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Tal como previsto para a saga de produtos Fast & Furious, aqui está um spin-off, a que gosto de chamar "Calvin & Hobbs". Acho que é mais apropriado... E, por muito que tente, pouco mais há a dizer. Dwayne Johnson e Jason Statham andam à porrada e insultam-se constantemente (como se fosse a brincar, mas pelo que li até foi mais ou menos a sério...) até descobrirem que Idris Elba é um perigoso criminoso cibernético (!??) que põe o mundo em sobressalto... Vanessa Kirby está ali porque tem umas curvas jeitosas e também porque hoje em dia é quase obrigatório ter uma mulher que dê porrada em homens, e finalmente Helen Mirren aparece para dar um pouco de credibilidade à coisa, o que seguramente não acontece, porque é literalmente impossível. David Leitch faz de realizador, mas na verdade é um ex-duplo, daí que esteja totalmente à vontade para fazer uma coisa destas, sendo que "uma coisa destas" é o Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw, uma espécie de Fast & Furious com a sua inevitável ligação emocional à "famiglia", mas em versão Ilhas Samoa... E pronto, é isto... Espera-se a sequela ou um novo spin-off de animação baseado naquele cão que corre atrás do carro do Vin Diesel na parte 3 da franchise... ●○○○○

Depois de andar a dar umas voltas pelo Universo, a tripulação da USS Enterprise é atacada e presa num planeta desconhecido. Ainda não sabem, mas o culpado é o Idris Elba. Deviam ter visto os outros filmes, porque tal como o episódio anterior, isto é uma cópia mais ou menos surrupiada de um episódio da série de filmes anterior. Seja como for, Shatner, Nimoy,... perdão!..., Kirk, Spock e restante tripulação têm de fugir do planeta e salvar novamente a Federação dos Planetas Unidos. E assim se chega a Star Trek: Beyond... o décimo terceiro filme da saga Star Trek., desta vez pela mãos de Justin Lin. Se alguém achava que era um exagero o Star Wars já ir para o 9.º ou 10.º filme então ainda não percebeu que isto nunca mais vai parar enquanto se venderem pipocas nos cinemas. Haverá mais aventuras da USS Enterprise? Que pergunta. Claro que vai haver. Pode mudar o elenco, o design da nave, os nomes dos planetas, a qualidade dos efeitos especiais, os conceitos de espaço e tempo, e até pode mudar toda a existência do Universo, mas há uma coisa que nunca muda: o desejo infinito dos estúdios de cinema em facturar. E para além disso, ainda há uma serie de temas que não foram abordados neste reboot: a nova equipa ainda não veio para Terra dos dias de hoje através de uma máquina do tempo; não trouxeram à baila os cyborgs e as máquinas "pensantes"; e ainda não foi abordada a questão ecológica que até está tão na moda hoje em dia... Quer dizer... Falta ainda tanta coisa para filmar... Por isso mesmo tenho a certeza absoluta que haverá um Star Trek IV, um V e mesmo um Star Trek VI... antes de fazerem um novo reboot. ●○○○○ P.S. Originalmente ia-lhe dar só uma bolinha, porque já tinha entrado no loop do sucesso sem fazer nada de novo... Mas tenho de lhe melhorar a classificação. Porque alguém que escolhe a Sabotage dos Beastie Boys sobe sempre na minha consideração... ●●○○○

