas com palhaços e isso em parte deve-se ao Poltergeist...
Para além do currículo de sucesso que o filme carrega consigo, também existe uma carga muito negativa associada. Coincidência ou não, uma série de eventos trágicos têm percorrido a franchise ao longo dos tempos. Pouco depois da estreia, Dominique Dunne que fazia de filha mais velha, foi morta à porta de casa por um ex-namorado. A miúda mais nova (Heather O'Rourke) também morreu na rodagem do 3.º filme e ainda há a reportar a morte repentina de mais actores, assim como uma serie de acidentes e coisas inexplicáveis... É a chamada Maldição do Poltergeist. Há uma teoria que diz que tudo acontece porque no final deste primeiro Poltergeist foram usado esqueletos verdadeiros. Sim, esqueletos de pessoas verdadeiras para as filmagens. Em 1982 se era para atingir um grau de veracidade nos efeitos, recorria-se a tudo. E pior, a actriz (Jobeth Williams) nessa cena não sabia que os esqueletos eram verdadeiros; pensava que eram simples adereços... Weird shit...
Poltergeist foi um dos grandes sucessos de bilheteira naquele ano e um filme que marcou uma série de gente. Se em algumas situações acaba por estar um pouco datado, em muitas coisas continua a ser verdadeiramente aterrador. Até já me deu aqueles arrepios esquisitos na nuca... ●●●●○
Craig T. Nelson e JoBeth Williams são casal normal, com uma vida rotineira que acabam de se mudar para uma casa nova. Os três filhos também não têm nada de especialmente relevante para contar. São miúdos normais. Como tantas vezes acontece com os amigos imaginários, um dia, a miúda mais pequena começa a falar com a estática da televisão... Os pais não ligam muito ao assunto, mas do dia para noite, os móveis começam a mexer-se sozinhos, ao mesmo tempo que estranhos e inexplicáveis fenómenos começam a acontecer... Os pais contratam uma série de especialistas paranormais (Beatrice Straight e Zelda Rubinstein) para resolver o assunto, mas tudo descamba para o terror quando a miúda (Heather O'Rourke) é raptada e levada pelos "seres da TV" para uma dimensão paralela...
Apesar de ser um filme de terror, na verdade ninguém morre. Acho que o pássaro da família morre, mas já não tenho a certeza. É um filme de terror com a marca Steven Spielberg portanto ninguém se magoa definitivamente. Mas também é um filme Tobe Hooper, o que quer dizer que muitas cenas são absolutamente assustadoras. Não é por nada que ainda hoje perdura a questão da autoria do filme. Spielberg ou Hooper? Conhecendo o trabalho dos dois, este parece mesmo um filme feito a quatro mãos. Apesar de ser nitidamente um filme Spielberg, não se pode menosprezar Poltergeist como sendo pouco terrorífico. Quando o vi em miúdo, assustou-me até ao tutano. Na altura as emissões de televisão tinham um fim e podia-se ver realmente a estática assim que a emissão acabava, algo que, estranhamente, quase ninguém tem noção do que é. Mas nessa altura, eu tinha medo da estática. Muito medo. Se apanhava a televisão nesse estado, corria para a desligar. Foi esse o efeito Poltergeist. É um dos grandes filmes de terror do cinema. A história é muito boa, cheia de pormenores que ficaram para posteridade. Os actores também estão muito bem. Mas há que destacar os efeitos especiais que na altura deixavam um gajo de boca aberta. Poltergeist foi um dos primeiros filmes que vi e muito provavelmente o primeiro filme de terror. Se me afastou da temática, por medo, durante muito tempo, estranhamente também teve o efeito contrário. Passado o efeito "real" da coisa, ou seja, quando finalmente cresci e percebi que do outro lado da câmara estava uma equipa de filmagem, isso deixou-me imensamente intrigado: como é que faziam aquilo? como é que punham as coisas a mexer-se sozinhas? E os raios? E a árvore? E o palhaço? Porra para o palhaço. As cenas com o palhaço aterrador devem ter traumatizado milhões de pessoas ao longo dos tempos... Acho que actualmente as pessoas têm problemas com palhaços e isso em parte deve-se ao Poltergeist...
