Tal como previsto para a saga de produtos Fast & Furious, aqui está um spin-off, a que gosto de chamar "Calvin & Hobbs". Acho que é mais apropriado... E, por muito que tente, pouco mais há a dizer. Dwayne Johnson e Jason Statham andam à porrada e insultam-se constantemente (como se fosse a brincar, mas pelo que li até foi mais ou menos a sério...) até descobrirem que Idris Elba é um perigoso criminoso cibernético (!??) que põe o mundo em sobressalto... Vanessa Kirby está ali porque tem umas curvas jeitosas e também porque hoje em dia é quase obrigatório ter uma mulher que dê porrada em homens, e finalmente Helen Mirren aparece para dar um pouco de credibilidade à coisa, o que seguramente não acontece, porque é literalmente impossível. David Leitch faz de realizador, mas na verdade é um ex-duplo, daí que esteja totalmente à vontade para fazer uma coisa destas, sendo que "uma coisa destas" é o Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw, uma espécie de Fast & Furious com a sua inevitável ligação emocional à "famiglia", mas em versão Ilhas Samoa... E pronto, é isto... Espera-se a sequela ou um novo spin-off de animação baseado naquele cão que corre atrás do carro do Vin Diesel na parte 3 da franchise... ●○○○○
Mostrar mensagens com a etiqueta David Leitch. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta David Leitch. Mostrar todas as mensagens
Atomic Blonde é mais uma apropriação cinematográfica do vasto mundo da BD. Ou como lhe chamam agora, novela gráfica. Existe esta diferença importante, especialmente devido à temática. Lembro-me de quando era (mais) miúdo e as BD's eram muito mais inócuas no que dizia respeito à realidade do dia-a-dia. Daí que as BD's fizessem furor e tivessem sempre sucesso. As pessoas liam BD como uma forma de escape aos problemas do dia-a-dia e aos problemas do mundo. Entrava-se num mundo de fantasia e o truque do sucesso era exactamente esse. De há uns anos para cá as coisas foram-se misturando e as BD's tornaram-se mais realistas e começaram a tocar em temas que mais ninguém tinha coragem para tocar. Neste caso particular, o pano de fundo são o final dos anos 80 (outra vez?!), a eminente queda do Muro de Berlim e uma trama de espiões com tanta traição à mistura e tão confusa que a determinado ponto pensei que estava a ficar demasiado burro para entender o filme.
O que vale é que Atomic Blonde é um filme de acção. Tem uma uma loiraça "atómica" (percebi o trocadilho; e é uma loiraça cheia de estilo) e muitas cenas de porrada, por isso a história acaba por ser mais um acessório do que propriamente o fio condutor. Percebe-se bem porquê. David Leitch, como antigo duplo e director de cenas de porrada, é o realizador perfeito para este filme e isso nota-se nas cenas de acção impecavelmente realistas. Boas cenas de acção enquadradas numa grande fotografia, muito graças ao omnipresente néon rosa evocativo dos 80's. E claro, a música ajuda sempre, porque como já disse um milhão de vezes, não há música como a dos 80's...
Charlize Theron está impecavelmente sexy como sempre a que acresce uma agressividade pouco vista, mas o restante pessoal como James McAvoy, Eddie Marsan, John Goodman ou Toby Jones também ajudam.
Atomic Blonde é mais uma chiclete de acção, mas por estar tão bem feita e por ter aquele aspecto old school, até se vê bem. ●●○○○
O que vale é que Atomic Blonde é um filme de acção. Tem uma uma loiraça "atómica" (percebi o trocadilho; e é uma loiraça cheia de estilo) e muitas cenas de porrada, por isso a história acaba por ser mais um acessório do que propriamente o fio condutor. Percebe-se bem porquê. David Leitch, como antigo duplo e director de cenas de porrada, é o realizador perfeito para este filme e isso nota-se nas cenas de acção impecavelmente realistas. Boas cenas de acção enquadradas numa grande fotografia, muito graças ao omnipresente néon rosa evocativo dos 80's. E claro, a música ajuda sempre, porque como já disse um milhão de vezes, não há música como a dos 80's...
Charlize Theron está impecavelmente sexy como sempre a que acresce uma agressividade pouco vista, mas o restante pessoal como James McAvoy, Eddie Marsan, John Goodman ou Toby Jones também ajudam.
Atomic Blonde é mais uma chiclete de acção, mas por estar tão bem feita e por ter aquele aspecto old school, até se vê bem. ●●○○○
Labels:
2017,
acção,
anos 80,
Atomic Blonde,
BD,
Charlize Theron,
David Leitch,
duplo,
Eddie Marsan,
James McAvoy,
John Goodman,
Muro de Berlim,
néons,
nota2,
novela gráfica,
porrada,
sexy,
Toby Jones
Esta (previsível) saga Deadpool é um case study. Não a percebo. Não entendo o super-herói e nem sequer entendo os seus poderes. Eu também conheço
muito pouco das bandas desenhadas e portanto nem sequer conheço este
super-herói. Ou melhor, este anti-super-herói. Basicamente é uma personagem que vai sendo alterada à medida que for
preciso. É impressão minha, ou havia um Deadpool completamente diferente num dos filmes do
Wolverine? Não interessa. Ignora-se.
