Uma mulher lindíssima contrata um ex-militar, perito em explosivos, para vingar a morte da sua família às mãos da máfia de Miami. Eis o filme de acção/thriller à maneira dos anos 90. Muita acção, grandes explosões (aqui o perito em explosivos é mesmo para justificar as explosões...), muita sexualidade subliminar (e algumas maminhas) e muita testosterona envolvidas numa história de vingança sem grandes desvios. Os filmes desta altura ainda tinham todo o ADN dos anos 80, mas começavam a fazer uma mudança gradual para terem um ar mais sério e mais realista. Eram relativamente bonzitos de se ver, apesar de seguirem sempre o mesmo esquema de história. Este The Specialist, de Luis Llosa não é bem o caso. Vive essencialmente das suas "estrelas": Sylvester Stallone (já na sua fase descendente de carreira, quando começava a parecer velho de mais para ser um herói de acção, mas novo demais para ser um actor dramático), Sharon Stone (no pico da beleza e sensualidade), James Woods (um excelente rival), Rod Steiger (um nome para dar credibilidade ao filme) e o mauzão seboso típico dos anos 80/90's, Eric Roberts. Tudo o resto é tirado do text-book dos filmes de acção dos 80's. É isso que estraga estes filmes: são muito "chapa4". Parecem todos iguais. Ironicamente, ainda hoje em dia, continua a ser muito utilizado, e continuam a sofrer do mesmo problema. É uma peça histórica, mas sem muito valor. ●○○○○
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A saga Police Academy é caso para um estudo aprofundado sobre a evolução da sociedade. Pelo menos, da sociedade que se senta numa sala de cinema ou em casa para ver um filme. É caso para dizer: "só mesmo nos anos 80!" A lista de sequelas é épica e só pode ser comparada com os sucessos em contínuo das franchises dos filmes de terror: Police Academy, Police Academy 2: Their First Assignment, Police Academy 3: Back in Training, Police Academy 4: Citizens on Patrol, Police Academy 5: Assignment: Miami Beach, Police Academy 6: City Under Siege e Police Academy: Mission to Moscow. (Fogo! Só enumerar os filmes já é uma trabalheira...)
Quando era miúdo adorava estes filmes. Ria que me fartava com os tombos e as palhaçadas. Adorava as partidas desmioladas que os maus pregavam aos bons e ainda adorava mais quando no final os bons passavam uma rasteira aos maus. Police Academy era pura inocência... Pelos vistos, e de devido ao enorme sucesso dos filmes, não estava sozinho. Deliciava-me com a autêntica parada de personagens estereotipadas: o Steve-Mahoney-Guttenberg, o Jones, aquele gajo que imitava todos os sons (Michael Winslow), a boazona Callahan das big boobs (Leslie Easterbrook), o Bubba-big-black-dude-Smith, o gajo-louco-tipo-animal-dos-marretas, o inesquecível Zed (Bobcat Goldthwait) e o inseparável companheiro Sweetchuck (Tim Kazurinsky), o Tackleberry (David Graf) uma espécie de Harry Callahan destrambelhado, o distraído Comandante Lassard (George Gaynes) e o mau da fita, o Tenente Harris (G.W. Bailey), bem como o seu lambe-botas de estimação Proctor (Lance Kinsey).
Mas não foram só "desconhecidos" a passarem pelo elenco: também por lá passou a Kim Cattrall, a Sharon Stone, o Ron Perlman e até o Christopher Lee! Este é aquele caso em que se pode dizer que todos temos os nossos maus momentos na vida...
Lembro-me que nessa altura era grande sucesso o tema dos polícias, especialmente a mítica série de TV, Hill Street Blues, donde até parece terem sido copiadas algumas das personagens. Lembro-me também que estavam na moda as comédias tipo Porky's e Bachelor Party (Solteiros e Tarados, em português) e parece-me que alguma da inspiração também veio daí.