Por vezes reparo em pormenores quotidianos estranhos. Uma coisa que reparei ultimamente é que quando alguém fala em ir jantar fora, toda a gente saca do telemóvel e vai logo consultar sites tipo Zomato (!?) e semelhantes e vai ver os reviews. Será bom? Será caro? Tem muita lista de espera? O que é que o resto do pessoal diz sobre o espaço? Qual é a pontuação?
Mas esta situação só se aplica aos restaurantes ditos "normais". Quando um gajo vai comer um hambúrguer ao McDonald's ou ao BurgerKing, ninguém vai consultar nada porque já sabe o que vai encontrar: é sempre a mesma coisa, com o mesmo aspecto, com o mesmo sabor, em todo o lado, a qualquer hora.
Thor: Ragnarok, de Taika Waititi, é um hamburger. É sempre a mesma coisa, com o mesmo aspecto, com o mesmo sabor, em todo o lado, a qualquer hora. Só que em vez de serem asinhas de frango panadas do KFC, são uns filmes da Marvel. É aqui que o caminho diverge. Para umas pessoas é exactamente aquilo que querem comer para sempre, porque é doce, salgado e saboroso e ainda por cima, acompanhado de uma Coca-Cola gelada, é a melhor refeição de sempre... Para outras pessoas, não é que seja desagradável de se saborear, mas o sabor é o mesmo de sempre, parece comida feita de plástico (ei! não fui eu que inventei o termo...), e conforme as pessoas, um bocadinho enjoativo no final... Pessoalmente, evito estas comidas "plásticas", porque simplesmente não estou habituado e depois porque fico sempre mal disposto: ando a arrotar a hambúrguer durante horas. Acho que o meu organismo não consegue digerir aquilo... Bem, mas chega de falar de comida de plástico... Ou então, não!
Apenas um recado para a Marvel. Antigamente, não passaria pela cabeça de ninguém, abrir uma casa de venda de hambúrgueres, quando havia McDonald's a 5 euros e até ofereciam uns brinqueditos de plástico para a criançada. Depois apareceram as casas de hambúrgueres "artesanais" (que é uma forma chique de dizer que são verdadeiros...), as pessoas aperceberam-se do sabor artificial do que andavam a comer e a McDonald's teve de implementar pequenos-almoços com a duração de um dia inteiro... e agora até andam a meter queijos diferentes, tipo o Brie para lhe poder chamar gourmet...
Chris Hemsworth e Tom Hiddleston são o hambúrguer e o molho insubstituíveis deste menu; a parte gourmet dá pelo nome de actores como Cate Blanchett, Idris Elba, Jeff Goldblum, Karl Urban, Mark Ruffalo, Anthony Hopkins e Benedict Cumberbatch... o resto tem o mesmo sabor de sempre: esquecível. Apesar das parecenças, uma das grandes diferenças entre estes filmes e a comida de plástico é que a junk food causa-me indisposição, enquanto que os filmes de plástico causam-me esquecimento... É o principal problema da massificação e industrialização do cinema: vi o filme há tão pouco tempo, mas mesmo assim, já se me varreu do cérebro. Não me lembro de quase nada... Só me vem à cabeça uma coisa: "cinema-de-plástico". ●○○○○

The Dark Tower... vê-se. Não é cansativo, mas é a mesma formula antiga "Stephen King" em que uma criança com "shining" é perseguida pelas suas visões, mas agora com a novidade de universos paralelos, demónios e pistoleiros em risco de extinção.
É perfeitamente suportável, mas é algo já muito visto e explorado, até mesmo pelo próprio "king". Dois excelentes actores (Matthew McConaughey e Idris Elba) e um miúdo (Tom Taylor) sem muito carisma, aguentam perfeitamente bem este filme de acção com uns pózinhos místicos. Em alguns momentos, quase parecia que estava a ver um "filme de natal"... Isso nunca é bom.. Totalmente "esquecível". ●○○○○

Robots gigantes, monstros extraterrestres gigantes, lutas gigantes com contentores a fazerem de luvas de boxe, petroleiros a servir de arma de arremesso, arranha-céus a serem despedaçados como se fossem feitos de papel... Pacific Rim é o filme de sonho para qualquer miúdo de 12 anos.
É um bom filmito de acção/ficção científica em tamanho XXL, com uma história original muito bem escrita, com algum "miolo" e ainda por cima, está muito bem feito.
Pacific Rim tem acção, tem drama, tem comédia, e não é imbecil como é norma nos filmes de entretenimento total. Está muito bem feito. Para o tipo de filme que é, está muito bom. O design da produção está excelente e até a música original é boa.
Bons actores ajudam sempre (Charlie Hunnam, Idris Elba, Rinko Kikuchi, Ron Perlman) e uma grande direcção de Guillermo del Toro (como já é normal) ajuda ainda mais. Uma agradável surpresa. É mais que óbvio que terá pelo menos mais uma sequela... ●●●○○

