Mostrar mensagens com a etiqueta Andrew Garfield. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Andrew Garfield. Mostrar todas as mensagens
No seu dormitório em Harvard, o estudante Mark Zuckerberg e uns amigos criam uma rede social para o "engate" e classificação de miúdas, tipo o Hi5 da altura... Com mais visão de futuro que o restante pessoal, Zuckerberg transforma a plataforma naquilo que mais tarde seria o Facebook mas é processado pelos irmãos Cameron e Tyler Winklevoss por roubo da ideia. É... Tal como estava escrito no cartaz promocional do filme "não se pode fazer 600 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos". Agora, como são para aí uns 3 mil e 600 milhões de amigos, presumo que Zuckerberg esteja ainda mais amargurado que no início e com mais alguns inimigos...
Não tenho Facebook e não pretendo ter. Já lá estive em tempos, mas desisti da coisa por não lhe ver grande utilidade e o mesmo acontece agora. Os meus vizinhos das traseiras são bastante "abertos para a comunidade" e por isso sempre que tenho necessidade cuscar a vida de alguém vou para a varanda ouvir o pessoal a "lavar roupa suja", tirar fotografias à comida e restantes coisas que se fazem no Facebook. Assim ainda poupo nos dados móveis e na bateria do telemóvel. Mas não vou falar muito mal do Facebook porque eles dominam a internet e como têm os dados de toda gente... é melhor não dizer nada. Aliás, pelo que se tem visto, nem sequer é preciso: já sabem o que vou dizer, como vou dizer, quando e a quem.. Não quero confusões. Para isso já tenho a minha vida particular...
Fico-me por dizer que The Social Network é um bom filmito, uma espécie de biopic não autorizado, com bons actores e muitíssimo bem escrito. Jesse Eisenberg dá (e muito bem) corpo e alma a Zuckerberg, ajudado por alguns secundários de luxo como Rooney Mara e Andrew Garfield. Também há Justin Timberlake, Armie Hammer e uma breve aparição de Aaron Sorkin. Fica a ressalva de que não tem a chama que se esperava (e pedia) de David Fincher, algo que já vem acontecendo nos últimos tempos. Aceitável. ●●●○○
É difícil separar o Mel Gibson-pessoa dos Mel Gibson-actor/realizador. Nos últimos anos tem estado um bocado proscrito precisamente porque o seu lado pessoal tem sobressaído demasiado e ainda por cima pelas piores razões. Depois de anos a criar uma figura de durão, homem violento e másculo (dentro e fora do cinema) é difícil de separar uma persona da outra. Eu gosto muito do Mel Gibson-actor/realizador e felizmente consigo separar as duas coisas.
Hacksaw Ridge tem o condão de reabilitar Mel Gibson para o cinema e para o grande público. (Ainda bem!) Apresenta uma história verdadeira com uma personagem pacifista, um objector de consciência que no meio de uma guerra brutal (EUA contra o Japão), se preocupa mais em defender os seus companheiros do que atacar os seus inimigos. É uma mensagem extremamente poderosa. O mais incrível de toda esta situação é que a personagem é real e a história também. Desmond Doss foi um soldado americano que apesar de todas as pressões internas do Exército dos EUA (foi a tribunal de guerra por se recusar a pegar em armas de fogo e foi alvo de constantes agressões pelos superiores hierárquicos e colegas de caserna durante a formação militar) levou a sua ideia de pacifismo avante e acabou condecorado como um grande herói de guerra pelos seus feitos: como soldado/médico salvou das trincheiras dezenas de militares (americanos e não só) de uma morte certa. O que fez é verdadeiramente heróico. Parece tão inacreditável que fui obrigado a ir confirmar. E é mesmo verdade. É uma daquelas histórias em que a realidade suplanta (e muito) a ficção e que merece ser contada e relembrada. Num mundo povoado por super-heróis de plástico e pipocas é bom saber que ainda há verdadeiros heróis e que alguém lhe dá o devido valor.
Para além da realização perfeita de Gibson, uma grande parte do valor de Hacksaw Ridge vem também dos actores: Andrew Garfield é excelente e foi muitíssimo bem escolhido; Sam Worthington, Hugo Weaving e Vince Vaughn complementam especialmente bem o protagonista e o resto do casting é muito homeogéno. As cenas de guerra são cruas e têm um "ar antigo", quase do tempo pré-efeitos especiais, o que lhe confere uma autenticidade incrível. Muito bom.