Devo ter visto estes filmes umas boas dúzias de vezes. Gosto deles porque me lembra uma altura em que tudo era inocente. Quer dizer, nada era inocente, eu é que via as coisas de outra forma. É como ver alguém a passar numa bicicleta BMX com um amortecedor no meio: não é a bicicleta que é de boa qualidade, o que ela lembra é que é bom. Police Academy é mais um caso agudo de saudosismo que outra coisa.
O Canal 1 andou a repôr alguns dos filmes e não resisti a ver umas cenas aqui e ali. E todos os filmes que já pareciam maus, hoje ainda pareceram (muito) piores. Não consegui aguentar ver mais que uns minutos, mas deu para perceber que mais que uma série de filmes, Police Academy funcionou durante tanto tempo, porque basicamente era uma "série de TV" que era projectada nos cinemas. Só que era uma série com episódios de hora e meia e que só davam de ano a ano. Aliás, os filmes parecem filmados como uma série. Por vezes parecem quase telefilmes. Não é de estranhar que a maior parte dos realizadores destes filmes pertencem ao mundo das séries de TV...
Mas se se pensar bem, este é um fenómeno estranho. Mesmo sendo um objecto de quase nulidade cinematográfica sempre foram um sucesso. O filme original deu origem a 6 sequelas e acho que até chegou a haver uma série de TV!. E haverá alguém que nunca ouviu falar da Academia de Polícia? Tenho muitas dúvidas...
Por muito maus que sejam, estes filmes marcaram uma era (ou o fim dela?) e, pessoalmente, marcaram a minha juventude. Apenas e só por isso levam a "estrelinha", porque como filmes, são uma nulidade.
Só espero é que não se lembrem de fazer um remake desta coisa. Ou mais correctamente, um reboot, porque já se conta com as (possíveis) sequelas e tudo... ●○○○○
Quando era miúdo adorava estes filmes. Ria que me fartava com os tombos e as palhaçadas. Adorava as partidas desmioladas que os maus pregavam aos bons e ainda adorava mais quando no final os bons passavam uma rasteira aos maus. Police Academy era pura inocência... Pelos vistos, e de devido ao enorme sucesso dos filmes, não estava sozinho. Deliciava-me com a autêntica parada de personagens estereotipadas: o Steve-Mahoney-Guttenberg, o Jones, aquele gajo que imitava todos os sons (Michael Winslow), a boazona Callahan das big boobs (Leslie Easterbrook), o Bubba-big-black-dude-Smith, o gajo-louco-tipo-animal-dos-marretas, o inesquecível Zed (Bobcat Goldthwait) e o inseparável companheiro Sweetchuck (Tim Kazurinsky), o Tackleberry (David Graf) uma espécie de Harry Callahan destrambelhado, o distraído Comandante Lassard (George Gaynes) e o mau da fita, o Tenente Harris (G.W. Bailey), bem como o seu lambe-botas de estimação Proctor (Lance Kinsey).
Mas não foram só "desconhecidos" a passarem pelo elenco: também por lá passou a Kim Cattrall, a Sharon Stone, o Ron Perlman e até o Christopher Lee! Este é aquele caso em que se pode dizer que todos temos os nossos maus momentos na vida...
Lembro-me que nessa altura era grande sucesso o tema dos polícias, especialmente a mítica série de TV, Hill Street Blues, donde até parece terem sido copiadas algumas das personagens. Lembro-me também que estavam na moda as comédias tipo Porky's e Bachelor Party (Solteiros e Tarados, em português) e parece-me que alguma da inspiração também veio daí.
Devo ter visto estes filmes umas boas dúzias de vezes. Gosto deles porque me lembra uma altura em que tudo era inocente. Quer dizer, nada era inocente, eu é que via as coisas de outra forma. É como ver alguém a passar numa bicicleta BMX com um amortecedor no meio: não é a bicicleta que é de boa qualidade, o que ela lembra é que é bom. Police Academy é mais um caso agudo de saudosismo que outra coisa.