Para além do currículo de sucesso que o filme carrega consigo, também existe uma carga muito negativa associada. Coincidência ou não, uma série de eventos trágicos têm percorrido a franchise ao longo dos tempos. Pouco depois da estreia, Dominique Dunne que fazia de filha mais velha, foi morta à porta de casa por um ex-namorado. A miúda mais nova (Heather O'Rourke) também morreu na rodagem do 3.º filme e ainda há a reportar a morte repentina de mais actores, assim como uma serie de acidentes e coisas inexplicáveis... É a chamada Maldição do Poltergeist. Há uma teoria que diz que tudo acontece porque no final deste primeiro Poltergeist foram usado esqueletos verdadeiros. Sim, esqueletos de pessoas verdadeiras para as filmagens. Em 1982 se era para atingir um grau de veracidade nos efeitos, recorria-se a tudo. E pior, a actriz (Jobeth Williams) nessa cena não sabia que os esqueletos eram verdadeiros; pensava que eram simples adereços... Weird shit...
Poltergeist foi um dos grandes sucessos de bilheteira naquele ano e um filme que marcou uma série de gente. Se em algumas situações acaba por estar um pouco datado, em muitas coisas continua a ser verdadeiramente aterrador. Até já me deu aqueles arrepios esquisitos na nuca... ●●●●○
Quase 15 anos depois do sucesso do primeiro filme, eis que chega aos cinemas The Incredibles 2. Acho que não vou conseguir deixar passar este tema que me parece estar relacionado. Na sequência da temática feminista recentemente generalizada pelo movimento #MeToo, o novo guião reflecte uma mudança significativa na família: agora é o homem que fica em casa a tomar conta dos filhos e é a super-mulher que vai salvar o mundo. A Elastigirl vai ter de enfrentar um novo super-vilão que tem a capacidade de manipular mentes. A crítica subjacente em The Incredibles 2 seria supostamente aos media e ao público passivo que se deixa facilmente dominar, mas parece que as questões de igualdade de género estão tão prevalentes que ficaram com os holofotes todos. Mas também posso ser eu a ver coisas onde elas não existem e a tentar tirar grandes significados de coisas menores. Não era a primeira vez e não há-de ser a última...
A equipa original é a mesma: Brad Bird na realização, e Craig T. Nelson, Holly Hunter e Samuel L. Jackson dão as vozes. E desta vez, entre outros, até tem a voz de Isabella Rossellini, que apesar do pequeno papel secundário, é uma actriz que é um verdadeiro ícone para mim. Praticamente nada mudou, mas o filme é substancialmente pior. Continua a ter piada e nem tem propriamente nada de mal, mas a realidade é que nota-se um decréscimo qualitativo. Porque é que isto acontece? Acho que é a lógica inerente à sequela. O primeiro filme foi um sucesso, logo, e obrigatoriamente, tem de haver uma sequela. E quando as coisas "nascem" por obrigação, para além da originalidade, de certa forma perdem também um pouco da "alma". Neste caso até foi estranho, porque isso só aconteceu 14 anos depois, o que diga-se de passagem, é algo completamente anormal. Neste caso, para além das questões financeiras, acho mesmo que foi também um aproveitamento do momentum "feminista" de Hollywood proporcionado pelo movimento #MeToo e de uma certa "aceitação obrigatória" do tema por parte do público em geral. Estas são as únicas justificações lógicas que eu encontrei para que se faça uma sequela tantos anos depois. Nestes anos todos, o que é se tornou relevante? O que é que mudou? O que é que está na moda? Acho que a resposta dos estúdios foi evidente. São muitos os exemplos do girl power no cinema recente, mas pensei que isso não chegasse aos filmes de animação. Não sei se isto foi perceptível para as outras pessoas, mas eu percebi a mensagem assim. E como não acredito em coincidências... Outra coisa... Sendo que os miúdos não vão estar propriamente muito atentos a estes pormenores sociológicos, acho que isto pelo menos prova que na génese de muitos filmes de animação, há um cinema "oculto" para adultos.