Não consigo ver aqui nenhum significado e é insultuosa para tudo e todos, inclusivé para o próprio universo a que pertence. Tem a linguagem mais vulgar que me lembro de ver num filme mainstream. Parece que todos os personagens aprenderam a falar com um chulo dos anos 70. Sinceramente, mais que outra coisa qualquer, isto parece uma forma de escape para o pessoal da Marvel. Como se eles próprios quisessem criticar o seu próprio universo "vazio" mas não tivessem essa opção pois insultariam os milhões de fãs que os alimentam. Daí que Deadpool (de Tim Miller) funcione quase como uma válvula de escape para todo o ecossistema Marvel.
E mais. Pensando bem no assunto, o irónico de toda esta situação, é que Deadpool acaba por funcionar quase como uma caixa de ressonância para a crítica profissional: a personagem passa todo o filme a criticar exactamente os mesmos pontos que os críticos e diz aquilo que eles não podem dizer em público, mas que pensam enquanto assistem sorridentes nas ante-estreias. Pensando bem, este Deadpool é, se calhar, o super-herói favorito dos críticos. Quem sabe se Deadpool não é mesmo o derradeiro crítico profissional por baixo daquela fatiota vermelha? É uma incógnita com que o mundo vai ter de aprender a lidar...
Por muito que eu não goste deste filme, tenho de admitir que tem algumas piadas bem construídas e pela crítica inerente e imparável, acaba por funcionar como um antídoto aos "normais" filmes de super-heróis e foi algo totalmente diferente do que já tinha visto. E isso é positivo em qualquer situação. Até mesmo num filme como o Deadpool. ●●○○○
Depois do imenso êxito que foi insultar meio mundo "normal" e a totalidade do mundo dos "heróis", eis que chega a inevitável sequela, com Ryan Reynolds (o verdadeiro alter-ego de Deadpool...) e Morena Baccarin a regressarem aos seus papéis. Deadpool 2 (de David Leitch) acrescenta mais insultos ao anterior, mais quebras da "quarta parede" e o também inevitável super-vilão representado por um actor (Josh Brolin - excelente em qualquer situação) de renome principescamente pago para dar alguma credibilidade a um filme que não o tem e assim também chamar mais clientela para o balcão das pipocas. É receita garantida e funciona sempre, portanto "em equipa que ganha não se mexe" e assim aconteceu mais uma vez. Espera-se um buraco no longo rol de filmes de super-herois já agendados para os próximos anos, para assim poder encaixar um Deadpool 3, que de certeza será ainda mais vulgar e insultuoso. Isto só vai parar quando o público se chatear com um piada inofensiva qualquer... ●○○○○
Não consigo ver aqui nenhum significado e é insultuosa para tudo e todos, inclusivé para o próprio universo a que pertence. Tem a linguagem mais vulgar que me lembro de ver num filme mainstream. Parece que todos os personagens aprenderam a falar com um chulo dos anos 70. Sinceramente, mais que outra coisa qualquer, isto parece uma forma de escape para o pessoal da Marvel. Como se eles próprios quisessem criticar o seu próprio universo "vazio" mas não tivessem essa opção pois insultariam os milhões de fãs que os alimentam. Daí que Deadpool (de Tim Miller) funcione quase como uma válvula de escape para todo o ecossistema Marvel.
E mais. Pensando bem no assunto, o irónico de toda esta situação, é que Deadpool acaba por funcionar quase como uma caixa de ressonância para a crítica profissional: a personagem passa todo o filme a criticar exactamente os mesmos pontos que os críticos e diz aquilo que eles não podem dizer em público, mas que pensam enquanto assistem sorridentes nas ante-estreias. Pensando bem, este Deadpool é, se calhar, o super-herói favorito dos críticos. Quem sabe se Deadpool não é mesmo o derradeiro crítico profissional por baixo daquela fatiota vermelha? É uma incógnita com que o mundo vai ter de aprender a lidar...
Por muito que eu não goste deste filme, tenho de admitir que tem algumas piadas bem construídas e pela crítica inerente e imparável, acaba por funcionar como um antídoto aos "normais" filmes de super-heróis e foi algo totalmente diferente do que já tinha visto. E isso é positivo em qualquer situação. Até mesmo num filme como o Deadpool. ●●○○○
Depois do imenso êxito que foi insultar meio mundo "normal" e a totalidade do mundo dos "heróis", eis que chega a inevitável sequela, com Ryan Reynolds (o verdadeiro alter-ego de Deadpool...) e Morena Baccarin a regressarem aos seus papéis. Deadpool 2 (de David Leitch) acrescenta mais insultos ao anterior, mais quebras da "quarta parede" e o também inevitável super-vilão representado por um actor (Josh Brolin - excelente em qualquer situação) de renome principescamente pago para dar alguma credibilidade a um filme que não o tem e assim também chamar mais clientela para o balcão das pipocas. É receita garantida e funciona sempre, portanto "em equipa que ganha não se mexe" e assim aconteceu mais uma vez. Espera-se um buraco no longo rol de filmes de super-herois já agendados para os próximos anos, para assim poder encaixar um Deadpool 3, que de certeza será ainda mais vulgar e insultuoso. Isto só vai parar quando o público se chatear com um piada inofensiva qualquer... ●○○○○
Labels:
2016,
2018,
acção,
comédia,
David Leitch,
Deadpool,
Deadpool 2,
insulto,
Josh Brolin,
Marvel,
Morena Baccarin,
nota1,
nota2,
Ryan Reynolds,
sangue,
sequela,
super-herói,
Tim Miller,
violência,
Wolverine