O Canal 1 andou a repôr alguns dos filmes e não resisti a ver umas cenas aqui e ali. E todos os filmes que já pareciam maus, hoje ainda pareceram (muito) piores. Não consegui aguentar ver mais que uns minutos, mas deu para perceber que mais que uma série de filmes, Police Academy funcionou durante tanto tempo, porque basicamente era uma "série de TV" que era projectada nos cinemas. Só que era uma série com episódios de hora e meia e que só davam de ano a ano. Aliás, os filmes parecem filmados como uma série. Por vezes parecem quase telefilmes. Não é de estranhar que a maior parte dos realizadores destes filmes pertencem ao mundo das séries de TV...
Mas se se pensar bem, este é um fenómeno estranho. Mesmo sendo um objecto de quase nulidade cinematográfica sempre foram um sucesso. O filme original deu origem a 6 sequelas e acho que até chegou a haver uma série de TV!. E haverá alguém que nunca ouviu falar da Academia de Polícia? Tenho muitas dúvidas...
Por muito maus que sejam, estes filmes marcaram uma era (ou o fim dela?) e, pessoalmente, marcaram a minha juventude. Apenas e só por isso levam a "estrelinha", porque como filmes, são uma nulidade.
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The Quick and the Dead é um western que vai buscar o título a uma frase bíblica que resume o facto de todos nós, mais cedo ou mais tarde, sermos julgados pelos nossos pecados, quer estejamos vivos (the quick) ou mortos (the dead). É bastante apropriado, visto que toda a história gira duma sádica competição tipo torneio, mas envolvendo um duelo de armas até à morte, mano a mano. Mais western que isto não pode ser... O título é algo dúbio já que também se aplica à rapidez do dedo no gatilho. Nos westerns e em particular nos duelos, a rapidez a sacar e disparar é o que separa basicamente os vivos dos mortos... Mas as referências bíblicas estão lá todas, como por exemplo a personagem de Gene Hackman se chamar Herod ou Russel Crowe interpretar um padre, arrependido, depois de anos como bandido.
À primeira vista, até pode parecer, mas o filme não tem grande história. Por vezes até se torna repetitivo e copia (ou inspira-se?) mais noutros westerns do que arranja material original. É um filme com mais estilo do que substância. Mas ainda assim tem duas coisas muito boas: a parada de estrelas e a realização.
Em relação a actores é só ver a lista: Sharon Stone (que fica bem em qualquer situação ou papel), Gene Hackman (um "senhor" do cinema que não precisa de apresentações), Russell Crowe (um actor razoável, inflacionado por "filmes de óscares" mas que aqui até escapa), Leonardo DiCaprio (tão novinho que ainda era a perdição das teenagers-coleccionadoras-de-posters-da-Bravo) e Lance Henriksen (um gajo cheio de estilo seja em que filme for).
Mas o que mais salta à vista em The Quick and the Dead é a realização de Sam Raimi. Por vezes não se percebe muito bem porque é que alguns realizadores se destacam e outros não. Sam Raimi é um caso particular e de estudo. Ele conseguiu criar uma estética, mas acima de tudo, uma linguagem visual própria e original que aparentemente funciona em qualquer género de filme. Criou essa linguagem para o excelente Evil Dead e foi um sucesso. Mais tarde aplicou a mesma receita com super-heróis (ainda que com um lado bastante negro) em Darkman. (percebe-se como Raimi aparece anos mais trade a dirigir a saga Spider-Man). Mas essa lógica visual continua a funcionar até num western verdadeiramente à moda antiga. E funciona sempre muito bem. É um tipo de realização tão particular que mesmo quem não saiba quem é o realizador consegue facilmente identificá-lo graças à estética. Acho isso incrível.
The Quick and the Dead não é nada de espectacular ou muito memorável, mas entretém sem ser totalmente desmiolado. Vê-se bem. Para quem é um fã do Sam Raimi ainda se vê melhor. ●●○○○
À primeira vista, até pode parecer, mas o filme não tem grande história. Por vezes até se torna repetitivo e copia (ou inspira-se?) mais noutros westerns do que arranja material original. É um filme com mais estilo do que substância. Mas ainda assim tem duas coisas muito boas: a parada de estrelas e a realização.