The Incredibles 2 perdeu bastante em termos gerais, mas continua a ser um entretenimento razoável, na onda dos grandes blockbusters de super-heróis do momento. Mais leve, mais previsível, mais comercial, mas ainda assim algo que se vê bem. ●○○○○
A equipa original é a mesma: Brad Bird na realização, e Craig T. Nelson, Holly Hunter e Samuel L. Jackson dão as vozes. E desta vez, entre outros, até tem a voz de Isabella Rossellini, que apesar do pequeno papel secundário, é uma actriz que é um verdadeiro ícone para mim. Praticamente nada mudou, mas o filme é substancialmente pior. Continua a ter piada e nem tem propriamente nada de mal, mas a realidade é que nota-se um decréscimo qualitativo. Porque é que isto acontece? Acho que é a lógica inerente à sequela. O primeiro filme foi um sucesso, logo, e obrigatoriamente, tem de haver uma sequela. E quando as coisas "nascem" por obrigação, para além da originalidade, de certa forma perdem também um pouco da "alma". Neste caso até foi estranho, porque isso só aconteceu 14 anos depois, o que diga-se de passagem, é algo completamente anormal. Neste caso, para além das questões financeiras, acho mesmo que foi também um aproveitamento do momentum "feminista" de Hollywood proporcionado pelo movimento #MeToo e de uma certa "aceitação obrigatória" do tema por parte do público em geral. Estas são as únicas justificações lógicas que eu encontrei para que se faça uma sequela tantos anos depois. Nestes anos todos, o que é se tornou relevante? O que é que mudou? O que é que está na moda? Acho que a resposta dos estúdios foi evidente. São muitos os exemplos do girl power no cinema recente, mas pensei que isso não chegasse aos filmes de animação. Não sei se isto foi perceptível para as outras pessoas, mas eu percebi a mensagem assim. E como não acredito em coincidências... Outra coisa... Sendo que os miúdos não vão estar propriamente muito atentos a estes pormenores sociológicos, acho que isto pelo menos prova que na génese de muitos filmes de animação, há um cinema "oculto" para adultos.
The Incredibles 2 perdeu bastante em termos gerais, mas continua a ser um entretenimento razoável, na onda dos grandes blockbusters de super-heróis do momento. Mais leve, mais previsível, mais comercial, mas ainda assim algo que se vê bem. ●○○○○
Nos últimos anos, parece que a única forma de um adulto ver comédias em condições é assistir a filmes de desenhos animados. Ironicamente, são os filmes para miúdos, os que têm as piadas mais inteligentes.
The Incredibles foi o sexto filme a ser lançado pela Pixar, mas foi o primeiro a ter personagens humanas. Todos os anteriores eram sobre a perspectiva de animais ou de monstros. Apesar deste pormenor, a qualidade dos filmes esteve sempre intocável e este não é excepção. Não sendo totalmente original, é muito bom. E digo que não é totalmente original porque as semelhanças dos Incredibles com os Fantastic Four da Marvel são demasiado óbvias para serem ignoradas: Super-força? Elasticidade? Invisibilidade? Alguém que se transforma numa tocha humana? Super-rapidez? Não há coincidências. Até a fatiota (apesar de vermelha) faz lembrar os Fantastic Four. Mas eu não tenho nenhum problema com isso, até porque só no ano seguinte à estreia dos Incredibles é que a Marvel decidiu pegar nos seus quatro heróis e levá-los ao "cinema".
The Incredibles são uma família de super-heróis na "reforma" que vivem disfarçados a tentar viver uma vida normal nos subúrbios, depois de décadas nas primeiras capas dos jornais. Mas quando um super-vilão ameaça o mundo, eles terão de voltar a revelar os seus poderes e as suas identidades e salvar a humanidade. Mais que uma história de super-heróis, é uma história de família.