Hacksaw Ridge é muitas coisas. É um filme de guerra que é um autêntico manifesto anti-guerra sem cair em falsos moralismos. É um pedido de desculpas e de integração de Mel Gibson. Não é coincidência esta escolha da personagem. Apesar de todas as diferenças evidentes, Doss, tal como Gibson é também alguém que não é bem visto pelos seus pares, mas que prova em campo todo o seu valor e acaba por receber a atenção merecida. Noutro plano, é também a confirmação de um grande realizador que é tão bom que obviamente não precisa de enormes orçamentos para fazer bom cinema. Mas principalmente é um filme muito bom que merece ser visto. ●●●●○
Hacksaw Ridge tem o condão de reabilitar Mel Gibson para o cinema e para o grande público. (Ainda bem!) Apresenta uma história verdadeira com uma personagem pacifista, um objector de consciência que no meio de uma guerra brutal (EUA contra o Japão), se preocupa mais em defender os seus companheiros do que atacar os seus inimigos. É uma mensagem extremamente poderosa. O mais incrível de toda esta situação é que a personagem é real e a história também. Desmond Doss foi um soldado americano que apesar de todas as pressões internas do Exército dos EUA (foi a tribunal de guerra por se recusar a pegar em armas de fogo e foi alvo de constantes agressões pelos superiores hierárquicos e colegas de caserna durante a formação militar) levou a sua ideia de pacifismo avante e acabou condecorado como um grande herói de guerra pelos seus feitos: como soldado/médico salvou das trincheiras dezenas de militares (americanos e não só) de uma morte certa. O que fez é verdadeiramente heróico. Parece tão inacreditável que fui obrigado a ir confirmar. E é mesmo verdade. É uma daquelas histórias em que a realidade suplanta (e muito) a ficção e que merece ser contada e relembrada. Num mundo povoado por super-heróis de plástico e pipocas é bom saber que ainda há verdadeiros heróis e que alguém lhe dá o devido valor.
Para além da realização perfeita de Gibson, uma grande parte do valor de Hacksaw Ridge vem também dos actores: Andrew Garfield é excelente e foi muitíssimo bem escolhido; Sam Worthington, Hugo Weaving e Vince Vaughn complementam especialmente bem o protagonista e o resto do casting é muito homeogéno. As cenas de guerra são cruas e têm um "ar antigo", quase do tempo pré-efeitos especiais, o que lhe confere uma autenticidade incrível. Muito bom.
Hacksaw Ridge é muitas coisas. É um filme de guerra que é um autêntico manifesto anti-guerra sem cair em falsos moralismos. É um pedido de desculpas e de integração de Mel Gibson. Não é coincidência esta escolha da personagem. Apesar de todas as diferenças evidentes, Doss, tal como Gibson é também alguém que não é bem visto pelos seus pares, mas que prova em campo todo o seu valor e acaba por receber a atenção merecida. Noutro plano, é também a confirmação de um grande realizador que é tão bom que obviamente não precisa de enormes orçamentos para fazer bom cinema. Mas principalmente é um filme muito bom que merece ser visto. ●●●●○
Labels:
2016,
Andrew Garfield,
Desmond Doss,
drama,
EUA,
guerra,
Hacksaw Ridge,
Hugo Weaving,
II Guerra Mundial,
Japão,
médico,
Mel Gibson,
nota4,
pacifismo,
realização,
salvação,
Sam Worthington,
verdade,
Vince Vaughn
The Amazing Spider-Man 2 é a sequela de The Amazing Spider-Man. E basicamente é isso. É "sempre a mesma coisa". Volta todo o pessoal do primeiro filme (Andrew Garfield, Emma Stone, Sally Field) e também algumas novidades como Paul Giamatti que aparece como... Já nem sei quem ele é suposto ser. Acho que só aparece porque este filme já não conta com o Martin Sheen e eram precisos actores com algum nome no "lado dramático". Ou então não...