Em relação a actores é só ver a lista: Sharon Stone (que fica bem em qualquer situação ou papel), Gene Hackman (um "senhor" do cinema que não precisa de apresentações), Russell Crowe (um actor razoável, inflacionado por "filmes de óscares" mas que aqui até escapa), Leonardo DiCaprio (tão novinho que ainda era a perdição das teenagers-coleccionadoras-de-posters-da-Bravo) e Lance Henriksen (um gajo cheio de estilo seja em que filme for).
Mas o que mais salta à vista em The Quick and the Dead é a realização de Sam Raimi. Por vezes não se percebe muito bem porque é que alguns realizadores se destacam e outros não. Sam Raimi é um caso particular e de estudo. Ele conseguiu criar uma estética, mas acima de tudo, uma linguagem visual própria e original que aparentemente funciona em qualquer género de filme. Criou essa linguagem para o excelente Evil Dead e foi um sucesso. Mais tarde aplicou a mesma receita com super-heróis (ainda que com um lado bastante negro) em Darkman. (percebe-se como Raimi aparece anos mais trade a dirigir a saga Spider-Man). Mas essa lógica visual continua a funcionar até num western verdadeiramente à moda antiga. E funciona sempre muito bem. É um tipo de realização tão particular que mesmo quem não saiba quem é o realizador consegue facilmente identificá-lo graças à estética. Acho isso incrível.
The Quick and the Dead não é nada de espectacular ou muito memorável, mas entretém sem ser totalmente desmiolado. Vê-se bem. Para quem é um fã do Sam Raimi ainda se vê melhor. ●●○○○
Sempre que se falar de ficção científica, Total Recall será mencionado. Porquê? Porque é icónico, original, violento e por vezes até é cómico, roçando o satírico. É um filme que marca verdadeiramente pela diferença. Paul Verhoeven conseguiu criar um visual que é tão particular que se torna inconfundível. Quando uma pessoa vê Total Recall não se lembra de mais nada parecido. Só mesmo... Total Recall. Ou outro filme posterior de Verhoeven.
É uma história tão louca, paranóica e original que só podia vir da cabeça mirabolante de Philip K. Dick. E ninguém melhor que Verhoeven para a adaptar ao cinema. Há cenas memoráveis como a da cabeça explosiva da velhota, sem esquecer os muitos personagens mutantes, especialmente aquela com as inesquecíveis três mamas. Este filme é uma soma de todos os excessos dos anos 80. É curioso perceber que nos anos 80 o futuro era visto como sendo sempre muito colorido e recheado de cores fortes... Hoje em dia, o futuro é sempre visto em tons de azul escuro...
A história tem tudo que ver com percepção, perda de identidade, realidade ou ficção e não podia ser melhor. Num futuro próximo, os humanos colonizam Marte e tentam transformar o planeta num sítio habitável. Como o futuro no cinema é sempre distópico, no meio do processo há opressores e oprimidos, com uma "resistência" a intrometer-se na história. Aqui na Terra, um pacato funcionário da construção que tem sonhos recorrentes com Marte, sente um vazio na sua vida e decide recorrer a uma empresa, a Rekall Inc., que garante conseguir implantar memórias iguais às verdadeiras. A Rekall é como uma empresa de viagens, mas sem a chatice de ter que andar com as malas às costas ou lidar com taxistas sem escrúpulos, como diz no filme. E podem-se escolher recordações temáticas, como por exemplo ser agente secreto e estar envolvido numa grande conspiração para salvar o planeta. E é exactamente isso que acontece. O filme está muito bem dirigido porque constantemente somos confrontados com o que é realidade ou o que é uma memória "falsa" implantada, produto da Rekall. Está-se sempre na dúvida sobre quem são os amigos ou os inimigos. E tudo o que parece, pode ser outra coisa completamente diferente.