Brad Bird é um dos grandes nomes da animação moderna. Já não bastava ter feito The Iron Giant (um dos meus filmes de animação favoritos) ainda me proporciona um filme como The Incredibles. O detalhe na arquitectura, na música (do John Barry, do James Bond - On Her Majesty's Secret Service) e nas roupas dos anos 60 é apenas um dos pormenor que mais salta à vista. Craig T. Nelson, Holly Hunter e Samuel L. Jackson são as vozes principais e são perfeitos. Só mesmo grandes actores podem "estar lá" sem sequer aparecerem...
Gosto mesmo deste filme. Tem imensa piada, tem acção e tem aventura... Entretenimento no seu melhor. ●●●○○
The Incredibles foi o sexto filme a ser lançado pela Pixar, mas foi o primeiro a ter personagens humanas. Todos os anteriores eram sobre a perspectiva de animais ou de monstros. Apesar deste pormenor, a qualidade dos filmes esteve sempre intocável e este não é excepção. Não sendo totalmente original, é muito bom. E digo que não é totalmente original porque as semelhanças dos Incredibles com os Fantastic Four da Marvel são demasiado óbvias para serem ignoradas: Super-força? Elasticidade? Invisibilidade? Alguém que se transforma numa tocha humana? Super-rapidez? Não há coincidências. Até a fatiota (apesar de vermelha) faz lembrar os Fantastic Four. Mas eu não tenho nenhum problema com isso, até porque só no ano seguinte à estreia dos Incredibles é que a Marvel decidiu pegar nos seus quatro heróis e levá-los ao "cinema".
The Incredibles são uma família de super-heróis na "reforma" que vivem disfarçados a tentar viver uma vida normal nos subúrbios, depois de décadas nas primeiras capas dos jornais. Mas quando um super-vilão ameaça o mundo, eles terão de voltar a revelar os seus poderes e as suas identidades e salvar a humanidade. Mais que uma história de super-heróis, é uma história de família.
Brad Bird é um dos grandes nomes da animação moderna. Já não bastava ter feito The Iron Giant (um dos meus filmes de animação favoritos) ainda me proporciona um filme como The Incredibles. O detalhe na arquitectura, na música (do John Barry, do James Bond - On Her Majesty's Secret Service) e nas roupas dos anos 60 é apenas um dos pormenor que mais salta à vista. Craig T. Nelson, Holly Hunter e Samuel L. Jackson são as vozes principais e são perfeitos. Só mesmo grandes actores podem "estar lá" sem sequer aparecerem...
Gosto mesmo deste filme. Tem imensa piada, tem acção e tem aventura... Entretenimento no seu melhor. ●●●○○
Labels:
007,
2004,
acção,
animação,
aventura,
Brad Bird,
Craig T. Nelson,
família,
Fantastic Four,
Holly Hunter,
James Bond,
Marvel,
nota3,
Pixar,
Samuel L. Jackson,
subúrbios,
super-herói,
The Incredibles
Um corretor da bolsa (ou lá o que é...) riquíssimo e de boas maneiras, é condenado a uma pena de 10 anos de prisão. Percebendo que não vai sobreviver ao ambiente duro da choldra, decide contratar um ajudante, que supostamente já esteve preso, para o preparar para os dias duros que vai passar encarcerado. Esta é uma situação que deveria dar origem a muitas e boas piadas (até pela carga racial, assunto do momento na América), mas não é o caso. Get Hard é um comédia fraquita, mais do género "os ricos vs. os pobres", que outra coisa. Tem algumas piaditas engraçadas e muito punch-line sem grande imaginação. E, basicamente, mais nada. Ah! E, por breves momentos, tem uma grande pila em primeiro plano, mas como é uma comédia é aceitável e normal. É divertido... (e este divertido é totalmente irónico...) Por acaso, é uma tendência que tenho notado ultimamente nas comédias: a incidência de piadas sexuais tem aumentado imenso desde a altura em que via comédias umas atrás das outras, o que diga-se já foi literalmente no outro século!!! Mas também pode ser coincidência... Não vejo muitas comédias. Como normalmente não têm piada nenhuma acaba por ser um pouco embaraçoso. Faço-me entender? Não sei o que acontece com as outras pessoas, mas quando vejo ,por exemplo, uma cena de stand-up e o gajo que está a falar não tem piada e o público está em silêncio sem se rir, eu começo a ficar meio embaraçado e a sentir-me mal pelo gajo que é supostamente cómico. Começo a sentir uma espécie de humilhação empática e tenho logo de mudar de canal. Nos filmes cómicos acontece-me exactamente a mesma coisa. Não é uma boa sensação. Mas também não sou propriamente um gajo normal... Adiante...