Há um jovem actor (Dane DeHaan parece promissor [mas também pode ter sido do corte de cabelo estranho...]) a fazer Harry Osborn, que quase, quase no final do filme lá se transforma no Green Goblin. E há também Jamie Foxx, como Electro, um super-herói azul eléctrico que só quer que gostem dele e que suga o poder da electricidade mas que acaba por morrer porque toma uma dose demasiado elevada de... electricidade. É triste. Mas não tão triste como The Amazing Spider-Man 2... Filme bom para se ver num domingo à tarde quando uma pessoa está com uma grande gripe e não pode sair da cama... ●○○○○
Há um jovem actor (Dane DeHaan parece promissor [mas também pode ter sido do corte de cabelo estranho...]) a fazer Harry Osborn, que quase, quase no final do filme lá se transforma no Green Goblin. E há também Jamie Foxx, como Electro, um super-herói azul eléctrico que só quer que gostem dele e que suga o poder da electricidade mas que acaba por morrer porque toma uma dose demasiado elevada de... electricidade. É triste. Mas não tão triste como The Amazing Spider-Man 2... Filme bom para se ver num domingo à tarde quando uma pessoa está com uma grande gripe e não pode sair da cama... ●○○○○
É possível estar cinco anos sem vender bilhetes? Impossível. A solução recorrente: o reboot. The Amazing Spider-Man é portanto um reboot da "série" Spider-Man que tinha terminado em 2007 com Spider-Man 3. Em termos de Hollywood, cinco anos sem um super-herói de bilheteira é uma eternidade, daí o regresso.
Como sempre, o regresso é ligeiramente diferente. Primeiro, não se chama Spider-Man, mas sim The Amazing Spider-Man. Depois, a história de como o vulgar adolescente (Andrew Garfield) se transforma num super-herói aracnídeo é ligeiramente diferente, o super-vilão (Rhys Ifans) é um que não foi utilizado nos outros filmes e a namorada (Emma Stone) segue o mesmo padrão. Também tem aquele truque "normal" dos reboots, que é mostrar um pouco mais de dramatismo (Sally Field), falar um pouco mais do background das personagens (Denis Leary) ou dar aquele tom mais "negro" (Martin Sheen) para dizer que é diferente, um pouco mais sério. De resto é sempre a mesma história. Também, o que é que se poderia mudar?...
Pelo que percebo, isto é tudo uma questão de lutas de estúdios. A Sony tem os direitos para o Spider-Man e pouco mais, enquanto outros gigantes como a Fox (com os X-Men) ou a Warner (com a DC Comics) têm universos inteiros de super-heróis para desenvolver e filmar. Não é justo, não é? Daí que o Spider-Man ande sempre sozinho sem a companhia de todos os outros super-heróis fixes... Coitado. Só tem a companhia das bilheteiras e das pipocas...
The Amazing Spider-Man está xungoso? Não. Está mal feito (Marc Webb) ou é mal representado? Não. Tem maus efeitos especiais? Também não, são sempre espectaculares. Então o que falha? A originalidade. É sempre a mesma coisa. Até eu já me canso de dizer "sempre a mesma coisa". ●○○○○
Como sempre, o regresso é ligeiramente diferente. Primeiro, não se chama Spider-Man, mas sim The Amazing Spider-Man. Depois, a história de como o vulgar adolescente (Andrew Garfield) se transforma num super-herói aracnídeo é ligeiramente diferente, o super-vilão (Rhys Ifans) é um que não foi utilizado nos outros filmes e a namorada (Emma Stone) segue o mesmo padrão. Também tem aquele truque "normal" dos reboots, que é mostrar um pouco mais de dramatismo (Sally Field), falar um pouco mais do background das personagens (Denis Leary) ou dar aquele tom mais "negro" (Martin Sheen) para dizer que é diferente, um pouco mais sério. De resto é sempre a mesma história. Também, o que é que se poderia mudar?...
Pelo que percebo, isto é tudo uma questão de lutas de estúdios. A Sony tem os direitos para o Spider-Man e pouco mais, enquanto outros gigantes como a Fox (com os X-Men) ou a Warner (com a DC Comics) têm universos inteiros de super-heróis para desenvolver e filmar. Não é justo, não é? Daí que o Spider-Man ande sempre sozinho sem a companhia de todos os outros super-heróis fixes... Coitado. Só tem a companhia das bilheteiras e das pipocas...
The Amazing Spider-Man está xungoso? Não. Está mal feito (Marc Webb) ou é mal representado? Não. Tem maus efeitos especiais? Também não, são sempre espectaculares. Então o que falha? A originalidade. É sempre a mesma coisa. Até eu já me canso de dizer "sempre a mesma coisa". ●○○○○
Labels:
2012,
acção,
Andrew Garfield,
DC Comics,
Denis Leary,
Emma Stone,
Fox,
Marc Webb,
Martin Sheen,
Marvel,
nota1,
reboot,
Rhys Ifans,
Sally Field,
Sony,
Spider-Man,
super-herói,
The Amazing Spider-Man,
Warner Bros