A combinação improvável de Arnold Schwarzenegger e Sharon Stone estranhamente até funciona. Michael Ironside é um vilão à altura e Ronny Cox, como sempre, dá uma credibilidade aos papéis que é de mencionar: é o típico gajo que uma pessoa adora odiar.
Os efeitos especiais de Rob Bottin ainda se aguentam nos dias de hoje, mas na altura deixaram toda a gente de boca aberta. Nesse aspecto, é um dos últimos filmes "old school". Ainda eram usados truques de câmara, animações em stop motion e miniaturas para os efeitos especiais. A única cena digital presente no filme é aquela em que Quaid passa por uma espécie de raio-x num checkpoint/aeroporto(?) marciano, em que se vêm as armas e os esqueletos dos passageiros. Marcou o final duma era tecnológica no cinema. A banda sonora original é de Jerry Goldsmith, e como sempre, é muito boa.
O sucesso de Total Recall foi tanto que esteve para acontecer uma sequela, baseada noutra história de Philip K. Dick, em que se explorava o lado místico e presciente dos mutantes marcianos. A sequela nunca passou de uma ideia no papel. Mas mais tarde acabou mesmo por chegar às salas de cinema, pela mão de Steven Spielberg, num filme completamente diferente e que toda a gente (provavelmente) já viu: Minority Report. E que por acaso também é muito bom.
Total Recall é um filme de acção violento. Tão violento, e por vezes até sanguinário, que algumas cenas tiveram de ser cortadas para não ser classificado como "para adultos". Mas acima de tudo é um grande filme de ficção científica, com uma excelente história, com muito músculo à mistura, é certo, mas que também tem muito cérebro. Como envolve marcianos e mutantes, se calhar até tem 2 cérebros! ●●●●○
Total Recall, o "novo". Eis um remake que não entendo. O filme não é péssimo e até tem alguns bons pormenores. O que não percebo é porque é que pegaram na história de um filme anterior e fizeram outro completamente diferente, aproveitando apenas alguns elementos. É que quase não ficou nada do original a não ser os nomes das personagens e a Rekall, que até quase nem é mencionada... Não percebo.
O novo Total Recall perde muito porque tem lacunas e muita falta de pormenor. Basta pensar que tudo gira em torno da falta de espaço para viver, mas Quaid (Colin Farrell) vive num apartamento super espaçoso enquanto toda a gente parece viver num enorme bairro de lata. Não tem sentido. Depois, a premissa de falta de espaço deriva do facto do planeta ter sido totalmente devastado numa guerra química... entre quem? Não se sabe. O que se sabe é que só restaram duas federações - Inglaterra(?) e Austrália(?) - onde está apinhada toda a gente que sobreviveu. Mas por outro lado, no meio desta quase destruição, conseguiu-se fazer um túnel no planeta, passando pelo núcleo incandescente, porque as pessoas vivem de um lado do mundo mas trabalham no outro. Ah?! É um bocado rebuscado demais. Até para ficção cientifica...
E depois, pior que os problemas na narrativa de base, é que se fica com a sensação de estar a ver um mix de filmes: o aspecto geral, e em especial, a perseguição de carros flutuantes parece uma cópia de Minority Report, misturado com os nomes e alguns pormenores do filme original, reciclados e espalhados pelo guião. Para quem conhece o primeiro filme, torna tudo desconexo e parece uma colagem. A determinada altura, dei por mim mais entretetido a tentar encontrar referências do primeiro filme, do que propriamente a ver o filme...
O design de produção até está bastante bom, por isso, sinceramente, acho que mais valia terem feito alguns ajustes na história original e criarem um novo argumento que se sairia muito melhor. E isso provavelmente daria um novo filme de ficção científica, se calhar até um bom, e não seria apenas e só um remake pobre de Total Recall. ●○○○○
Continuação daqui...