Will Ferrell faz sempre o mesmo papel e aqui continua na mesma. Tem o apoio de Kevin Hart (que é até quem traz mais piada para o filme) e Craig T. Nelson também aparece por lá, mas muito pouco. Etan Cohen realiza, mas não confundir com o Ethan Cohen. É que não tem nada a ver... Get Hard é mais uma daquelas comédia do momento: fácil, sofrível mas visível. ●○○○○
Will Ferrell faz sempre o mesmo papel e aqui continua na mesma. Tem o apoio de Kevin Hart (que é até quem traz mais piada para o filme) e Craig T. Nelson também aparece por lá, mas muito pouco. Etan Cohen realiza, mas não confundir com o Ethan Cohen. É que não tem nada a ver... Get Hard é mais uma daquelas comédia do momento: fácil, sofrível mas visível. ●○○○○
Labels:
2015,
comédia,
comentário,
Craig T. Nelson,
Etan Cohen,
Ethan Cohen,
Get Hard,
Kevin Hart,
nota1,
piada,
pila,
pobres,
prisão,
racial,
ricos,
sexo,
treino,
Will Ferrell
The Proposal é uma comédia romântica e como tal tem uma história bastante simples (não é que isto queira dizer que todas as comédias românticas têm histórias simplistas [mas sim, é mesmo isso que estou a afirmar]): Sandra Bullock é uma irascível executiva canadiana que tem de casar com o seu submisso assistente (Ryan Reynolds) para poder renovar o visto de permanência no Estados Unidos. A partir daqui é só é explorar a comédia de situação entre duas pessoas que não se dão bem, mas que lentamente se vão apaixonar e casar. Oh! Que fofinhos!... Que adoráveis!...
O que é que posso dizer mais? É uma comédia romântica... É óptima para passar em hospitais ou para acompanhar pessoas que estão de cama com gripe durante o fim de semana. Não é que seja mau, mas... Eu tento... A sério que tento. Eu até vejo estas coisas amorosas, com casamentos e tudo, mas não consigo aguentar. É demasiado "mole" para mim. Não consigo. "Sabe" sempre a artifical. Isto até está bem feito (Anne Fletcher), tem algumas boas piadas e uma série de situações cómicas que tornam o filme suportável, os actores principais são bons, os restantes (Mary Steenburgen, Craig T. Nelson, Betty White) também, mas... não é mesmo para mim. Os sacrifícios que uma pessoa faz pela arte... ●●○○○
O que é que posso dizer mais? É uma comédia romântica... É óptima para passar em hospitais ou para acompanhar pessoas que estão de cama com gripe durante o fim de semana. Não é que seja mau, mas... Eu tento... A sério que tento. Eu até vejo estas coisas amorosas, com casamentos e tudo, mas não consigo aguentar. É demasiado "mole" para mim. Não consigo. "Sabe" sempre a artifical. Isto até está bem feito (Anne Fletcher), tem algumas boas piadas e uma série de situações cómicas que tornam o filme suportável, os actores principais são bons, os restantes (Mary Steenburgen, Craig T. Nelson, Betty White) também, mas... não é mesmo para mim. Os sacrifícios que uma pessoa faz pela arte... ●●○○○
Labels:
2009,
Anne Fletcher,
Betty White,
Canadá,
casamento,
comédia,
Craig T. Nelson,
executiva,
Mary Steenburgen,
nota2,
romance,
Ryan Reynolds,
Sandra Bullock,
The Proposal,
TV,
USA