Um carteirista americano a residir em França mete-se involuntariamente numa cena de terrorismo, o que leva ao envolvimento de um implacável agente da CIA.
Apesar de não ser um filme memorável, Bastille Day, de James Watkins é um filmito de acção e porrada aceitável.
Como é uma produção europeia, tem aquelas cenas de acção e perseguições pouco polidas e menos exageradas que o habitual (logo, mais realistas) e por isso não chateia.
Tem um casting jeitoso com Richard Madden, Charlotte Le Bon, Kelly Reilly e José Garcia, bem liderado pelo cada vez mais carismático Idris Elba. Se nada de estranho acontecer, Idris Elba tem tudo para ser um dos actores mais requisitados dos próximos anos. É um excelente actor e tem um perfil que lhe permite encaixar tanto num filme dramático como no mais banal filme de acção.
Bastille Day vê-se, mas esquece-se facilmente. ●○○○○

Continuação daqui...

Continuando a adaptação de BD's de sucesso da Marvel, chegou em 2011, Thor. Não é tão mau quando esperava, apesar de ser mais uma história plana, com bons de um lado e maus do outro. A mão de Kenneth Branagh nota-se, mas não consegue resolver todos os problemas inerentes a filmes de super-heróis. Custa-me um pouco criticar estes filmes, pois só imagino a trabalheira que é juntar um puzzle técnico de 150 milhões de dólares. Tecnicamente complexo não quer dizer que seja bom. Chris Hemsworth, que já li algures que é o homem mais sexy do mundo encabeça um elenco que se poderia chamar de luxo (Anthony Hopkins, Natalie Portman, Stellan Skarsgård e Idris Elba) se estivessem ali mesmo para representar e não para dar alguma credibilidade ao filme. O filme até é surpreendentemente melhor do que seria de esperar. Tem boas piadas e um ritmo descontraído. É entretenimento puro e duro e tem a história que toda a gente quer ver: o bom ganha no fim e o mau perde. Por acaso, o mau é irmão do bom e fica retido para a sequela à espera de boas vendas de bilheteira. Thor não tem nada de propriamente mau, mas não deixa de ser mais um filme de super-heróis que se vê e se esquece rapidamente... ●●○○○



Felizmente, para Tom Hiddleston - o actor que dá corpo a Loki, o irmão mau do Thor - as vendas de bilhetes foram um sucesso. Sendo assim, ele está de regresso para mais um incursão em Thor: The Dark World (2013), juntamente com grande parte do elenco do primeiro filme. Ainda bem, porque Hiddleston parece ser um bom actor apesar de nestes filmes andar sempre "disfarçado". a personagem dele perde outra vez no fim. Acho eu. Já não me lembro bem. Este filme consegue ser muito mais irrelevante que o primeiro, portanto tirando as explosões, os efeitos especiais caríssimos, as perseguições alucinantes e o martelo do Thor a voar, já nao me lembro de mais nada. Tem qualquer coisa a ver com um seres ancestrais e uma arma mitológica qualquer que... vai destruir a Terra. E não é sempre assim?... O Thor ganhou (como é óbvio), mas no final houve um problema qualquer com o irmão que se fez passar pelo pai. Foi tão memorável que já não me lembro do que aconteceu, mas sei que ficou com o final em aberto para um possível terceiro capítulo. Portanto, agora, é uma questão do estúdio fazer as contas e ver se deu lucro ou não... E não dá sempre?... ●○○○○

 
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