Bem, vamos lá a despachar isto. É assim que estes filmes têm de ser encarados. Como tirar um penso rapidamente para não doer tanto. Primeiro, Daredevil (2003). Advogado cego, transformado em super-herói que combate criminosos. Oportunidade única para ver Ben Affleck a usar uma fatiota de cabedal ridícula e Colin Farrell a fazer de criminoso com uma marca ridícula na testa. ●○○○○
Segundo: O sucesso de Michelle Pfeiffer como Catwoman em Batman Returns, foi tão grande que deu origem a um filme autónomo. O resultado é um desastre digital chamado Catwoman (2004). É pena, porque tinha tudo para resultar bem. O realizador é Pitof, homem dos efeitos especiais de Marc Caro e Jean-Pierre Jeunet (Delicatessen e Alien: Resurrection, por exemplo) e também realizador do excepcional Vidocq. Como Catwoman foi escolhida Halle Berry e como super-vilã, Sharon Stone. Parece tudo perfeito. Mas infelizmente, o filme resume-se a massacrar os orgãos visuais com efeitos digitais onde tudo parece plastificado ou um jogo de computador e a mostrar durante o maior tempo possível Halle Berry de roupa interior de cabedal. E já me esqueci onde entra Sharon Stone para além do cartaz e do trailer. É uma verdadeira incógnita como é que uma tão boa conjugação de factores dá origem a um filme tão miserável. ●○○○○
Por fim, Elektra (2005). Um filme que consegue apresentar todos os clichés dos (piores) filmes de acção. A rapariga jeitosa (Jennifer Garner) que quase morre, mas que regressa anos mais tarde - com treino de artes marciais, é claro - para se vingar. Tem uns toques de algo sobrenatural, mas é mesmo só para ter hipótese de colocar efeitos digitais no trailer. Assim como colocar Garner com roupas apertadas e sexys. Não tem qualquer implicação no desenrolar da história. É monótono, entediante, enfadonho, repetitivo e... não me consigo lembrar de mais adjectivos semelhantes. Horrível. ●○○○○
Bem, vamos lá a despachar isto. É assim que estes filmes têm de ser encarados. Como tirar um penso rapidamente para não doer tanto. Primeiro, Daredevil (2003). Advogado cego, transformado em super-herói que combate criminosos. Oportunidade única para ver Ben Affleck a usar uma fatiota de cabedal ridícula e Colin Farrell a fazer de criminoso com uma marca ridícula na testa. ●○○○○
Segundo: O sucesso de Michelle Pfeiffer como Catwoman em Batman Returns, foi tão grande que deu origem a um filme autónomo. O resultado é um desastre digital chamado Catwoman (2004). É pena, porque tinha tudo para resultar bem. O realizador é Pitof, homem dos efeitos especiais de Marc Caro e Jean-Pierre Jeunet (Delicatessen e Alien: Resurrection, por exemplo) e também realizador do excepcional Vidocq. Como Catwoman foi escolhida Halle Berry e como super-vilã, Sharon Stone. Parece tudo perfeito. Mas infelizmente, o filme resume-se a massacrar os orgãos visuais com efeitos digitais onde tudo parece plastificado ou um jogo de computador e a mostrar durante o maior tempo possível Halle Berry de roupa interior de cabedal. E já me esqueci onde entra Sharon Stone para além do cartaz e do trailer. É uma verdadeira incógnita como é que uma tão boa conjugação de factores dá origem a um filme tão miserável. ●○○○○
Por fim, Elektra (2005). Um filme que consegue apresentar todos os clichés dos (piores) filmes de acção. A rapariga jeitosa (Jennifer Garner) que quase morre, mas que regressa anos mais tarde - com treino de artes marciais, é claro - para se vingar. Tem uns toques de algo sobrenatural, mas é mesmo só para ter hipótese de colocar efeitos digitais no trailer. Assim como colocar Garner com roupas apertadas e sexys. Não tem qualquer implicação no desenrolar da história. É monótono, entediante, enfadonho, repetitivo e... não me consigo lembrar de mais adjectivos semelhantes. Horrível. ●○○○○
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